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UM ABRAÇO AFETUOSO DO TAMANHO DO MUNDO PARA TODOS!































29 de outubro de 2010

SOLIDÃO




AS SOLIDÕES QUE JÁ SENTI


Solidão é um sol ao contrario, às avessas: em vez de luz e calor, ele(a)  traz penumbra e frieza.. Muitas solidões eu passei...
 
Solidão de menino quietinho da sala diante da turma que não entendia que nem sempre uma pessoa tem que se adaptar a uma turma, mas uma turma tem que saber se adaptar a uma pessoa. Solidão de menino na rua buscando amiguinhos e se rodeava de moleques.

Solidão na multidão em reunião que ri contente e voce mesmo, somente sentindo só total em outra dimensão em dispersão, com um deslocamente de onde está, como está.

Solidão de ir ao cinema ou supermercado e sentir a dor de ver tantos casais de mãos dadas e grupo de amigos e se perguntar onde não merece se valer do mesmo.

Solidão no mundo, de como não estar, de vagar a andar entre as pessoas e na sociedade e ir contra a natureza de ter que ser gregário.
 
Solidão de tentar ser gregário e sentir o bloqueio insensivel , indiferente a quem falamos e se nos ouve, não nos escuta, olha para os lados, não nos compreende de todo, nos aceita parcial, ficamos como que falando as paredes.

A solidão dos grandes centros urbanos e nós buscando a solidariedade social  em meio ao coletivo, no que somos apenas um a mais.

A solidão dos amigos que foram embora para sempre de nossa vida, da namorada de infância que se se mudou e deixou solidão da partida sem volta, naquele instante e até hoje deixando só.

A solidão de nos entranhar em si, perdidos do que somos e para que viemos, solitarios como um ET, mas sabendo terraqueo, num planeta que deveria ser nosso também, como se não devessemos ter nascido nesse mundo, nesse tempo, entre essas pessoas que conhecemos e convivemos sem nos integrar plenamente. 

A solidão diante da tela de um pc em supostas amizades e amores sem corpo presente, não somos virtuais, por trás da tela há um ser de corpo, carne, ossos, sangue, sentidos, sentimentos, entre letras frias de conversas sem som,  contatos não imediatos de primeiro grau, aguardando alguem que acesse e muitas vezes ninguém acessa e um que entra não nos fala ou nos escreve meia duzias de letras só para não ser descortes.

A solidão cotidiana e mais ainda em fim de semana ou feriado, em que se borbulha a vida das pessoas e tantas vezes já se teve e parece que hoje são só migalhas obtidas aqui e acolá por alguém  ou ao nos fecharmos em concha, buscando subterfugios de entretetimentos,  para que o tempo passe e a vida passe sem com isso seja mesmo vida vivida, dividida,  de quem  possamos desabafar e compartilhar nossas vidas a fluir.

A solidão de querer uma só sonhada namorada amada amiga, eis que de todas ao aparecerem nenhuma sentia igual valor ou faltava algo a identificar em afinidade, e a solidão se mantinha. Até que uma veio e a pior solidão malsã: a solidão a dois, quando ainda há a presença mesmo ausente como fosse um corpo penado sem a alma de nos amar.
  
Solidão pior ainda havia de chegar: é aquela que nos traz a solidão da ausencia, não sendo  aquela que sabemos que a qualquer tempo vai sanar, porque essa é mais uma saudade de quem não está perto.  A solidão da ausencia, é de quem sentimos falta, e nela não dói como em nós, nos sentimos, ressentimos ao abandono, que provoca lacuna sem correspondencia, na solidão do distanciamento, ainda que não haja distancia. É como a tal frase que diz: “Solidão é  estar na multidão e sentir falta de apenas uma pessoa.”
 
Solidão de estar só para si em tempos de estarmos conosco mesmo é reflexão – essa é até benefica se pensarmos bem. Ou a solidão do individualismo para nos preservamos de sofrimentos quando da busca do fim da solidão e que nos traz mais solidão ainda.
 
Solidão pela separação, de ter que voltar a velha busca ou espera de alguém que nunca chega e se chega em expectativa são encontros em desencontros, desencontros em encontros, procuras que caem no constante vazio solitário. De pessoas que acabam nos fazendo a parte da vida delas  em mais uma desilusão desferida.

Solidão de casamento desfeito,  na casa que deixa de ser um lar, sentir o quarto vazio, a sala repleta de silêncio e por toda casa ecos do que foi ninho de carinho desfeito.

Solidão do pai e da mãe que se foram desencarnados e eles eram os realmentes únicos que foram   amores puros, incondicionais, eternos, que sentiam nossa falta, que nos apoiavam 24hs por dia,  e que sentiam querendo saber de nós,  integralmente.

A solidão que nos faz se perder de nós mesmos, caindo num abismo existencial, entre melancolia, angustia, ansiedade e depressão a corroer, corromper, é quando precisamos sair dessa sala escura da prisão solitária e fazer de novo nossa história, que nos resgasta além da solidão de nós mesmos, de quem queremos amar e ser amados e da vida que nos espera muito além do muro que a solidão nos encerra e só se descerra quando voltamos abrir a brecha para entrar luz no sótão soturno que nos dilacera e arejar o ar e se soltar, como Dédalo e Ícaro voando além dos paredes do labirinto de Creta que se cria, em que o Minotauro da solidão nos assombrava... 

