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UM ABRAÇO AFETUOSO DO TAMANHO DO MUNDO PARA TODOS!































12 de junho de 2017

TANNA ( FILME ) OS AMANTES QUE NÃO SE ENTREGAM AOS TABUS


Numa ilha do pacífico, a história de amor de dois nativos  que ficou proibida pelo costume de casamento arranjado entre duas tribos rivais para paz nas rixas entre elas.

O que o casal foi contra, pois ficaria plâtonico irrealizado. Ao final uma história ao estilo Romeu e Julieta contra o tabu de não haver casamento por amor, situação que não se entregam.



Produção australiana e de Vanuatu concorreu a melhor filme estrangeiro do Oscar, vale ver essa inusitada visão do amor tribal.

Incondicional acima das conveniencias e convenções. Na convicção do querer para além da aceitação e entendimento de sua aldeia.


Foram atrás de comunidade cristã em que acharam encontrariam refugio civilizatório, mas não se reconheceram como seu mundo a dois e resolveram o fim de ambos a mercê de uma fruta mortifera.

 E ao final entoada uma canção dos amantes, não  sendo ambos outros de alguém, mas os que amam um ao outro. O tema se fez como fosse  uma quase lenda a gerações.

Na acepção original do vernáculo: amantes signicando quem se ama, ignição de um enlace de romance irremediável em seus âmagos amados identifcados.



Foram ser enamorados no além a não se perderam em vida na morte...

FICHA TÉCNICA DO FILME

Tanna é um filme de drama australiano-vanuatuano de 2015 dirigido e escrito por Martin Butler e Bentley Dean, o qual foi gravado na ilha de Tanna, no Vanuatu. Foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2017, representando a Austrália. Wikipédia
Data de lançamento9 de março de 2017 (Alemanha)

VÍDEOS NO YOUTUBE COM O FILME









11 de junho de 2017

NISE DA SILVEIRA EM FILME E O MUSEU DE IMAGENS DA INCONSCIÊNCIA - A HUMANIZAÇÃO E ARTE NO TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO


Há cerca de um ano atrás, assisti em Botafogo sobre uma eminente psiquiatra do passado chamada Nise da Silveira. Foi mostrado o momento que ela parece ter sido libertada de prisão ( não sei a causa ) e retorna seus trabalhos no Centro Psiquiátrico em Engenho de Dentro, local público no tratamento psiquiátrico da esquizofrenia. Ao chegar lá se choca com os tratamentos frios e cruéis da lobotomia ( com cirurgia de retirada de parte do cérebro ) ou os eletrochoques um horror. E rebate os médicos de lá quanto a isso. A gente se ressente só de ver como os médicos psiquiatras o fazem sem qualquer consideração com seres que com certeza nãoi melhoram nada a não ser serem domesticado no estupor.



Resta a ela ir pra desocupada sala de terapia ocupacional. Acha que os ocupando com tarefas e tendo atenção e formas humanizadas de tratamento seria algo de forma mais digna, para escárnio ou irritação de seus pares que repudiam outra forma. Desde sempre quem tem alguma loucura era tratado quase como bicho e ela fez com que eles tivessem sim animais domésticos para se afetuar, mas até nisso uma chocante cena de morte dos cães e gatos levam a mais trauma emocional, parecendo uma represália de outros profissionais do Centro Psiquiátrico, uma barbaridade.




Porém a grande sacada dela é usar a arte, em especial a pintura plástica e algumas esculturas, como forma de expressão para que eles os pacientes se integrassem mais com algo fora do isolamento que sempre foram colocados. Muito se diz que a esquizofrenia e outros desequilibrios mentais fizeram parte de artistas consagrados. E para surpresa geral, alguns mostraram talento artístico a mais, chegando a expor no exterior, E resolvcu ela fazer um museu dito de imagens do inconsciente.





Foi emocionante ver a transformação destes artistas que superavam os limites do seu esturpor e perturbação  mental. Aos que não tem esse dom, ainda assim serem melhor tratados, daí o subtitulo ser "o coração da loucura", a humanização do tratamento mental de forma pioneira, elogiada até por Jung expoente da psiquiatria internacional. Com a sempre certa e correta atuação de Glória Pires, sempre contida e cheia de nuances altruisticas além das técnicas de terapia até então ineficazes até pela gravidade da esquizofrenia.Saí do filme com a certeza da grandeza humanitária dela, ela, Nise, merecia um Nobel da Paz.





