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.


UM ABRAÇO AFETUOSO DO TAMANHO DO MUNDO PARA TODOS!































14 de fevereiro de 2016

O RÁDIO NA VIDA MINHA E DE MUITOS - PELOS DIAS DELE EM 13/02 E 25/09



Neste sábado anterior, dia 13 de fevereiro foi comemorado o dia mundial , como em 25 de setembro é o dia nacional do rádio. Talvez ele já não tenha o glamour do passado, onde não havia TV nem internet e quem estava no rádio era celebridade. Era nos tempos de meus pais. Onde havia grandes cantores e cantoras, em especial na Rádio Nacional, como era a rivalidade entre Marlene e Emilinha Borba, Ary Barroso tinha seu programa de calouros, onde Chico Anysio iniciou sua escolinha do professor Raymundo e tantos programas humorísticos que havia nele,  as novelas radiofônicas tinham a repercussão das televisivas tem até hoje. E o esporte era só por lá, o Brasil apenas escutou o Brasil Bi-campeão mundial de futebol com seus craques Pelé e Garrincha, não havia TV ao vivo. E outras formas radiofônicas se sucediam em sucesso.

Depois que o cinema se expandiu, a televisão virou o grande sucesso que é, parecia que o rádio ia sucumbir de todo. Porém ele persistiu. Nos anos 70 teve em AM – amplitude modulada, uma certa repercussão. Como esquecer Big Boy falando “Hellô crazy people”? As transmissões futebolísticas se mantiveram no topo com Jorge Cury ( Golaço açoaço!” e Waldyr Amaral ( “Tem peixe na rede” ) e depois o "garotinho"  José Carlos Araujo ( "Vai entrando, vai entrando, entrou! Golão golão golão" ) – no Maracanã o radinho de pilha facilitava a identificação dos jogadores visto a distância da arquibancada do gramado. Os programas de auditório como de Antonio Carlos já ressoando.

Porém aos poucos o AM foi perdendo espaço para FM ( frequência modulada ) e era onde escutava música que a gente gostava de escutar, sejam nacionais e internacionais. Praticamente foi só nisso que a buscava, mas sabia que o povo a continuava escutando. Seus radialistas, seus jornalistas, tantos profissionais que com profissionalismo e carisma o manteve apesar de certo ostracismo nos anos 90 como meio de comunicação. Só que na surdina se manteve e expandiu.

Houve uma revolução silenciosa pra mim que foi a passagem do rádio dos aparelhos de radinho de pilha, para rádios nos automóveis, nos aparelhos de som nos despertadores com rádio a parte. Eis que a transição se fez expandir de novo definitivamente ao o resgatar em audiência com a transformação do celular para smartphone. Muito se fala da revolução deste para internet, mas eis que redescobri a FM neste. Vou ao trabalho e volto para casa a escutar rádio. Sim, ele às vezes fica mais evidente que a internet e suas redes sociais pra mim. Com fone de ouvido fico a me entreter e me informar. E eu reverencio aqui.

Descobri a MPB Brasil tocando a música de qualidade que a TV tão relegou ao secundário. E quando quero ouvir hits internacionais ouço outros. Porem descobri outros nichos. Na FM Globo adoro escutar pela manhã incialmente o tradicional Antonio Carlos com suas variedades e variáveis no programa. Aí vem depois Ricardo Boechat na FM Band News discutindo noticia e atualidades, e o bate papo impagável com a "excelência" José Simão. Algo encontrável também na FM Roquete Pinto com um grupo de debatedores "Painel da Manhã" bem legal e há a CBN Notícias.  Notícias da cidade, do país e do mundo no dial.

A tarde um programa de variedades: do David da tarde faz com graça diversão pura pra nos distrair abstrair da realidade crua do dia a dia até o culminar com Sergio Ricardo e suas crônicas piadinhas "Só faltava essa" pra fechar o programa vespertino. E escutar no final o debate esportivo comandado pelo garotão da galera Luis Penido na rádio Globo e em transmissões o escuto ( “Guardou! Goooollll") ainda que esteja ao vivo na TV . E adoro ouvir as rapidinhas do Mauricio Menezes nele, que tem dois programas com outros radialistas do riso com ótimo bom humor  diariamente ao meio dia e aos sábados às 22h, muito bom mesmo!

O rádio foi resgastado em mim e espero que em outros, e quem me chamou atenção sobre o dia do rádio foi uma companheira de Facebook Wania, lá com alcunha poetisa adoradora, que já me contou de sua participação no mundo radiofônico de onde adveio. Assim como já me chamou atenção Lilan Oliveth, irmã do grande músico Lincoln que já me mandou diversas mostragens de trabalho radiofônico que participa. Acho legal essa corrente de resgaste... Não, o rádio não se acabou, se adequou. O mundo moderno não o engoliu. Ele é apenas mais um instrumento de diversidade cultural. Que vale a pena ter atenção com gosto com suas atuais e antigas formas de transmissão.

Rádio é radiante, alí radialista é rei é seu dia por tabela. Um gol de placa desse veículo meio de comunicações!