E ir na direção do verdadeiro bom e bonito sol: sol da solidariedade, sol do amor por alguem amado, pela familia, pelas pessoas amigas, pela humanidade e mais que tudo do que estava em nós e a solidão fez morrer em nós  e não mais sentiamos... A VIDA QUE PULSA DE NÓS, ENTRE TODOS. PARA NÃO ACREDITAR NO TAL  -  NASCI PRA SER SÓ, E DE QUE NASCI SÓ,  CRESCI SÓ, VOU MORRER SÓ.  Como diz a canção Bossa Nova:  “ Ninguém pode ser feliz sozinho”... Mas se como diz uma frase “ Saudade.. é um amor que fica “ – diria: “ Solidão... é um amor que não fica’.


DESERTOS DA SOLIDÃO

- “ I want to be alone! ” (GRETA GARBO)

Cada um tem seu modo de ser,
cada um tem seu estilo de viver.
E tantos como Greta Garbo quis,
tem diversos níveis de solidão.

Há quem queira viver à parte na multidão,
vive em sua individualidade:
é a preservação-em-si-mesmo, de uma negativa solidão.

Há quem queira viver e reparte uma união,
vive uma infelicidade:
é a provação-a-dois, de uma relativa solidão.

Há quem queira viver à parte da sociedade,
vive como um monge trapista:
é a reclusão-por-Deus, de uma seletiva solidão.

Há quem queira viver à parte da humanidade,
vive como um ermitão:
é a proscrição-a-tudo, de uma plenificada solidão.

Nenhuma eu quero:
é ruim a vida sem amor-em-dualidade ou de solidão-a-dois;
é ruim a vida sem amizade-em-coletividade ou solidão-aos-depois.
Por isso, parafraseando o desejo de Greta Garbo, diria assim:
                “ I don’t want to be alone,
                   I don’t want to be alone again! ”
                   Eu não quero ser sozinho de novo,
                   esse deserto eu atravessei:
                   e confesso que nada gostei;
                  da vida com solidão, eu detestei!

Não quero ser como se fosse
de Dostoievski, um personagem sonhador solitário,
em “ Noites brancas” a viver em solidão, por Nástienka
em agonia no imo, sem o fogo vivo da vida.     
                “ I don’t to be alone,
                   I don’t to be alone again! ”
                   Eu não quero ser sozinho de novo,
                   esse deserto eu atravessei:
                   e agora um oásis, eu sei,
                   da vida sem solidão, eu quererei!

Agora divido um bonito verso que colhi na internet - não sei o autor...
SOLIDÃO INTERIOR É... ( AUTOR QUE DESCONHEÇO )

É quando você sente que este não é o teu lugar. Não é o teu tempo...
Não é o teu mundo.

É sentir saudades de alguém que você não conhece.
É quando mesmo acompanhado, você se sente sozinho.

Solidão interior É sorrir e sentir-se triste.
É quando os teus dias passam devagar.

É quando você se encontra na escuridão das noites, sem ninguém.
É quando você desabafa ao vento e ele desmancha tuas palavras no ar.

Solidão interior. É quando você tem milhões de sentimentos, mas se encontra no vazio.
É quando você sente a dor de não viver um amor e o teu coração grita.

É quando você quer amar, mas não encontra a outra metade da tua alma.
Solidão interior é quando você começa a acreditar que o amor é apenas uma fuga...
para quem não sabe viver só...

Solidão é ausência de amor e amizade.
Sentimo-nos vazio por dentro.
Sem motivação para a vida.
Perdemos os sentidos da vida.
Sentimos solidão mesmo estando no meio da multidão. Mesmo entre os colegas de trabalho.
É estar tão perto mas ao mesmo tão longe, muitas vezes me encontro com o olhar ao
longe no horizonte. Procurando algo, mas não encontro, porque?
É a conseqüência da falta de amar sentir-se amado.
É a falta de amor...

                          E a célebre canção "PORTO SOLIDÃO", com Jessé
                

27 de outubro de 2010

AMORES DIVERSOS TRAGO - AS NUANCES DO AMOR





AMORES DIVERSOS TRAGO...



O amoromântico em mim ainda trago;
o amorelacionar que sim agora é vago.
Num desses infortúnios, tive um findo que me foi um travo,
que porém não trava o querer mais amor e amar sem cessar...

O amor é contido em mim de formas repartidas;
o amar é em diversas maneiras divididas:
familiares, fraternais, religiosas, laborais e outras mais,
que se muito me aprazem, ainda não de todo me satisfazem...

Vidamorosa é ter com alguém íntimas vidas compartilhadas,
 multiplicando-se os deleites maravilhosos do amoriscar-se, do bem-amar,
debruçando-se todos sentidos e destinos entrelaçados num envolvente encantar...

Eu amo amar o amor ( redundância? )
e não serão os viés e reveses de dificílima vida renhida,
que o irá esmorecer e querer deixa-lo de cultivar...

Amor, a mor razão de existir, venho ainda sempre repetir, insistir.
Amor, a dor não faz que eu não o queira,e sempre vir o readmitir...        

Amor amoral eu não quero, ele tem que ser sério na essência.
Amor jovial eu bem quero, ele tem que ser suave na convivência.

Amo e amo, amar o amar idilicamente é preciso em de forma sem fim.

Ama e ama, o ser a amoroso na mente em que enleva a alma como doce cântico...