Eao final  há um depoimento da verdadeira Nise,uma mulher corajosa no seu tempo. de epquena estatura com grandeza de alma humanitária gratificante.




Ao fim só me restava planejar ir ao museu de seus artistas que transpassaram as amarras esquizofrênicas. como pode ser visto mais adiante abaixo...



Nise - O Coração da Loucura
Nise - O Coração da Loucura (PT/BR)
 Brasil
2016 •  cor •  109 min 
DireçãoRoberto Berliner
RoteiroPatrícia Andrade
Leonardo Rocha
Roberto Berliner
Flávia Castro
Maurício Lissovsky
Chris Alcazar
Maria Camargo
ElencoGlória Pires
Simone Mazzer
Julio Adrião
Cláudio Jaborandy
Fabrício Boliveira
Roney Villela
Flávio Bauraqui
Bernardo Marinho
Roberta Rodrigues
Augusto Madeira
Zé Carlos Machado
Lançamento21 de abril de 2016
Idiomaportuguês

ALGUNS VÍDEOS SOBRE O FILME 







VISITA AO MUSEU DE IMAGENS DO INCONSCIENTE - PARA LER TEXTOS CONTIDOS EM FOTOS CLICA EM CIMA PARA VER DE FORMA AUMENTADA.

ENDEREÇO PARA VISITAÇÃO: R. Ramiro Magalhães, 521 - Engenho de Dentro, Rio de Janeiro - RJ, CEP. 20730-460
Telefone:(21) 3111-7471 

 De segunda a sexta-feira 9 às 16 hs


O centro psiquiátrico em que atuou Nise da Silveira e onde está o museu do Inconsciente. — em Engenho De Dentro, Rio De Janeiro, Brazil




Algum tempo depois de ver filme sobre a vida da psiquiatra Nise da Silveira "O coração da loucura", indo ver as obras dos artistas plásticos apesar de esquizofrênicos, o que não invalida talento, vide o célebre Van Gogh. Diversos artistas foram aparecendo quem era só um interno e ela achou que a melhor terapia era na arte e ocupações e não das estarrecedoras formas como lobotomia e choques elétricos. Vamos lá então!


 
Na entrada do Museu do Inconsciente um painel com um depoimento desabafo da extraordinária Nise da Silveira... — em  Museu De Imagens Do Inconsciente.

Descrição das terapias aos pacientes que Nise da Silveira resolveu implantação implementar! — em  Museu De Imagens Do Inconsciente.

Criado em 1952, por iniciativa de Nise da Silveira aliada ao artista plástico Almir Navignier, descobriu talentos em especial Mário Pedrosa, que fez sucesso além do Centro psiquiátrico e do Museu...— A explicação de Nise da Silveira do ateliê concretizado... — em  Museu De Imagens Do Inconsciente.

 Reunião quando o Museu do Inconsciente era só um projeto.. — em  Museu De Imagens Do Inconsciente.

 Eu ao lado de umas das obras muito considerada...— em  Museu De Imagens Do Inconsciente

Há mais de 360000 mil obras catalogadas, as principais até tombadas pelo IPHAN... — em Museu De Imagens Do Inconsciente.

 Pictóricas obras primas ali expostas, muitos artistas externos fizeram intercâmbio. E expondo até no estrangeiro quem diria! — em  Museu De Imagens Do Inconsciente.


 Há além de quadros, há como estes painéis de gravuras, além de esculturas. Obras do Inconsciente como o nome do Museu. A esquizofrenia limita mas não cerceia a criatividade artística... — em  Museu De Imagens Do Inconsciente.

Na galeria diversas obras. Filhão Eduardo Augusto dando umas vistas das obras... — em  Museu De Imagens Do Inconsciente.



 Obras em cores vivas contrastando com a inquietação sombria do doença mental em especial a esquizofrênica. — em  Museu De Imagens Do Inconsciente,


 Essa obra deixa bem claro a melancolia dos internos esquizofrênicos, mas as cores são vivas pelo autor plástico! — em  Museu De Imagens Do Inconsciente.


Não faltou de ver  mais essas considerações em painel

Ao sair essa triste cena final, internos que dá a dimensão de que muitos ficarão pra sempre ali, só que agora sem o abandono e alienação e destrato como outrora, fruto de Nise da Silveira em herança.

ALGUNS VIDEOS FEITOS POR MIM, DESCONSIDEREM A PRECARIEDADE DELES E SEM A PROFUNDIDADE DE EXPLANAÇÃO MINHA DADA A COMPLEXIDADE DO TEMA. 

