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OBS. AUTORAL: QUE NÃO SE ESQUEÇA QUE HÁ UMA LEI DE DIREITOS AUTORAIS. CASO QUEIRAM REPRODUZIR, GUARDAR E OFERTAR A ALGUÉM ALGO QUE ESCREVI, ESTEJAM A VONTADE, PORÉM PEÇO DAR O CRÉDITO DE AUTORIA A MIM. NADA MAIS JUSTO, EVITANDO PENDENGAS JUDICIAIS. NÃO ESTOU DESCONFIANDO GENERALIZADO DAS PESSOAS, MAS SABEMOS QUE HÁ QUEM UTILIZA ATÉ INDEVIDAMENTE O QUE NÃO É SEU, SEM DAR O DEVIDO CRÉDITO CONCORDAM?

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.


UM ABRAÇO AFETUOSO DO TAMANHO DO MUNDO PARA TODOS!































4 de novembro de 2010

O QUE ESPERAR DAS PESSOAS? - CONFIANÇA E EXPECTATIVA EM ALGUÉM






O QUE ESPERAR DAS PESSOAS? - CONFIANÇA E EXPECTATIVA
 
Podemos fazer uma análise vendo do angulo geral ou pessoal a pergunta acima – O QUE ESPERAR DAS PESSOAS?

Caso fosse me dado as seguintes opções abaixo quando eu era bem novo, imaginem qual das opções escolheria?

a)    Tudo
b)    Muito
c)    Um tanto
d)    Pouco
e)    Nada

Qual resposta diriam que faria?

Para quem achasse que sendo novo diria tudo ou muito por conta de ingenuidade ou imaturidade de idade ou idealismo de juventude, se enganou. Eu não esperava... NADA das pessoas. Sim nada. Era no campo amoroso, de amizade, profissional, social, governamental.
 
Eis que com o tempo, a gente começa a sentir necessidade de ser gregário. O problema é que quando não se é carismático ou ter status ou super capacidade ou poder ou dinheiro ou tudo ao mesmo tempo, a gente tem que cativar e conquistar as pessoas por nós mesmos. E ai comecei a achar sim, que haveria quem pudesse ser TUDO – uma amada amiga e pessoa humana excelente.

Que haveria sim amigos, pessoas profissionais querendo dar chance e apoio, ajuda dos colegas colegiais ou universitários na hora dos estudos, dos familiares sempre próximos, pessoas que nos atendem em geral com boa vontade. Falar a verdade até encontrei de certa forma, mas sabe, no final, já não sei para onde encaminhar.
 
Vendo por um angulo geral, há a percepção que as pessoas num todo se  pode esperar POUCO e muitas vezes NADA. Mas quem traz em si o idealismo. Insiste que que há gente que não fique só no morno UM TANTO, mas sim seja ao menos MUITO e por que não TUDO? 

E para mim, fazendo um paralelo a frase de Nelson Rodrigues que a unanimidade é burra, a generalização também é burra. Como apregoar a todos que se pode esperar pouco ou nada? Não exageremos a esse ponto. Mas uma coisa é não generalizar, outra é a tendência de serem. Acham o que? Se pode esperar muito ou tudo de muitos ou todos? Tenho sérias duvidas disso.

Vendo pelo angulo pessoal como fica essa questão?

Mas eis que tantos negaram trabalho, uma chance profissional por nada, por não querer dar oportunidade. Houve amigos que pareciam irmãos ou primos sei lá, e no final as circunstancias, em especial quando envolve sucesso, dinheiro, necessidades e interesse, se mostraram ou POUCO ou mesmo NADA. 

A gente vai aqui e acolá atrás de ajuda profissional e encontra tantos que não se pode esperar NADA. Cada vez mais. Ainda bem que sempre pude esperar TUDO de minha mãe e tive esse esperar TUDO mesmo, mas fora ela quem mais? Quem sente minha falta, quer saber sempre de mim? Queira presença, estranha ausência? Ai dirão que isso é carência, não, isso é falta de atenção e consideração.

Mas o pior mesmo quando entra o campo amoroso da questão de uma relação. Houve para mim uma que achava que o que esperava seria NADA, aos poucos achava que espera um POUCO mais, eis que foi crescendo, crescendo, crescendo e foi a um um TUDO para virar... NADA!!! 

Um segundo já esperava só POUCO, era mais porque a pessoa escrevia e  cantava e tocava e ai a aproximação, mais eis que a dita achou que não, POUCO era POUCO, que tinha que ser MUITO até que fez que se era TUDO, o seus sucesso, sua vida pessoal, seu afeto e desejo. Até que fazendo do TUDO  ao UM TANTO, jogou tudo para o ABISMO DO NADA, sem avaliar as consequencias emocionais de quem convenceu que era TUDO. 

Após isso, uma terceira chance: de alguém esperei TUDO. Tive que rever para muito, não era para amor mas cade amizade? O TUDO virou a esperar POUCO e de tão pouco, a virar NADA de novo. 

Ou seja, tenha começado e até  continuado, TUDO virou NADA. Será então que de amor nas pessoas, esse projeto não vale mais NADA? E só se vive falando que AMOR É TUDO? É??? Que tipo de amor? Ou amor está em desuso e o que vale só outras formas de relacionar? Será que se pode mesmo esperar algo? Ao que me lembro minha tia Nina a perguntar, ela que teve uma decepção: em quem confiar? EM QUEM??? Sempre dizendo para ir com um pé atrás. Hoje acho que os dois.