AS NUANCES DO AMOR


“ O amor é um só ”, disse Arthur da Távola.
E que entre homem e mulher a diferença do pelo pai, mãe e filhos, é que tem sexo. Não acho só isso, no entanto, entretanto, ainda que respeite a opinião dele, tão ilustre, iluminado, nesse ponto de eminente escritor cronista,  eu um reles quase ou pseudo escritor . Mas eis que acho que o amor,  tem nuances,  em tantos lances.  De captar e cooptar, na (cor)relação e deles que fazem a diferença.

Geralmente tem 4 condições:
Tem o amor companheiro...
Tem o amor romântico...
Tem o amor carinhoso...
Tem o amor paixão...
Mas se quisermos juntar,
entre pessoas espiritualizadas,
 - porque  não? - Amor de alma. Uma 5ª opção pouco usual. Veremos.


Amor companheiro é aquele mais humano, o mais necessário na verdade dos fatos e atos. O de verdadeira face e faceta que mais precisamos por ser precioso, cioso, e  de plena  maturidade. Apesar de que pode vir em qualquer faixa etária, em qualquer idade. Ninguém consegue permanecer sem tecer na cooperação. É bonito falar de um amor etéreo até que a realidade o acaçape. Saber do outro as suas dores e aflições, o que o incomoda, o que o tolhe, o que o faz se recolher, por si só ou entre ambos. E de suas alegrias e vitórias serem como as suas, nada faz com que se acomoda. Dizem  não há amor incondicional se não de pai e mais ainda o de mãe, mas em algumas vezes pode ser. Amor não é cego, mas condescendente, quando companheiro, amigo. Só que  até certo ponto. Se vier violento, bruto, alcoolizado, drogado, ai passa dos limites, mas quando todos o chutam, os esmagam, ta lá na recuperação, na superação se o outro quiser, abrir sua guarda errada, se ambos assim virem em aceite, acertados. Ainda assim dar todas  condições que o viabilizem é essencial. Um olhar de compreensão de suas falhas e limitações, por que uma coisa é ter limitações outra ser limitado. E mesmo assim não humilhar por conta disso. Saber acompanhar nas tribulações ou no que dá prazer de emoção,   sem dissabor, ter o sabor de usufruir juntos.  Não deixar a peteca de um ou dos dois cair, levantar a moral, mostrar a capacidade do outro por estar diminuído ou se diminuindo, se sinta mais otimista, capaz, seja porque se acha menos ou que assim o tenham feito. Se algo fracassa, não escassa a busca de alternativas, sem evasivas. Saber ouvir atento o outro e que não sinta falando com as paredes. E sem qualquer preconceito. Ou desfeita, ou desconsideração. Aberto que o chame em qualquer tempo ou a quaisquer lugares.

Amor romântico é aquele que permeia no encantamento. Feito como uma poção mágica de Isolda para Tristão como se mostrou um livro. Parece que nos leva ao firmamento, toda vez que alguém  especial nos diz que somos suas vidas por que trazemos mais vida, mais motivação, inspiração de musas e musos. Mesmo que se saiba viver sem ela, e que é seu mundo, seu tudo, que todo sucesso do mundo não vale a amor da pessoa em sua vida. Um amor que vem resoluto, sem o contudo, de um amor absoluto. O planeta gira, o tempo e as pessoas passam, e esse amor permanece por alguém. Perto ou distante. Não é platônico, porque se manifesta, se permite. Faz da troca de gentilezas carinhosas, uma forma de exaltar, colocar no altar de seus sentimentos mais esplendidos. E no outro se corresponde, retribui muitas vezes, mas o que vale é ver que emociona. De uma dimensão que não tem como explicar, mensurar, que só nos faz enaltecer. Olha a pessoa amada não apenas como um corpo, mas um todo que sacia sua fome e sede infinda de enlevo e empolgação, e o faz no infinito de nós dois. Tem uma equação, que alguém disse: eu + você = nós, Ninguém aqui se anula ou é metade faltante, apenas se complementa , até porque o que vale mais, o que alimenta o corpo ou a alma? E acima de tudo, ser fiel não só a querida pessoa, mas aos seus sentimentos por ela...

Amor carinhoso é o cheio de dengos, chamegos, mas sem afetação melosa. Apenas de afeto que faz do outro seu xodó. Um gosto pelos carinhos físicos e de mimos. Abarrotado de cavalheirismos. E a forma feminina na meiguice sem ser piegas. No concreto é discreto e ao mesmo tempo, com manifestação espontânea e explícita de sentimentos e bens quereres. Com cuidados redobrados, bem cuidados. Com atenção redobrada, estar ao outro sempre ligado mesmo sem estar ao lado e do lado mais ainda. Mas nada dessa coisa que ninguém mais possa se falar, conviver, até mesmo do sexo oposto que não seja por ser coleguismo ou amizade. O zelo com reciprocidade,  atenção apurada, aguçada, mas sem excessos e que o mundo não gira só em torno de si, mas dos dois e cada um tem sua vida, apenas se reparte um relacionamento e o que os une é um elo invisível aos olhos e aos sentidos. Sempre  sem deixar o outro sem poder respirar ou ter seu espaço. Mas fazer de si seu regaço, de paz, de se mostrar ser capaz de se dar, se doar, quando o mundo é capaz de virar as costas indiferentes ou menosprezar. Aquele que não fala rude, não grita por pouca coisa, não faz confusão por pormenores e não destrata, porque quem ama não mata não maltrata, como por ai se diz. Fala ao outro com calma, com carinho, como fosse doce melodia. E se houver rispidez, saber que tem que pedir perdão ou dar a volta por cima para não se perder por bobagens ou mesmo em coisas sérias. Sabe entender que certas coisas aborrecem e por isso tenta remediar. Sem ciúmes e possessividades, porque os une é uma aliança implícita, ninguém é de ninguém, quando se diz meu marido ou minha esposa, meu namorado ou minha namorada, não quer dizer posse, apenas fazem uma concessão de si ao outro,  apenas se respeitam mesmo longe dos olhos. Faz um laço de ternura e  um enlace de apego sem sufocar, sem grude, grudento, apenas que se gostam de se achegar, aconchegar, como fosse um ninho de carinho. Tudo sem cobranças, o que cabe somente são questionamentos normais de discutir, sem brigas, a relação. E acima de tudo e todos pensa antes de qualquer coisa jamais abandonar ou ser abandonado. E saiba escutar desabafo e até os queixumes e se ver no ponto nevrálgico do outro como fosse seu. E o tal preceito oriental “ Não façais ao próximo o que não quer que vos faça”.