Abaixo as amigas queridas que amam o rádio:

Wânia

Lilian Olivethi

Abaixo alguns personagens radiofônicos que citei...

Com vcs a quase lenda do rádio BIG BOY



Abaixo os dois narradores futebolísticos históricos Jorge Cury e Waldyr Amaral - os escutava na tenra juventude!


Aquele que se intitula o verdadeiro Garotinho José Carlos Araujo, ex rádio Globo, hoje na Rádio Tupi, junto com o chamado Apolinho e Gerson o canhotinha de ouro, que era quem escutava antes!


Agora escuto esse aí o garotão da galera, junto de sua equipe de comentaristas  debatedores e trepidantes ( repórteres de campo e de noticias dia a dia )



Abaixo o figuraça Mauricio Menezes, segundo da direita pra esquerda, entre sua equipe de humoristas radialistas.


De manhã o já clássico Antonio Carlos, que é o que menos ouço, mas aprecio algumas partes.


David da vida, David da tarde e seus companheiros vespertinos de microfone...



Que culmina com o "Só faltava essa" de Sergio Ricardo


O comentário inteligente político, social e de variedades de Ricardo Boechat e sua equipe categorizada e bem informada





Que tem seu momento hilário com José Simão, "sua excelência" como chama Boechat. da irreverência, com seus predestinados, placas de dizeres engraçados e o ridículo da politica e do mundo. Um festival de besteiras que assola o país de hoje, com muita verve risível.


Há essa equipe abaixo da rádio Roquete Pinto que faz um debate interessante e inteligente, que entremeio os escutando. Vale conferir!




Alguns vídeos sobre rádio








6 de fevereiro de 2016

QUE GAROUPA EU PESQUEI! - SEM SER HISTÓRIA DE PESCADOR...



E agora vou dizer:

Que garoupa!
Que garoupa eu pesquei!
Que garoupa!          
Que garoupa eu pesquei!

A isca fisgou, no anzol fincou.
Na fotografia a mostra
que mesmo amador
 não é história de pescador.

Que essa  garoupa é peixe graúdo,
E veio de bom grado, para um bom prato
Pra quem gosta de um pescado
A gula não será pecado!

Eu só sei dizer...

Que garoupa!
Que garoupa eu pesquei!
Que garoupa!
Que garoupa eu pesquei!












5 de fevereiro de 2016

ERA UMA VEZ UM RIO DOCE QUE SE ACABOU - QUE SE RENOVE, RESSUSCITE


Era uma vez um rio...
Chamado doce em suas águas cristalinas
De Águas potáveis, banhando e serpenteando
Desde as Minas Gerais ao litoral da costa capixaba.
Onde animais silvestres e peixes se conduziam e reproduziam.
Os povoados viviam sobreviviam em pesca, roçados, gados
Tiravam-se as sedes de águas potáveis, entre distritos e municipios que faziam dele sua sorte.
E o seu norte, e se não era conto de fadas mas não o conto de fardo que em ameaça era sombra.


Eis que jaz um rio...
Que sob a falácia de desastre a barragem rompida em Mariana se fez lama tóxica o poluindo
As riquezas minerais foram exploradas a exaustão e se diz taxativo: - É crime ambiental
Com certeza foi negligência operacional.  Entre as lides empresariais e governamentais.
E devastando casas, plantações, virando um ermo de enlameado relevo
E o hídrico se fez refugo impuro escuro de obscuras perspectivas sócios geográficas.
Tramaram não como vilões, apenas trombaran sem se importar com seus meios
O  lucro, os tributos, o emprego e o progresso aparentes, viram mal  em si ao não ter limites.

E o que era  rio doce se acabou....


Porém dizer que morreu
Que RIP – descanse em paz...
 Não e nãos. Que se ressuscite.

Que se busque restauros, renovações em ações.
Seus responsáveis enquadrados pagando pelos erros de precauções.
Suas vitimas ressarcidas dos povoados devastados.




Hoje perfaz 3 meses desde o rompimento da barragem do fundão, da empresa mineradora de ferro Samarco associada da Vale do Rio Doce nas imediações de Mariana, tão lembrada como cidade histórica e agora símbolo de desastre ambiental, quando regugos em forma de enxurrada de lama poluiram o Rio Doce e arrasaram distritos como Bento Rodriguese outros, ceifando vidas e futuros dos moradores e deixando diversas cidades, até Teofilo Ottoni longe dali, com dificuldades de abastecimento de água potável,

E foi um desastre ambiental pra vida animal, de peixes além da humana. Hoje há diversos inquéritos para apurar responsabilidades, na falta de prevenção da empresa e do Governo que deveria fiscalizar melhor. A parte quanto a isso, como se lamenta ver um rio límpido ficar escurecido de lama tóxica. Quem ler meu  post de dia 16 de junho de 2014 neste blog verá que imaginei uma história semelhante, só que com calcário, que trouxe danos ao ambinete e ao povo, faz tempo que me preocupava premeditadamente vejam só!

