Castro Alves,Olavo Bilac, Casimiro de Abreu, eram poetas pop stars, em pleno século XVIII,, época que poesia tinha repercussão. Uma pena, hoje só música chama povo e de baixo nível de letra. Prova inequívoca que vivemos num mundo sem poesia sem anestesia...
Não
sei bem se li ou ouvi, não lembro, que as letras em músicas substituíram as
poesias em importância para as pessoas e pro mundo de hoje. Entenda-se: não
comparando, apenas não sendo significativas na hora de sentir, se retratar, de
tratar com quem se quer por ela.
No
século XVIII, poetas como Castro Alves, Olavo Bilac e Casemiro de Abreu
poderiam ser considerados popstars da época literária, que embalavam os
suspiros das moçoilas apaixonadas, eram instrumentos dos varões em sedução -
fora de mobilização social. Não mais.
Basta
ver a multidão num show musical: muitos cantando, quantos oferecem e fazem de
canções o retrato de um relacionamento que rola? Quantas pensam em ofertar,
falar, de se ver num verso? Cada vez menos com certeza, apesar das redes sociais
a utilizarem bastante.
De inicio gostava da idéia de letra, fazer letra
pra musicar. Mas a verdade que jamais a poesia caiu em mim em desuso. Mas
envolvido pela mídia e a musicalidade cotidiana de todos, em certo tempo
entrava nessa. Hoje a internet supre um tanto desse diapasão poético.
Como
atrair alguém a poesia, se a acham irrelevantes, não a sente como deve? Não
digo só por gente inculta, mas até de bom nível sócio-cultural. Basta fazer um
evento poético e terão só os seus minguados abnegados fãs. Mesmo assim vale
cultivar me parece.
Será
que tudo aqui fosse música teria um sucesso maior? A verdade, que conseguindo sair da barreira
do anonimato, é fato que letra e música se ajustam mais ao gosto popular em
primazia. É quase uma generalização: basta ver que youtube bomba bem mais musicalmente.
Já
idealizei a junção: um verso seguido se uma musica correlata ao tema. Mas será
que daria certo? Com cancha vocal-musical apenas evocaria a normalidade de
hoje. Agora imagine então só declamação? Fora de cogitação?
Não
sei, apesar de adorar música e letra, ainda mais com a categoria de mestres do
bom gosto como Chico Buarque, Caetano Velloso entre outros, que em certa época
foi alvo de críticas literárias, que não se podia compará-las, como fosse
produção poética de não-literatura.
E
apesar da banalização rítmica e de letras pobres atuais, fico sem ter como
imaginar um espaço melhor ao poema lido e falado. Subir num palco ou outro
local com centenas tamanhas de gentes, tão sedentas e vorazes, de vir ouvir o
ritmo das estrofes e dos escritos em geral?
Quem
o faz, vai contracorrente, apesar de sempre haver quem o tenha como gosto e o
veja e procure. Uma forma que ando buscando é a prosa em Crônica, mais
palatável aos dias de hoje e nele inserir certa poética forma de visão e forma.
Para uma maior repercussão poética.
Mas
a poesia em si só, é ser baluarte de uma arte em descrédito e até ignorada.
Mesmo assim, se tocar a sensibilidade e a sabedoria de quem que quer seja e o
faz como um referencial de vida terá valido a pena fazer poema, apesar da vida
moderna tão sem poesia...
E agora no dia da poesia, a extasia - de tê-la como
lema.
Eu a faço como tema como fio condutor!
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