Amor paixão é o que vem do desejo, da sedução, da sensualidade. Mas não aquele amoral ou imoral, mas o de consumação de dois seres em afeição que vão na rotação do sol da atração. Que tem que ser dos dois, a dois, a não deixar sempre pra depois. Volúpia incessante da hora, acesos na chama, aliados seduzindo e sendo seduzido na cama. Pelo jogo dos quereres com gosto, gostando,  em ebulição dos hormônios. Intimidades que soltam as amarras do amiúde. Faz do corpo da pessoa amada sua morada, sua recreação, sua vontade de prazer. Amor sem sexo já se disse é amizade, mas sexo sem amor é animal – E tem que ter carícias cálidas mas sem arroubos, beijos quentes com paixão desmedidos, abraços enlaçados, olhares lânguidos, roupas até pelo chão. Posições variadas, mas todas como novidades fossem. E palavras sussurradas fazendo do nome ou apelido seu pitéu. E o gozo em regozijo na penetração. Para se querer um algo de quero mais! A toda hora ou na hora certa que se acerta Até mesmo distantes, mesmo que já cansados da guerra da labuta ou dos afazeres domésticos e dos compromissos assumidos. Se não é frio glacial, ou fogo de palha, ou mero mecânico ato sexual sensual, luxuria carnal. Algo que dizem ser tipicamente masculino, mas que anda roçando em certas mulheres. Amor de paixão tem que ir além dessas pequenezas físicas. Tem que vir num querer-sentir que se integra na entrega de corpos & almas...

Amor de almas é o que fecha aqui, um que parece ser o único que não existiria, não há provas cabais dele. Poderia terminar sem ele, se não dividisse aqui um amor que parece surreal, idealizado, irrealizável, improvável, mas acho que aconteceu. Acho porque nem posso dizer se foi só impressão ou fantasia. Haverá amor diretamente de almas afins, se não gêmeas? Não acreditava nisso, até sentir na alma a identificação que ia além das nuvens, das mais vagas circunstâncias como diria Drummond de Andrade em certo verso “ Nascer de novo”. E é isso, é uma alma compreendendo a outra,  interligando-se no plano alem do pessoal, se combinando a outra a par de uma sociedade que agora vive no amoral a torto e a direito, mas esse amor atemporal vem até com um olhar sem par, do  invisível aos olhos, vem em conversas idílicas e identificadas,que consegue perceber na fala que se disfarça uma angustia, que não se atem aos valores mesquinhos de se relacionar, muito além do materialismo iníquo histórico, e do individualismo próximo do egocentrismo,  a algo quase algo transcendental. Os espíritas talvez diriam que elas vêm de vidas passadas, quem pode saber se ninguém é Deus a dizer que sim ou não. Mas com certeza, dessa vida seguirá pela eternidade se a realidade não vir a nos tomar. Alguém disse que os amores por ai são de necessidades e interesses. Que isso faz a desunião e não eleva o ser em direção da magnificência de Deus, se somos esculpidos a imagem e semelhança Dele, Mas ao se ter amor de almas todo plano não só do mundo, mas acima do mundano se esvai, noção que parece utópica e já pensei que é mesmo. Mas não é que parecia que sentia com a alma, que ela e não o corpo com seus sentidos que comandava esse amor? Ela vai além do físico, mas quando no plano físico era pura energia pulsar que pulsa. Desprendimento das batalhas e juízos terrenos, alguns mundanos. Muito além da explicação lógica do mundo que criou regras ou deixa solta vidas que ficam como almas destroçadas, desamparadas. Amor de alma redime e redoura, fica como coisa duradoura, até mesmo quando acaba. Terminou o meu sim, mas esse amor ou gostar além da conta com gosto incomum, ficou num plano se não  metafísico, muito além desse insensato mundo, um amor de almas que jamais esquecerei...

AS CORES DO AMOR...

INTERESSES E NECESSIDADES


INTERESSES E NECESSIDADES


O interesse e a necessidade vem em interagem, entre as formas básicas de inter-relacionamentos das pessoas e das coisas. O grande problema é o grau e a forma que elas são premidas, precisadas, exercidas ou recebidas.