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8 de dezembro de 2016

O VALOR INESTIMÁVEL INTRÍNSECO DA VIDA HUMANA - VENDO OS FILMES "PERDIDO EM MARTE" E "OS 33"


Antes de mais nada, quero alertar duas coisas: não é resenha dos filmes “Perdido em Marte”, nem “Os 33” – apenas uma ilação entre ambos apesar do primeiro ser uma ficção e científica fantasiosa e o segundo baseado em fatos reais com fundo sócio econômico, no que tange ao seu final que vi uma ligação temática cada qual a seu modo. Sendo sobre sua parte final e the end, como dizem por aí pode parecer spoiler, ou seja, estragar a surpresa pra quem ainda vai ver o filme – se não  para quem está lendo essas traçadas linhas, siga adiante.

A ficha técnica com direção, produção e atores segue adiante, mas o que estarei fazendo não é uma análise nem levantamento das produções cinematográficas. Muito pelo contrário e sim feito as fábulas, perceber uma moral ao final delas que é básica dos dois filmes aparentemente tão distintos... E qual seria¿ Vejamos. A trama desemboca em que há vidas a serem salvas, custo o que custar. Nos dois filmes há questionamentos operacionais de custos e beneficios; Prevaleceram da vida humana.





No filme estrelado por Matt Damon, “Perdido em marte” seu personagem é dado como morto por conta de uma tempestade marciana. Tempos depois descobrem estar vivo. O filme mostra a sua luta pela sobrevivência num ambiente hostil, apesar da tecnologia que o ajudou nisso. Só que é questão de tempo: irá perecer, morrer se ficar lá. E apesar do custo disso, foi exigido por toda opinião pública, pelos colegas astronautas, pela família, por todos. E a comemoração final foi exultante, a gente entra no clima e vibra junto com seu resgaste.







FICHA TÉCNICA 

Gênero: Ficção Científica
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Drew Goddard
Elenco: Aksel Hennie, Brian Caspe, Chen Shu, Chiwetel Ejiofor, Donald Glover, Eddy Ko, Enzo Cilenti, Geoffrey Thomas, Greg De Cuir, Gruffudd Glyn, Jeff Daniels, Jessica Chastain, Jonathan Aris, Kate Mara, Kristen Wiig, Lili Bordán, Mackenzie Davis, Mark O'Neal, Matt Damon, Matt Devere, Michael Peña, Mike Kelly, Naomi Scott, Narantsogt Tsogtsaikhan, Nick Mohammed, Peter Linka, Sean Bean, Sebastian Stan, Szonja Oroszlán, Yang 

TRAILER "PERDIDO EM MARTE"


Imagina então de um filme baseado em fatos reais, estrelado por Antonio Banderas, mostra o resgaste de pobres operários de carvão chilenos. Não tinham o prestigio do astronauta, mas a interferencia do personagem do governo feito por Rodrigo Santoro e a luta da irmã de um deles e das famílias envolvidas, o clamor fez com que se tentasse inumeras vezes até os resgatar, os “33” que dá titulo a obra. A festa e alivio no final é de todos nós que tem humanidade. Como não se envolver emocionalmente na torcida¿ A dignidade pela vida humana sobressaiu aos interesses de gabinete.







FICHA TÉCNICA 

Gênero: Drama
Direção: Patricia Riggen
Roteiro: Craig Borten, Jose Rivera, Michael Thomas, Mikko Alanne
Elenco: Adriana Barraza, Antonio Banderas, Bob Gunton, Cote de Pablo, Gabriel Byrne, Jacob Vargas, James Brolin, Jorge Diaz, Juliette Binoche, Kate del Castillo, Lou Diamond Phillips, Mario Casas, Naomi Scott, Oscar Nuñez, Rodrigo Santoro
Produção: Edward McGurn, Mike Medavoy, Robert Katz
Fotografia: Checco Varese


TRAILER COM "OS 33"


Que pode se notar na vida cotidiana: quando vibramos com resgates de bombeiros, policiais, gente comum,  quem quer que seja para sobrevivência humana e de seres humanos.

 Como foi agora recente o resgate da delegação da Chapecoense e outros no desastre aéreo na Colômbia do post anterior. Lamentamos os mortos, mas vibramos pelos sobreviventes.

O que chamaria de valor intrinseco inestimável da vida humana... Verdadeira e absolutamente incalculável e imprescindível!