Bem querendo novas amizades, vivo encontrando quem vive dizendo: hoje não dá, sábado não dá, outro mês não dá. Santo Deus, será que não posso esperar NADA de ninguém? Na hora de minha mama morrer, só alguns se mostraram solidários. Mas depois, onde se pode contar para sua vida? E quem confiar em termos profissionais - Esses só alguns poucos? Políticos algum? Nenhum? Governante? Nenhum?  

Quando isso se espraia para seu campo de vida pessoal, nossa não ter confiança que se pode contar, para sair, para ajudar, para se afeiçoar e pior de tudo para amar. Houve tempo que nem sabia se teria um amor na vida. Não sei se iria voltar a ser aquele descrente de outrora e que no fundo da alma era um idealista a escrever poemas e letras falando na boa vontade das pessoas, em bondade, em caridade, em solidariedade, em amizade, e em amor em todos campos. E no intimo o de casal.

Não quero crer que vou descrer de novo total nas pessoas. Alguns prudentes falam para esperar POUCO ou UM TANTO, não se fechar em se esperar NADA ou entrar de cabeça em TUDO e se machucar, sofrer decepção. Já não sei. Esperar POUCO é o caso? UM TANTO?

Ao menos MUITO em diversos casos? Mas eu tão intenso e verdadeiro em meus sentimentos ainda sonho em pessoas que se espere pelo menos MUITO, se não dá esperar TUDO. A amizade verdadeira, a boa vontade ao próximo e por alguém o amor TOTAL, de uma tão sonhada amada e amiga.
  
Cartas ( COMENTÁRIOS ) para a redação: o que todos esperam, no geral e especificamente, das pessoas? Confiam? Esperam o que em expectativas delas?

 Então respondam a pergunta do inicio. e uma nova. O que esperas das pessoas num todo em geral?

a)    Tudo
b)    Muito
c)    Um tanto
d)    Pouco
e)    Nada

Agora pensa em alguém que amas ou gostas demais: o que esperar dele(a)?

f)      Tudo
g)    Muito
h)    Um tanto
i)       Pouco
j)       Nada
SERÁ QUE COMO CANTAVA RENATO RUSSO
E SEU LEGIÃO URABANA, SÓ SE CONFIAR
COM CERTEZA APENAS EM ALGUÉM QUE SEJA SI MESMO?

QUESTIONAMENTOS E COBRANÇAS

QUESTIONAMENTOS E COBRANÇAS

Há uma linha muito tênue entre cobrar ou questionar alguém. Mas na minha concepção, cobrar significa exigir algo que achamos padrão, norma, condição, só que vem atrelado muitas vezes ou ao autoritarismo do que quero do que tem que ser ou intransigencia de como quero por mim, não por nós, por todos. Questionamento, já é algo mais chegado a democracia, fazer ver o que é melhor não só unilateral.

“ Da discussão vem a luz” ( Diderot ). Mas ao longo do tempo discutir deixou de ser ponderações convergentes e divergentes, e virou brigar intolerante e nervosamente e não é verdade na sua forma original. Pode-se colocar visões, posturas, posições em cheque. Para melhorar, aperfeiçoar ou ao menos manter o que era. Pela qualidade do que está sendo colocado em pratos limpos, e não secados com toalhas sujas, não lavados com água suja. O grande drama é que as pessoas não aceitam que ela ou ambos tem que modificar ou manter algo conquistado, cativado. As pessoas aos poucos podem por conta disso, negligenciarem, acomodarem, seja deliberada ou sem dar conta disso.
 
No ambiente de trabalho quando há questionamento, não vem que é busca de melhoria do que se faz ou para corrigir distorções ou falhas ou erros, até para preveni-los. Mas quando em cobrança, cria um clima pesado. E quem o recebe se desconcentra e em vez de se encaminhar, fica moido, mordido. Questionamento que é necessário. Mas há de fato algo a ser visto: que se não há de se ter autoritarismo, muitas vezes tem que haver autoridade. E nessa hora, quando se ve diante de fatos e atos, que foram com más intenções ou com más-vontades, o questionamento descamba para a cobrança. Mas só ai. Nada melhor quem é co-lider, diri-gente, e co-mandar – ou seja lidera, ao mesmo tempo libera cada um para sua responsabilidade. E aí,  a ingestão é fazer cobrança, a gestão fazer questionamento.

No campo familiares, pai-e-mãe no geral cobram mais que questionam. Até porque é inerente da juventude uma certa rebeldia sem causa, a displicencia, a imaturidade, a irreverencia diante dos fatos de studo e do incio de trabalhar. Mas o ideal também seta questionar, se dentro do contexto familar houve r isso. Assim como na libardade vigiada aos filhos, como se portar: cobrar ou questionar? A responsabilidade dos pais deve analisar e ingerir da forma que convenier, mas cobranças demais podem fazer o efeito contrário do desejável, que um questionamento poderia com habilidade mais fácil, mas quem já lidou em especial com o falado “aborrecente”, sabe que tem horas que vem cobrança mesmo – e ai se puder ter um que de questionamento facilita para que não descambe  na explosão adolescente de contrarai e enfrentar a paternidade e a maternidade.
 