“ O amor é um sentimento tão delicioso porque o interesse de quem ama confunde-se com o do amado.” - Stendhal

Houve alguém importante em minha vida que não acreditava ou não queria esses amores que são baseados em interesses e necessidades. Não entendia que podia não ser só assim. Mas realmente a maioria das vezes a pessoa só se move a você porque está interessada em você como companheiro físico-espiritual, do seu meio social, do seu status quo. Ou de necessidades de carências emocionais,  materiais, sexuais.  Essas baseadas muitas em falsas precisão e premissas do que se deve Ter um relacionamento. Até porque muitas vezes criam distorções. O homem que não respeita o resguardo por uma suposta necessidade fisiológica sexual normal, na verdade esconde algo de patológico ou de fixação.

Ao mesmo sonegar constante, cria insatisfação normal. A perde de interesse no outro gera frustração e daí irritação, daí uma separação. Mas relacionamentos baseados na necessidade do outro criam também desequilíbrios, como se a vida em si só tem felicidade e motivação por conta do outro. Ao mesmo tempo, sentir o outro desnecessário, ficando desimportante    no interesse não vem a calhar. Ou seja, o melhor interesse está na motivação de quem quer e gosta amando e a necessidade normal é aquela que temos em nós para suprir a normalidade das pessoas, que é acabar com solidão, saciar dos instintos sexuais e afetivos. 

Onde está o erro disso? Mas quando tudo isso descamba para como fosse essência única da vida, pode criar desiquilibrio psicológico ou emocional, se não patológico. Tenham certeza, o interesse e a necessidade precisam ser revistas. Quem quer namorar o faz com interesse e dentro de necessidades que são concebíveis, não bastar querer ter companhia, qualquer homem ou mulher serve sem ver como é, se nos cabe, serve mesmo. Mas  como diz a canção “ninguém pode ser feliz sozinho”. Mas que não faz disso um desamparo, desespero ou obsessão. Mas nada demais simplesmente querer ter o interesse e a necessidade de amar e ser amado, de se querer e ser querido.


Quando a necessidade aperta, toda a razão é inútil." ( François de Bois-Robert )

Saiamos do campo de relacionamento amoroso, para dois outros: os de sociedade – sejam sócios culturais, como de mecanismos de conduta e condução ético e de moral. E os de interagem interpessoais das pessoas.

Os interpessoais é algo óbvio....

 Se há camaradagem entre pessoas, baseadas na amizade como aceitar que tem que haver uma troca de interesses? Ou só nos procurarmos por necessidades? Ao mesmo tempo, as pessoas assim se procuram para auxiliar nas necessidades com interesse. Com interesse para que não hajam necessidades. Porque o básico da amizade é que queremos o melhor do outro sem qualquer interesse para nós, ou que, havendo, para que ambos fiquem bem suprindo necessidades. Procuramos o amigo por interesse nele em si, e não para si, mas ao mesmo tempo procuramos porque temos a necessidade de se agregar, que é uma necessidade básica do ser humano. E a premissa da Oração de São Francisco é básica: é dando que se recebe, é amando que se é amado. Apesar que muitas vezes nos doamos, oferecemos ajuda, nossos afetos sem exigir a troca, isso fica implícito na gratidão, no reconhecimento de esforço, que haja reciprocidade. Mesmo que não tenho tido êxito, houve a tentativa. Imagine obtendo?

Já na caridade quando há o sentido cristão ou por bondade humana, por humanismo,  o interesse é pelo bem comum num campos de vastas necessidades, algumas devastadoras ou no mínimo desintegradoras do tecido social. Só que se tem que Ter cuidado se a caridade assistencial não vai gerar acomodação, do individuo ou da sociedade naquela situação. Ninguém deve viver de caridade alheia sem tentar sair dessa teia de aranha. Ao mesmo tempo olhar pro próximo e achar que se vira, porque supostamente é capaz sendo adulto, é não ver até onde subcondição ou as limitações humana que os levou a isso.
 
No campo profissional, mesmo que as condições   financeiras e materiais não são fechadas nas suas necessidades básicas, o interesse pode se permear pelo bem servir, porque atrás de um requerimento, de uma pendenga, há um ou mais seres humanos, comunidades até, com suas necessidades sendo previstas independente do interesse de quem pode satisfazê-la ou analisar as suas possibilidades e as executar. Agora tem aqueles tão decantados jogadores de futebol que antigamente beijavam a camisa porque o interesse dele era mais a paixão pelo clube e hoje pelos interesses de ascensão sócio-cultural e dos meios esportivos baseados na arrecadação. 

O mundo esportivo faz tempo que deixou o idealismo do interesse esportivo por si só. Isso engloba também tantos outros campos, que traspassa até na ultrapassam da ética e da moral. Minha mãe reclamava que falavam mal de médicos, não entendendo ela que faz algum tempo que não há mais os médicos que eram mais voltados a família. Boa parte deixaram o juramento de hipócrates pelo de hipócritas, em interesses materiais e de sucesso ao além de curar que deveria ser a premissa básica, mas ao mesmo tempo, um médico tem suas necessidades, deixá-lo ao relento é criar desalento em tão nobre profissão, os fazendo desinteressados. Isso vale para professores também. O interesse básico é o que? O idealismo para o bem comum virou para o bem de si em ou de um grupo em sectarismo.

Já no campo politico-governamental os interesses e necessidades são onde mais ocorrem distorções. O interesse é bem servir, mas eis que muitas roça na quase-servidão, troca de interesses coletivos ou individuais. As carências de necessidade são mais para manutenção do poder que depois entram supostamente com interesse de resolver e no fim perpetua para que haja interesse   de se suprir necessidades que nunca se solucionam com paliativos ou assistencialismos com o chapéu ou cofre do dinheiro público ou alheio. Para se eleger ou se manter no poder politico ou de governo há interesse que se troca por necessidades a serem supridas. E dentro disso tudo interesses excusos de corrupção ou negociações virando negociatas. E por ai vai.

Entre necessidades, o interesse incendeia. Entre interesses, a necessidade permeia... Pode uma independer da outra.  Ou interdepender da outra e juntas, fazem do interesse para suprir a necessidade e da necessidade gerar um maior interesse...

REALISTA - ENTRE OTIMISMOS, PESSIMISMOS E IDEALISMOS




REALISTA: NEM PESSIMISTA, NEM SÓ OTIMISTA


“ O pessimista vê a dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê a oportunidade em cada dificuldade ” – assim se diz numa frase famosa.

Mas fico mais para realista: não acha que não vai dar certo, pois sabe o que pode acontecer. Ve com realismo se pode mesmo acontecer, já que avalia com critério .

Tem gente que se faz de otimista e acha que basta querer para acontecer. O realista olha os meios e as condições para tal.

Tem gente que se faz de pessimista e acha que nem sabendo e podendo acontece. O realista olha  os modos e as formas de evitar.

O realista se perceber que não vai dar o faz por conta das realidades dos fatos. Se achar que sim o faz pela viabilidade de se fazer acontecer.

É lindo ter sonhos na vida. Mas não delirantes, ou pouco prováveis. O realista não quer ser nem otimista, nem pessimista, sonha dentro do real e não no campo das fantasias e das ilusões, as boas intenções que levam, ao fracasso e a frustração. Por que o realista quer estrutura para não deixar isso vir acontecer. Se não evita - mas não por comodismo ou medo, ou porque se sente menos capaz.

O realista sabe que certas coisas só com vocação. Outras não. Mas quem é otimista acha que basta ir de encontro e aprende e exerce. Se és alguém sem dons calculistas vai ser engenheiro ou negociante? Vais tocar um instrumento ou escrever bem sem aptidão para tal? Mas se tem sim, o realista não fica como o pessimista que mesmo tendo, diz não adianta tentar. Se há o potencial em si, realisticamente vê até onde dá pra ir chegar e alcançar e se tem pouco, médio ou muito talento.

O realista procura saber se somos capazes até que ponto. Quando há limitações em si, do que pode fazer e ser, não faz por isso que seja limitado que é bem diferente. O otimista acha que pode mais o que pode. Já o pessimista que não adianta se está predestinado a não obter, a ser. O realista vai fundo a ver as diferenças para fazer e ser, do que é possivel e do que é provável.

Realista é louvável que o seja. Sem com isso que não venha permeado de idealismo. O realista sabe amar sem conta, pode ter sonhos de amor romanticos, mas não se perde nisso por que sabe até onde vão as coisas por mais sentimentos que tenha. O realista não se atém a ficar platônico, em amores irrealizados, ou inviabilizados e o pior de todos, os impossiveis. O otimista demais sempre acha que basta amar e ter amor que tudo irá levar a felicidade e ai quebra a cara. O pessimista extremo acha que será sempre infeliz no amor. O realista sonha com amor de olhos abertos, mas não os cerra tornando-os de antemão na contramão. Isso é coisa de pessimista. Nem acha que amando basta, isso é coisa de otimista.

Ser pessimista é péssimo, ser otimista é ótimo. Mas na verdade dos fatos e atos, ser realista só parece péssimo porque sabe que nem tudo dá. Realista é ótimo quando se enche de certeza que dá. Então o melhor de tudo – ser um realista otimista. Ou um idealista realista. Esse sim vai pra frente. Acha sim que tudo pode e até vai dar certo – mas com seu discernimento, lucidez, de avaliar, projetar e segue em frente, encara de frente, sem cair em abismos da falta de juizo, da falta de planejamento. Faz do sonho seu aliado a vitória e não  pesadelo a sua derrota em perdição...

26 de outubro de 2010

AMOR E AMIZADE VERDADEIROS

O MEU AMOR VERDADEIRO

Acho que o amor verdadeiro está acima desses egoísmo, egocentrismo ou individualismo, do “ Eu me amo, eu me amo, eu me amo”, acima de tudo e todos. É o mais genuíno, gentil, generoso, e até... gotoso! rsrs.

É dual, de não dois metades, mas dois inteiros, que não se completam, mas se complementam, se somam. E é soma de amor paixão, amor carinhoso, amor sentimento, amor de alma e acima de todos, amor amizade. Recíprocos, com trocas.

Amor verdadeiro tem apego, sem ser pegajoso e ter possessividade. Amor afetuoso, sem ser piegas ou ter preconceitos. Segue na comunhão e conjugação. Cooperação e combustão.

Tem que ter amor próprio sim, mas não só no para mim e sim nós, se não é no mínimo a maximização do EU. Prefiro o equilíbrio na busca do amor a dois, atencioso, cioso, que reconhece, que saiba se dar, doar, sem se perder de si...

E tudo isso não é neurótica busca pros nossos vazios, de manutenção obsessiva, mas pro sentido mais nobre da vida, da beleza interior no amor. E do reconforto no exterior do amor.

Amar pelo amor em si e ter amor pelo amar sem fim...