Quando dos estudos, o cobrar sistemático, pode causar um descontrole, que um questionar faria com mais jeito, mas se chegar a um ponto que só cobrando, ai tentar ver sem alteração arbitral desse postura que acabe no confronto que não ajuda e ainda perturba. E ver até quanto vai das limitações, das dificuldades,, da imaturidade diante os estudos e até o inicio profissional no estágio ou primeiro emprego ou posterior emprego. Já quanto a cobranças e questionamentos de casal, e a melhor postura é o diálogo, fazer ver de forma com trato. Ninguém se casa para se sentir num quartel, ou de volta a casa dos pais como fosse uma criança a ser mandada e desmandada. Tem que fazer ver no questionamento normal de adequação de posturas, dos afazeres domésticos, das responsabilidades do lar e da vida. Quando muita cobrança é meio pula para a desavença e até o que é certo parece passível de virar errado. As distorções vem da cobrança fora do tom, as exageradas, as obsessivas, as de mania de perfeição, a minuciosas que geram desconforto, deixando-nos sem sentir natural, à vontade dentro de nossa própria casa.

No campo amoroso, o bicho pega. Cada um é cada um, as afinidades nessa hora ajudam, mas quando há divergências, diferenças, desvirtuamento, desvio do que era, mudanças bruscas ou sutis para pior, para piorar a relação. quando se questiona o outro, logo se vê como cobrança e não consideração dos fatos e indignação aos atos. Mas muitas vezes quando se exacerba, vira cobrança mesmo. O fato que os que não gostam do trato de elegância, de jeito. Cobrar com veemência, agressivamente ou mesmo violência ainda que sem ser físico, só desatrela, desune. Mas  a cobrança sistemática cansa, mas como deixar o barco afundar por deixar por deixar? Por isso questionar faz parte de uma relação, como diz o jargão “discutir” a relação, mas não aos trancos e barrancos ou pior, aos trancos e barracos. Fazer um ao outro onde tudo pode melhorar ou voltar aos eixos perdidos. Mas cada um tem que saber que os erros partem de ambos ou se é de um, cabe a esse um ouvir atento, os queixumes que sejam corretos, aceitáveis. Mas se questionar com diálogo, ainda que por vezes se crie um clima tenso ou preocupante. Mas nada que abale demais, faça tremores sísmicos, abrindo uma fenda que faça tudo se perder. Cobrar ou questionar para fazer perder tudo, não fez o que queria ou deveria: fazer a relação saudável reciprocamente prazerosas, sem raivas, sem desgastes, sem esvaziar o que tão bonito se construiu. As pessoas se armam se encouraçam, ao questionar, mais ainda ao cobrar, por isso, muitas vezes nem é bom instar! Acabar uma linda relação por cobranças evitáveis é desperdiçar um tesouro que a muito custo se conquistou e pode nunca mais ser o mesmo. Então, nesse caso, questionar é precioso, para melhorar, aprimorar, cobrar não é preciso, para desaprumar e até o pior... tudo se acabar! E que era doce vira amargo... na amargura da rusga da separação.



3 de novembro de 2010

AMOR DISTANTE DILETO - UM AMOR À DISTANCIA

                                           ATÉ NAS TELAS DE CINEMA 
                                           ESSE TEMA VIROU TRAMA, 
                                           NÃO O FAÇA UM DRAMA - 
                                           SE AO  ALÉM  DE UM  HORIZONTE 
                                           PODE ESTAR UM AMOR QUE SENTE
                                           SÓ NÃO ESTAVA AO ALCANCE DAS MÃOS
                                           - PODE ELE A QUALQUER TEMPO ESTAR...
                                                

                                             
                                             O VÍDEO A MIM MARCANTE: PUDE
                                              CONSTATAR QUE A FRASE ABAIXO
                                              ESTÁ CERTA: 

                                            
                                        

                                                     AMOR DISTANTE DILETO

                                                          
                                 Amor distante dileto,                                                          
nada dista por distanciamento:
Se há encantamento de quem goste profundo,
consistente, muito além desse insensato mundo,
pra valer, na verdade verdadeira dos fatos correlatos
- Não o faz achar sacrifício insuportável,
não o faz achar empecilho intransponível.

Assim não desiste, insiste,
mais que resigna, resiste.
Inviolável certeza que não é inviável, que vence,
acha-o crível ao além de ser uma idealização,
esperança vã, fantasia em sinergia improvável:
isso não calha, não encalha o querente afável.
Amor à distância é paciência repartida.

Faz que cada momento mágico de ser (re)ver,
um toque de magia de sua poção e porção magnífica.
Um instante que vale mais que a eternidade póstuma.
De cada partida uma saudade antecipada embevecida.
Tendo o propósito que o próximo pode ser mais distante,
que o distante que se faz próximo no sentir que permeia.
O que os aproxima não é passivel de se ver aos olhos impuros.

Vai além de se pecar pela tentação de torpes imediatismos,
não se deixa cair em inanição em seus contatos imediatos,
constantes e carinhosos, de onde estiver, de que forma for,
de que modo e meio seja, sempre na linha do pensamento.
Transpor torpor da solidão que insta, obsta como obstáculo,
E na necessidade do toque imediato, da presença constante,
estar a lado a lado, ao que se faz de outro modo, outro plano.

Acima de tudo fazer meio como no título da obra de Bach:
“ Longe é um lugar que não existe ”.
E como um Fernão Capelo gaivota,
alar e voar nas asas da imaginação, do sonho, do desejo,
até chegar a léguas dali longínquo, e suprir carência,
na cadencia da cadeia de fenômenos de afetividade.
Vencer o vertiginoso doloroso abismo da distãncia.