AMIZADE VERDADEIRA

Amizade verdadeira:
não se atém a limitações e condições,
nem contém a meias e a meras intenções.
E se esbaldam em invioláveis integrações,
e se escaldam em incisivas interações.

Acolhem em seus regaços, reconfortos feito de seda na ternura,
ou espaços de aço e fibra, em liga inquebrantável de fraternidade,
pra que achemos a paz que apraz em sua face mais cabal, cordial.
Com regozijo, nos acompanha em ledice, no lúdico, lampeiros,
ir aos eventos, aos passeios, aos tempos aprazíveis de vida,
para que se amenize até o vazio existencial que se instaura,
aura pesada que deve ser diluída em pó o ser só por si mesmo.

Mas se não der, sempre lembra de achar uma forma pontual,
de comunicar-se, de nos sabermos, de nos ouvir, ombrearmos-nos,
fazer-se presente até na ausência, anuência de nossa importância.
Mas se é na lida, parceria na mão indivisível na obra a fazer,
de sobra forças de vontade em veemência, virtudes veneráveis.
Faz em sol e sal em precisão, aproximação aberta em confiança,

Não nos deixará alheios em meio a qualquer turba e turma,
que nos fazem indiferentes, inclementes,mas nela, inerente a nos toldar,
a amizade nos integra, se entrega na cepa da alma em calma,
mas não com compaixão, mas paixão de aceite,
incentivo e interação de meios e modos abrangentes,
comportamentos e companheirismos abrasivos.

Desanuvia como pode na procura de ponderação,
em plena manhã malsã, que vem como que em chumbo,
o que traz o cansaço, constrição e conturbação ao amigo,
que se vê até remido, em redenção ou reconciliação.
E com seu ombro amigo largo, de reação lépida,
faz se artífice de luta com seu veio de comunhão,
combinação de abrir em abrigo, espontâneo bem querer bem.

Mas se preciso faz a critica construtiva, consideração coerente,
dois olhos sobressalentes, dos quem vêem melhor de fora, lúcidos,
mas vê com a condescendência dos querem o bem a bel intento,
muito além de seus umbigos, avançando em novos umbrais.
Murais de sabedoria e serenidade, sensíveis na profundidade.
Sentimentos profusos e profícuos, tem voz amena, mas vem ativa, simpatia.
E se tem vida própria, se complementa no viço do vão da vívida em empatia.

Amizade verdadeira... Vão e vem ao além de ter interesses.
Vão além a problemáticas perspectivas:
Vem, convém a múltiplas convenções e convicções.
E se espraiam em insignes intuições,
e se esforçam em intensas imersões...

Vem com amizade absoluta e jamais relativa.. JAMAIS!!!

Comentem amigos como acham que é, como devem ser, amores e amizades verdadeiras...

23 de outubro de 2010

AS SAUDADES AMOROSAS EM SEUS PLURAIS


Ah! Lusitana palavra saudade, só de falar dela já cabe as muitas saudades que se tem na vida...

Só que dizendo quanto a saudade no singular,  parece até que só existiria uma. Mas a saudade tem e vem  de várias formas e nessas ainda se ramificam. São saudades que existem, saudades em forma plurais.

Miguel Fallabella ( ou Martha Medeiros ? )escreveu crônica poética que de todas a mais dolorosa seria a amorosa. Bem, pra quem perdeu um pai e uma mãe, poderia dizer que é uma das, não a mais. Pungentes muitas vezes. Mas se pensarmos nas amorosas, ainda assim há quem acha que um tipo só se tipifica? Não!

Saudade gostosa é aquela de alguém que sentimos falta e se consola que em breve vai saciar nossa sede e fome infinda  de amor e amar. Do namoro que se deseja reposto, sempre proposto, sentido disposto. Saudades amenizadas no triiiimmmm do telefone que toca a ouvir quem se quer tanto. Nas páginas da Internet em recadinhos e papos virtuais, Mas nada melhor aquela que nos traz a nossos braços os abraços mais ansiados. Quando de volta de viagem num aeroporto, numa rodoviária. Na cigarra da campainha que toca.  No portão de casa para de novo enamorado fascínio. A presença física que acaba a saudade de quem está ausente. Enquanto não chega a hora, PENSA, PENSA E PENSA e se conta os minutos, os dias, as semanas, os meses, os anos até. Sabendo que será arrefecida, que haverá o reencontro. Saudade temporária, com tempo e hora marcada de acabar ou que será a qualquer tempo ou lugar. Saudade de quem ainda namora, só faz aumentar o sentimento que não se perde e se expande muitas vezes. Ela é filha e cria do apego.

Saudade melancólica é aquela de quem parece nos ter esquecido, de nos ter feito desimportante. E em nós permanece alguma forma que se mantém. Sabemos que está vivo, mas não tem volta. Ficou na mais doce e recidiva lembrança, que pode vir com uma vaga esperança de volta, mas que sabemos atrelado ao passado, do que já foi ido. Pensamentos que caem na limbo do vazio. O corpo ainda sente presente, mas é só um espectro que rodeia, que se cai  no vazio, nas lágrimas que escorrem, na alma que sangra os sonhos desfeitos. Acontecimentos que vem em flashes, folhas de outono que caem, um inverno glacial que esfria. A dor da alma  sem remédio em farmácias, que só o tempo e a tempera de sair do marasmo da saudade que não cessa pode fazer ir embora aos poucos, abranda até nos abrir de novo a vida sem saudosismos do que foi significante, mas agora é nada edificante. Ela é filha e cria inconformismo.

Saudade ressentida, dolorida, é a mais má das saudades. Alguém nos fez mal, mas como esquecer os bons momentos, não entender como tudo se encaminhou pra tal. Da pessoa sentimos falta apenas daquela que não identificamos mais hoje, muito mais de como era, são saudades que parecem masoquistas, mas na verdade é o reconhecimento sem se fazer maior o ressentimento. Apostamos tudo num tempo, numa proposta, uma escolha que parecia tão certa ou condizente. Saudade que perturba, parece sem lógica diante de tudo que se transformou pro mal que nos fez. Mas já foi o bem, é isso que essa saudade pode estar dizendo ainda que não a queremos mais. Como todas, ela passa, e tende a ser a mais rápida até, pois costuma ser com pesar, pesa na alma, na consciência. Alguns podem achar que se há saudade pode haver reconciliação. É algo que invariavelmente não corresponde. Ela é filha e cria do desgosto.

Saudade  sentida,    é aquela de  quem ainda não perdemos de todo, mas que ao se afastar por desavença, ficamos com  a sensação de fim, mas com chances totais de reconciliação e ai a saudade entra entre o que consola e desola. A saudade pode salvar por nos fazer o quanto é grande a dimensão daquele amor em ambos. Mas faz doer contraditoriamente.  Faz querer estar tudo de volta, de onde não deveria ter saído do eixo, na intolerância ou no intempestivo que se abate os casais que se amam.  É uma saudade que vem do querer que não se esvaiu e na eminência de cair no abismo, nos agarramos a tudo de bom que passamos e tudo que a outra pessoa ainda representa, super viva na saudade de a querer de volta. Ela é filha e cria do destempero.

Saudade saudosista, é aquela perdida, é aquela de quem passou em nossas vidas e  fez mal algum. As circunstancias não permitiram seguir adiante, está lá intacto tudo que nos fez encantar. Não se sabe se desse tipo tem volta ou não, mas costuma tudo ter seu tempo certo de acontecer, de tecer para ficar. Mas eis que se perdeu, é uma saudade que Isolda compôs e  Roberto Carlos cantou, que é aquela que gostamos de ter. Ainda que não a vivamos mais, provável que nem expectativa e perspectiva de voltar a se ter. Mas é uma saudade carinhosa que faz lembrar algo que rolou na Internet  que diz que há amores que tinham tudo pra continuar acontecer e permanecer e fica  parecendo inexplicável, por que tudo se  tornou inviável, fica como algo que fica como uma saudade de tudo que se viveu sim, mas também de tudo que poderia ter vivido e não foi. Algo como diz a comunidade no orkut – “ Amores certos, destinos opostos”. Ela é filha e cria do desencontro.

Saudade dolorida é aquela que não tem mais volta, a pior de todas vencida pela morte. Saudades daquele que foi a outro plano e levou conosco o amor que seguiu junto. Há quem diga que viúvo é quem é enterrado, quem fica ainda tem uma vida pela frente. Mas esquecem daqueles que não se conformam, que não se acostumam, que se entregam  a não mais querer, pq esse fim pode ter terminado com o reencontro, não com sentimento que ficou, latejando, trazendo lapsos de vida. Ainda que um dia a vida faça seu curso de se amar de novo, como não ficar uma saudade de quem é ausente pelo fim de todos nós que partimos dessa existência? Ela é filha e cria do desconsolo.
                      
SAUDADE...
SAUDADE...
SAUDADE...

SUSPIRO...
SUSPIRO...
SUSPIRO...

Saudade pode ser o sal da idade que tempera a vida por quem ainda se ama e é amado.

Saudade por ser o sal da maldade que salga a vida de quem ainda ama ou lembra em desamor ou em dor.

ENCERRO DEIXANDO UM LINDO VIDEO FALANDO DE SAUDADES... 

AMORES OS MELHORES POSSÍVEIS




AMORES OS MELHORES POSSÍVEIS

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Não adianta ficar só a esperar amores perfeitos: atenta sim aos amores os melhores possíveis.


Para os toleráveis defeitos, correção. Para as inevitáveis falhas, coerência.


Para as compatíveis diferenças, compreensão. Para as normais imperfeições, conformação.


Nos sinais do inicio atentar com o que transparece, pois o que começa mal costuma terminar – e mal!


Se continuar, valorizar as virtudes, adequar as atitudes, adaptar as individualidades.

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Não querer fazer do amor cego, mas sensato. Não fazê-lo surdo, mas sensível. Não fazê-lo mudo, mas sábio.

Entre trocas de experiências, empirismo pra até onde pode ir ao que der e vier, fazer e acontecer.

Ir de encontro das convergências, aparar divergências, poder ter equilíbrio entre pesos e medidas da balança.

E nem passivo, nem passional. Nem impassivel , nem compulsivo... No que puder ser transigente e tolerante.


Sempre a almejar os pressupostos básicos:

Que seja real e verdadeiro, intenso e extenso. Empatia e afinidade, identidade e compatibilidade.

Condescendência e cumplicidade. Sentimento e desejo, maduro e responsável. Atencioso e carinhoso, companheiro e querido.


Mas acima de tudo que se saiba: para que de fato a pessoa seja amada ( sempre ), que recíproco tenha e venha amar...

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" Amores possíveis" - Paulinho Moska




" Amores imperfeitos" - Skank