Para que haja um expectante futuro frutuoso,
que o fará constante, a se fazer amor presente,
inerente ao cotidiano dos que souberam perseverar,
vencer a falta, a carência, a ausência,
se tem a certeza confiante na essência
até que o fez uma vida unida, unificada
em uma uma hora chegada... plenificada!!!


AMOR NA DISTÂNCIA ( texto colhido na internet )

Desde tempos imemoriais a distância nunca foi empecilho para que o amor se manifestasse, quando duas pessoas se amam de verdade, o amor se manifeste e permanece.
 
O amor é um sentimento etéreo... Não podemos vê-lo, mas sim, senti-lo. Não se pode descrever como é o amor, mas podemos descrever toda a complexidade de sentimentos que ele desencadeia. As revoluções que ele provoca em nossos interiores. Aquele que inventou a distância não conhecia a dor da saudade. A distância impede que eu te veja, mas não impede que eu te ame. Um desses sentimentos provocados pela ausência da pessoa amada, se chama Saudade... E como essa tal de Saudade judia dos apaixonados distantes.

O interessante é que a saudade é provocada pela distância, chega a ser um excelente teste, se não for cardíacos, mas para aferir a real força do amor existente. Se for um amor como o de Penélope por Ulisses, não há fator distância, nem fator tempo que poderá acabar com ele, ou fazer com que perca sua força, diminua de intensidade. Muito pelo contrário, quase sempre um afastamento dá mais força para esse amor... pois a dificuldade para o contato físico, fará com que a parte espiritual do se desenvolva mais e mais. E a força do amor está na alma. É ela que comanda os sentimentos. O cérebro comanda a razão, mas a alma comanda o coração.
 
Assim sendo, jamais a distancia impedira alguém de amar. Poderá, muito pelo contrário, fazer com que ame mais ainda...
 
Claro que o amor exige também o toques, contato dos corpos e é isso que dá vida ao amor, que faz com que ele fique cada vez mais forte. A necessidade de ver e tocar na pessoa amada faz com que a saudade doa ainda mais quando a distância é inevitável. Nesse caso, há que se ter uma força espiritual muito grande para que se possa sentir a presença do ausente. Não estou fazendo apologia do amor etéreo, virtual. O que estou querendo dizer é que a impossibilidade de um contato físico, por qualquer motivo que seja não vai determinar o fim do amor.

Se duas pessoas se gostam de verdade, e por uma razão qualquer não podem estar juntas, não vai ser essa distância que determinará o fim desse amor, desde que se saiba administrar essa falta de contato físico. Afinal, o amor não é só espírito, é matéria também, mas é verdade que certas separações dão um toque romântico para o amor, fazendo despertar mais ainda o desejo... Chegam a ser benéficas. Benéficas, porque com a separação evitam-se certos atritos, desentendimentos provocados pela rotina do dia a dia. Tudo depende da força desse amor. A distância sempre será um teste para aferir-se até onde alguém ama alguém...


2 de novembro de 2010

MÃE AMADA IMORTAL - LUCIA MATOS DE SOUZA




CANÇÃO QUE MAMA
LEMBRAVA SUA SANTA
MÃE, VÓ MARIA...
- E QUE AGORA INVOCO PARA AS DUAS

AQUI SÓ POSSO REPETIR:
MINHA MÃEZINHA QUERIDA,
MÃEZINHA DO CORAÇÃO...

E RELEMBRANDO AS DIVERSAS FORMAS
QUE NOS CARTÕES A CHAMAVA:
MÃEZOCA, MÃEZONA, ETC.


PASSEIO DE FÉ EM VALENÇA - RJ
( AMAVA VIAJAR E IGREJA CATÓLICA
- E QUE MUITAS VEZES A ACOMPANHASSE )

Para sempre -
poema:
Carlos Drummond de Andrade

Por que Deus permite 
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite, 
é tempo sem hora, 
luz que não apaga 
quando sopra o vento 
e chuva desaba, 
veludo escondido 
na pele enrugada, 
água pura, ar puro, 
puro pensamento.

Morrer acontece 
com o que é breve e passa 
sem deixar vestígio. 
Mãe, na sua graça, 
é eternidade. 
Por que Deus se lembra 
- mistério profundo - 
de tirá-la um dia? 
Fosse eu Rei do Mundo, 
baixava uma lei: 
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre 
junto de seu filho 
e ele, velho embora, 
será pequenino 
feito grão de milho.


Minha mãe santa guerreira, por inteira, faceira, que me amava incondicional, eterna e puramente feita agua cristalina, sentia minha falta até quando quando era só um atraso temporário, se tinha ausência a mais, sufocava na solidão de mãe.

Tinha orgulho de mim e via minhas qualidades até quando instava meus defeitos, minhas imperfeições. Alentava quando dizia que minha vida não se encaminhou pro melhor, porque ela me via no melhor de mim mesmo, de tudo que fiz, que produzi na vida.

Sempre amou meus cartões com seus dizeres mãezinha, mãezoca, entre outros dizeres afetuosos,porque sabia que os dava com a grandeza de filho que reconhecia, sabia ter uma mãe que não cabia na estatura fisica mas na moral de sua fibra, de sua entrega, as vezes até passional a mim e a mana Denise.

Construiu nosso patrimônio quase sozinha e ainda a parte da labuta, via nossas necessidades pessoais, porque sabia ser prática apesar de tão emocional ao extremo. Aliás puxei a ela esse sentimento forte. Que muitas vezes me pulsa até para sofrer e ela não aceitava eu baixar a cabeça e a guarda. E como dizia vô Donário e que ela orgulhosamente repetia, era 3M: Médica, mulher... e mãe!!!

E é por ela que também faço esse blog, pra ela de onde estiver ver que seu filho não deixou a lida da luta de encontrar um sentido pra vida. Uma coisa me deixa mais triste: ela dizia que não importava o que me aconteceu, importante que tinha mãe viva - ela que chorosa lembrava de vó Maria Pereira da Silva sempre. Mas ela sabia que viver era mais que isso, mas e agora: e sem ela? Não sei.

Ela que nos dava estrutura financeira e moral e emocional. Referencial de vida. Alguém me amaria ou amará na mesma intensidade? Não creio. Vendo o filme "Nosso Lar" me emocionei na cena que André Luis revê afetivamente a mãe em outro plano. Nossa falei a minha acompanhante amiga, que lindo isso seria. Ela que é espirita acha que esse dia chegará. Amém!

" Mãe, mama mia, teu filho tem você em si, carrego sua genética e a amplitude de seu agora amor celestial que me paira e suas lembranças boas e belas - por isso que coloquei no orkut assim e nem sei se um dia modificarei: Sergio, filho de Lucia, amada eterna"

NOSTALGIA E SAUDADES - EU ERA FELIZ E SABIA

                      

              NOSTALGIA

Nostalgia...
Ao tê-la invadindo o presente,
é como ao rememorarmos, revivêssemos
o que é de um passado até bem distante...

Nostalgia...
Às vezes traz um vinco de uma melancolia,
às vezes traz um viço de uma certa alegria,
com imagens remotas que se incutem no estado de espírito.

Pois no imo lastimamos ser passado:
é forte tristeza por não vivenciarmos mais.
É passado, é o que não mais existe e o que se vive é o presente!

Pois no imo louvamos ter acontecido:
é contida alegria por ter-se vivenciado muito.
                          É passado, mas trazemos vivo no cofre da memória em lembranças.

Passado e presente podem se fundir, se mesclar;
mas as influências devem, no entanto, serem coibidas.

Passado e presente são distintos, se distinguem:
então muito alento ou desânimo não são condizentes.

Pois se acomodar, pelos bons momentos idos não nos bastam e compensam...

                           Pois se abater, por terem se ido só nos faz perturbar e conturbar...
                           
                            NOSTALGIA COM SAUDADES DE TUDO QUE FOI E ERA...

ÀS VEZES ME PEGO NESSA NOSTALGIA, APESAR  DE FICAR COMO NO VERSO ABAIXO ENTRE FICAR EM DÚVIDA SE ERA BOM MESMO ESSES TEMPOS IDOS - MAS TANTO QUE ERA QUE PENSO QUE DEVIA RENASCER PELO QUE ERA E COMO ERA...

                                      RENASCER

Desde que me entendi como gente,
perpassava algum penar, um sofrer.
O que havia, e maiores ficavam,
eram as expectativas,
          as perspectivas,
          a esperançar...

Dourar em cristalinas vivências:
e o que vinha adorar, adornar,
a me abstrair, a me abrasar.
Desde rapaz em desvelo,
tinha sonhos fecundos demais,
tinha gostos profundos ademais.

Cada lazer que era um prazer, um aprazer.
Os desejos enamorados,
as cinemanias semanais,
o musical ressonante,
a literatura absorvente. E tudo mais que coubesse.
O só apreciado. E o aprontado por mim.

Mas eis que meus sonhos,
pareceram castelos de areia,
que se desfizeram à praia em onda do mar.
Mas eis que meus gostos,
padeceram em desestímulos em cadeia,
que se despojaram para uma fenda a exilar.

E o algum passou a um fora do comum penar.
Afinal, a vida é ter sonhos que se almejam,
                      é ter gostos que nos distraem.
Sem isso a vida é vagar, é triste pesar.
Queria voltar a ter planos & projetos,
                                prazeres & preferências.

Será que conseguiria resgatar,
aquele que via a vida com outros olhos,
com outros sentidos, outras sensibilidades?
Reacender o fogo do crer e do ser.
Não tanto sofrer, mas (a)crescer...
Ao reacender a chama que não há de apagar...

Ter uma plêiade que na noite escura,
                                       há de apenas cintilar...e deveras ver – foi um RENASCER!    


Sim, eu sei que tudo era melhor sim em certo sentido, vivia mais, sentia mais vida, mais vivo e ai que me recordo de tantas coisas, que muitas não poderei citar ou aprofundar para não longo demais ficar:


EU ERA FELIZ E SABIA

Não sou muito dado a lembrar com toda alegria do mundo o tempo de infância, adolescência e juventude. Sempre fico a lembrar que nesse tempo eu engolia tanto sapo, por conta de um temperamento quieto,  cheio de inibições e recolhimentos – que tento hoje ser  muito oposto, sem contudo ainda ter a mesma essência. Sempre me senti meio a parte de todos, mas hoje vejo que era mais integrante outrora que agora.

Na meninice, os primeiros amigos de verdade. Celso era uma espécie de irmão de alma, parecidos nos mesmos gostos, até poesia ele faz, com seu irmão Wilsinho, deixamos cair uma telha que colocamos em cima do balanço que meu pai comprara. Rachamos eu e ele a testa, paramos no hospital para dar pontos, eu impávido e ele aos berros. Sim, ele que era o forte  e ele que chorava. Sempre foi assim: as pessoas se drogam, bebem e eu sempre fui firme e ao mesmto tempo naqueles tempos acuado em ficar sentido. Daqueles tempos infantis, veio a primeira apaixonite: Celia e eu sumimos debaixo da cama, ela era pra ser a namoradinha para o todo sempre, ao que sua familia se foi. Ela se foi na mudança  de  endereço sem saber seu rumo e me deixou só, tão só que no fundo estou na sua falta  até hoje!

E lá iamos nós a brincar de pique-pega bandeirinha, meu pintinho venha cá, tenho medo da raposa! E era bola de gude pra cá e pra lá, mas não era dado a isso não. O que era dado é pegar o tapete e com os livros imaginar campo de futebol. Foi dai que me isolei, todos esses amigos e foram, fiquei só naqueles primórdios de vida.

Eis que chega os anos 70, nem imaginava que havia uma ditadura militar. Em nosssa casa havia o melhor som, uma vitrola de ultima linha. Ao passo que Welcinho, outro Celso, negro gente boníssima, se aproximaram – foi dessa época que surgiam Elton John, Mickael Jackson entre tantos outros ícones pop mundiais musicais. Ai que beleza, passei a ir pra rua, no tempo que isso era normalidade. Quanta habilidade pra jogar linha de passe com a bola sem cair no chão, ou num só toque na bola. com bola no chão, da calçada.  Sim, jogavamos na calçada, ou no muro de casa. Como canta o Skank: quem já não quis ser jogador de futebol.?  Meu pai comprou um jogo de camisa de futebol do Flamengo, eu me sentia o tal. Eu que nunca fui sucesso, nunca fui carismático, pelo contrário. O menino que deixava de ser quietinho ali se soltava. Foi quando do tempo do futebol de botão que fiquei craque porque tinha como treinar sozinho em mesa de campo minha, dentro de casa e quem vinha jogar comigo coitado era um destreinado. E passei a ser bom de totó. Como jogávamos! E judô: saudoso Dr. Novaes, advogado da familia me levou a essa arte marcial como forma de ter um esporte, me integrar desinibindo, mas só cheguei a faixa roxa. Gostava tanto dos golpes e imbilizações. Parei ao entrar na Universidade Gama Filho, em economia. 

Sim fiz um curso calculista eu que tanto primo pelas letras. Sempre soube dosar esses dois lados. Jamais esquecerei o dia que ajudei Fátima, que ia mal em polinômio e a fiz tirar nota dez, percebendo que falhava nos sinais. Nunca fui primor em Matemática porém. Em Economia, , me achei na Bolsa de Valores e sua ações como um caminho em que quase pude - pasmem - ficar milionário até, mas que no final quase foi o contrário, mas é uma história que não cabe se estou a rememorar o que foi de bom! Faço hoje da atuação como Funcionário Publico no Estado em Recursos Humanos, para o qual passei concursado,  uma forma de lutar pela sobrevivência no melhor que puder, no qual tenho estabilidade, capacidade  e honradez.

Andar de bicicleta era o must. Era tanto que chegamos a ir de Padre Miguel a quase Sepetiba pedalando. Tive meu primeiro desafio na vida: não acreditram na minha capacidade de subir o Pico da Pedra Branca – pois bem: com um grupo de rapazes a parte ,eis que eu cheguei primeiro – foi ai que aprendi que não pisa no meu calo, que eu me mordo e me supero, a ponto que esse exemplo me fez ver o quanto sou capaz sim, forte quando eu quero. Agora falando em praia, íamos bastante: mergulhava, mergulhava, mergulhava sem parar, quebrando a onda no meio, no Recreio dos Bandeirantes ou Barra da Tijuca. Subia na pedra perto do Hotel âncora, no Recreio,  pedra íngreme. E mama fazia incursões por Poços de Caldas, São Lourenço, iamos por ai. Mas nunca esquecerei das idas a Teresópolis, onde ela comprara um ap.  Nossa em verso já descrevi como era bom lá, eu com tantos anos de praia, mudei a rota de gostar de serra, de agua em corredeira de trilhas de pedras, e piscina de água natural, sem cloro no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

Houve um tempo que a contragosto brinquei carnaval quando havia bailes no Cassino Bangu e no Bangu Clube. Mas não era minha praia. Aprendi xadrez e craque que era de totó e botão, meus primos gêmeos Marcio e Mauricio sempre relembram como os intruzi a esses gostos que eram tão meus. Casa de tia Nina ou do Tio Augusto, eram aliás o reduto de ir, nos natáis familiares,  Foi no tempo que meus primos eram meus mais próximos, o tempo e as circunstancias afastam um tanto as pessoas, mesmo familiares. Nesse tempo a ceia de natal era sagrada em familia, que com tantos tios, avô e avó, primos, não precisava chamar ninguem de fora para encher a casa. E ainda tinha meu primo Ary Francisco que vez por outra ia em Jacarepaguá, nesse época lugar que só voltei a ir em direção ao Barrashopping, quando voltei mais por aquelas bandas, a não ser por conta da praia, que Barra e Recreio disputavam a preferência. E tinha o tio Francisco por parte de mama. Nossa que saudades dele em seu apartamento na Tijuca...
 
Comecei a tomar gosto mesmo era por música e cinema, sem contrr teatro. Mil discos, bolachas, longplays, quando descobri a MPB e todos não curtiam, mas eu era eu. Milton Nascimento me fascinou com seu som moderno das gerais. Chico com sua poesia, Caetano com sua postura. Discos e mais discos comprava. E quis compor minhas proprias canções sem saber tocar um instrimento ou saber cantar. Uma graça isso – rsrs. passei a ir no João Caetano, nos projetos musicais das 6 e meia. Quantos bons cantores e cantoras vi por lá. Fiquei fascinado com violão ao ouvir Paulinho Nogueira tocando e cantando: 

Menina, que um dia conheci criança
Me aparece assim de repente,linda, virou mulher.
Menina, como pude te amar agora?
Te carreguei no colo menina,
Cantei pra te dormir
Lembro a menina feia
Tão acanhada, de pé no chão
Hoje maliciosa
Guarda um segredo em seu coração.
Menina, que muitas vezes fiz chorar
Achando graça quando ela dizia:
-Quando crescer vou casar com você.
Menina, porque fui te encontrar agora.
Te carreguei no colo menina
Cantei pra te dormir

E o projeto de cinema, eu quase um cinemaníaco? Cinéfilo fiquei,se não havia ninguem pra ir, lá´ia eu sozinho pros cinemas de rua, nesse tempo não haviam cinemas de Shopping  – ia em todas direções atrás de filmes que passaram a me trazer vida, fazer parte da vida que existia na tela, eram cinemas em Copacabana, Botafogo, Tijuca, Madureira, Méier. Fazia lista de filmes que via, grande parte cinema cabeça, nunca vou esquecer Werner Herzog cineasta alemão falando no saudoso cine Ricamar em Copacabana e Ruy Pollaná, ator meio caboclo, aparecendo do nada pra discursar.  Gostava de cinema alemão, italiano, sem contar os brasileiros que pipocavam, mesmo que em produções ditas canhestras. Quis ser cineasta, fiz roteiros. Mas me preocupava essa aparente solidão no qual o cinema é que era minha vida.E via casais de  maõs dadas e quis mais ainda encontrar a namorada amiga de mesus sonhos.

Até que as primeiras namoradas mais firmes surgiram, mas eu era tão inibido, que perdi a oportunidade da mais doce das criaturas chamada Rosangela. Sabia que morava em Bangu e pegava o carro, que acabara de aprender com papi a procurar em vão onde estava essa apaixonante pessoa meiga, aprendi ali o que era amor platônico ou sonho amoroso sei lá, só tempo depois a reencontrei e não foi a mesma coisa.

Falando em pai, nossas idas ao Maraca, na arquibancada, quando o Mengão virou paixão. Sim o hoje apenas simpatizante do Fla, era um torcedor mesmo. De ir ao estádio, mesmo não sendo assíduo. Mengo virou quase um religião, como sofria e vibrava na época!. E era engraçado: os times de botão tinham as fotos dos jogadores, porque naquela época eles se identificavam com o clube, ficavam anos neles. E Zico foi meu maior ídolo, ao ponto que em casa treinava para chutar com os dois pés como ele e sonhava que estava no Maracanã cheio.  Já tinha bastante imaginação haja vista! rsrs.
 
Mas pensa que ese sucesso imaginário era só no futebol? Não! Me imaginava adentrando os festivais de canção, com minhas insipientes canções que só no meu imaginário existiam e até hoje elas existem esperando  se  transformarem em realidade musical, cantada em instrumental. Nossa só isso tudo já da conta como tive vida, de verdade. Mas só quando um namoro foi firme, de quase 4 anos e noivado, é que passei a sentir feliz mesmo na vida. Ela que foi embora de forma traumática em minha vida - que me faz sentir saudades do tempo e não dela, fez os idilios da pracinha, a vivenciar as mãos dadas, que em verso já descrevi suas sensações. Ela que me fez tomar gosto de poesias falando de amor -  antes falava muito  do social, na juventuide somos muito idealistas! E era falando de amor por ela cujo nome não cabe mais citar, porque minha forma de amar passa por isso tambén, em versos, canções e cartões. Ela me ofertou " Nascer de novo" de Drummond, suscitando em mim crescer o amor como sentido da vida e escrever em versos e não só letras, quis publicar versos em livrinhos de coletaneas, foi neu incio na escrita poética, que até hoje tenho em participaçoes pagas.S audades de Dona Alaide – sempre me dei bem com as mães de minhas namoradas, acho que elas gostavam mais de mim mais que as filhas – será porque sou o tipo genro metido a certinho? rsrs.  Mas nesse tempo eu que gostava de MPB, fiquei triste com ascensão demais do chamado rock brasileiro e que no final das contas, tantos marcaram minha vida, como Cazuza, Legião  Urbana e outros. 

Tanta coisa que poderia descrever, tanta. Escreveria um livro se fosse contar tudo, em detalhes, E é por isso que digo:  eu era feliz e não sabia? Não! Eu era feliz e sabia...








NUNCA TE VI... E SEMPRE TE AMEI!

À AQUELA QUE NUNCA VI... MAS SEMPRE AMEI

Quem tem dentro de si a chama do amor que chama...
Quem tem dentro de si a alma que ama e por um amor clama...
Quem tem fora de si um corpo que se entrega ao amor que chega.
Quem tem fora de si um sopro que aspira um amar que se achega..
Bem pode ser a amada amiga que procuro, e estava o encontro obscuro.
Eis que de repente, estava ao alcance dos olhos, da vista e nem enxergava:
Tantos vezes vagava em vão e esta quem sabe é um anjo que me chamava...
E eu tonto não ouvia e agora num sussurro do vento já tem face, existência,
e que já começo a identificar por um simples nome, seu e meu ouro de mina...
Uma que sabe ser tanto uma mulher, como uma menina!!!

A QUE VEJO EM TI A PEÇA QUE FALTAVA, QUE AGORA CASAL CASEI
A QUE NUNCA VI:  MAS SE ENCAIXAVA... NO  FUNDO,  SEMPRE AMEI!!!
 

1 de novembro de 2010

ALMAS QUE AMAM - GÊMEAS, AFINS E FRATERNAS DE CARINHO


                 

                    LINDA CANÇÃO SOBRE ALMA GÊMEA - EM LETRA DE EMMANUEL PSICOGRAFADA  POR CHICO XAVIER..

                           
                   

AS ALMAS QUE SÃO GÊMEAS ( ROMÂNTICA )

Existirão almas gêmeas,
de pares de seres em dicotomia, díspares,
a dizer que juntos são almas em complementação?

Se não é só a tal compleição,
como que uma para outra feitas,
não são como que almas afeitas!

Alma gêmea remete a cunho especial:
de alguém vertente do quase ideal,
identificação rente no quase igual!

Se não tão tim tim por tim tim,
que haja menos não, que sim. De gostos e gestos, 
de afinidades.  Diante do semelhante - sente magnificente.

No que tange em suas transfigurações pessoais,
gerais e específicas, de tão inerentes em casais,
vão aos mesmos eixos em atributos e atitudes.

São retas perpendiculares em vontades e virtudes,
setas pertinentes em convicções e condutas.
Metas que se encaixam, que se confluem.

Que se entendem até na linguagem dos seus códigos.
São plácidos córregos que seguem ao mesmo lago do amor.
Ou singrar para um marear envolto de algo bem arrebatador.

Se uma alma reconhecer ser sua Gêmea... Ame-a!
Aperfeiçoada, que seja alçada a alma afeiçoada,
até que liberte-se dos grilhões do eu no seu outro...

Que haja sentimentos, que sejam superlativos –
amantérrimos, amicíssimos... e que se seguem:
Do que foi outrora ao agora, vão muito além...

Enfim: almas afins até o fim de seus tempos! 


Ao ver a novela almas Gêmeas que escrevi descrevendo o que considerava alma dita gêmea, não consegui ater que seja só almas que se acompanham em diversas encarnações. Como não sou propriamente da doutrina espirita, apesar de super respeitar e até gostar, fiz a minha visão pessoal do que seria gêmea, que fosse assemelhadas - não iguais. Ao contrário dos protagonistas da referida novela global.

Apesar de super atraente a idéia de uma alma gêmea feminina,
que até hoje gostaria de poder saber e ter em minha vida, não aguardo no entanto uma para que não seja exigente a esse ponto. Sempre que a miguxa Lucia Araujo fala de alguém que conheço poder ser minha alma gêmea, simplesmente digo a  ela: se formos almas afins, de afinidades e afeições, estaria de muito bom tom. E a fim, com vontade e desejos.

Almas perfumadas como diria Drummond. De afinidades não só de gostos, mas de gestos, projetos, idéias e ideais de vida. Afeições que vão além do carinho, do bem-e-bom querer mútuo. E de muitas identidades e identificações.  Sem isso são só almas afastadas entre si. Almas que se unem, se reunem nesse plano físico, mas que amam além dele, que o vídeo abaixo talvez venha bem exemplificar...



QUEM SABE NO ENTANTO QUE ESSA MISTERIOSA ALMA GÊMEA ESTEJA POR AI, POR AQUI OU ACOLÁ...

FINALIZO NO ENTANTO DIZENDO QUE UM TIPO DE ALMA GÊMEA JÁ ENCONTREI: A DA MIGUXA JÁ CITADA LUCIA ARAUJO - COM SUA ALMA GÊMEA FRATERNA DE CARINHO,  PORQUE UM HOMEM E UMA MULHER PODEM SIM SER AMIGOS A ESSE PONTO, FOI ASSIM AMIZADE A PRIMEIRA VISTA, E PARA ELA QUE DEDICO O VERSO...

AMOR  FRATERRNO DE CARINHO

O cuidado ao principiar e prosseguir um relacionamento,
não está só no ver se é a tal paixão passageira...
Já que muitas vezes é algo mais que da conta,
ver no que ele aponta, em suas dimensões remonta,
pois é um amor de fato, só que é fraterno,
em que se restringe num amor de carinho...terno!
- mais espiritual que carnal,
  mais sentimental que pontual.

Algo que perpassa na alma gêmea de amizade,
ainda que passe na intimidade quase fascinante.
Ele é até candente em suas intenções,
               complexo em suas extensões.
Mas é mais de se ter considerações ao outro:
amor em admiração, falta um certo apego do desejo.
É afeto, mas não se vêem afeitos,
no tal como que feitos um pro outro!

Não é um fogo aceso de querer no além,
de apenas um querer bem carinhoso ditoso:
só quer é mais carinho de solicitudes do que de carícias!
E se atém mais no mutuo gostar estar, que nas delícias a dois instar.
Tem finitude, não plenitude ( não  que seja platônico):
posto que amor de carinho é mais de afeição que afago...
Assim o amor carinhoso difere do romântico:
o primeiro se vê como par em reunião, o segundo casal na união...