Sempre achei temerário isso, a exploração natural comercial, só que com riscos ao meio ambiente, cidades e pessoas, deveria se ter todo controle do mundo, só que o que se leva em conta são os ganhos financeiros  da extração? Mas como tudo tem limite, deve-se ter cuidado com a vida em seu ambiente e sua gente. Que não se repita tamando descalabro relapso. Não creio tanto nisso, visto que depois do incêndio da boate KISS no Rio Grande do Sul, não mudou a prevenção. Neste caso seria diferente mesmo?

No campo mineral não acho que haverá mudança num país de impunidades e negligências. Quem sabe queime a língua. Que haja reparos e amparos das pessoas afetadas e tentar revigorar de volta o cotidiano dessa gente tão sofrida. E ao rio buscar alternativas de o recuperar como foi o rio Tâmisa na Inglaterra. Ainda que aqui seja terceiro mundo, vamos cobrar. Um rio é uma dadiva da natureza que o homem não pode destruir e poluir a esse ponto tão a fundo de poluidores refugos enlameantes!

Drunmond, como bom poeta maior já poetizava faze tempo a cerca
do perigo eminente da extração mineral sem limites...

 E que um grupo
musical BANDA CONTRA PLANO musicou - que tal ouvir?



Mais duas canções dos que se inspiravam no rio e seu desastre sócio ambiental...





11 de janeiro de 2016

PALAVRAS E PALAVRAS ÁS AVESSAS DETURPADAS




DETURPADAS

Palavras às avessas deturpadas - muitas vezes certas palavras vão tendo novos significados. Daqueles de sua origem vocabular. Mas tem que deturpar tanto alguns? Alguns fogem da lógica, mas se generalizam de certa forma em modismos, regionalismo, outras simplesmente são distorções mesmo. E tento entender porém  sem vir compreender.De onde tiraram essas pérolas estragadas que desenriquecem a língua portuguesa dita culta. Parecem curtas de idéias e entendimentos. Há tempos Nelson Rodrigues disse que a unanimidade é burra – parece exagero de escritor, mas nos casos aqui é fato.

Amante quer dizer aquela que ama. Pode ser sua esposa, sua noiva, sua namorada. Eis que passou a designar aleatoriamente alguém que se tem um caso extraconjugal ou de namoro firme com compromisso – mesmo que esteja envolvido apenas sexo pelo sexo carnal. Então como pode ser amante? Generalizando até quem é até profissional do sexo com no caso, uma garota de programa pode ser dita amante? Não, não é aquela que por acaso um marido ou esposa se vê envolvida com outra pessoa. Não. Apenas há desejo carnal em . Não importa se é pecado, o que é pecado é se dizer amante que não ama nada e sim movido por instintos sexuais atávicos e de luxúria. Esse outro é amásio, concubinato, caso, cacho, o nome que quiser, mas amante???

Fazer amor quando se faz ou tem uma simples fissura por sexo que não envolve sentimento. Como pode ser deturpado o amor num anelo até promíscuo ou no minimo só sensual sexual. E aí as hienas de plantão riem dos sentimentais que querem a conjução entre desejo de querer e o desejo de amar – a se entrelaçar.

Gozo sempre foi algo ligado a usufruir. Porque o que é ejaculação ou orgasmo é outra coisa. Vai falar com um médico que tem dificuldades de gozar. Claro que não usará esse termo ridículo. “Gozei 1 mês de férias” – ai de forma jocosa s edebocha comopode  tanto prazer em tanto tempo.Mas a verdade que se deteriorou o que nada tem a haver com a coisa fisiológica e sexual.

Impotente pode ser quem se vê fraco diante do que não pode mudar na vida, no viver. Mas eis que se um homem se dizer impotente que vêm a mente? Total dificuldade erétil do Pênis não é mesmo? Mas nada haver. Isso é disfunção erétil. Impotência causa essa transgressão de sentido.

Ficar sempre foi permanecer. Continuar sem terminar. Como pode virar algo fortuito? Quero de novo o direito de dizer quero ficar com alguém e nem por isso a fazer descartável, prazer de um dia só. Ficar é ficar, que achem outra forma de

Irado é e sempre será algo ruim, da cólera, da raiva, da fúria. Vem da ira, um dos ditos pecados originais da bíblia. Como de repente vira algo legal, bacana, bom? A mim será sempre algo que denota e não

Índio é um termo dado ao habitante encontrado na América, por ter sido imagianado de primeira estar indo a Índia por Cristovão Colombo. Eis que de uns tempos pra cá,num racismo infame, virou alguém, intratável, deseducado,selvagem, mesmo que no lugar não haja índio sequer!

 Rapariga em Portugal sempre foi moça. Como assim no nordeste se vira prostituta, mulher da vida?
 

7 de janeiro de 2016

QUEM NÃO LÊ - E A QUEM LÊ, AO LEITOR, UM PARABÉNS NO SEU DIA NACIONAL


E também...

Quem não lê...
Mal escreve se expressa já dizia um professor de português.

Quem não lê...
Mal entende o que se passa no mundo e ao seu redor.

Quem não lê...
Mal conversa o que versa e leva ao inverso do nexo, traz complexo.

Quem não lê...
Mal estuda, não se capacita para além das limitações de analfabeto funcional.

Quem não lê...
Mal percebe além das aparências de seu ser, todo ser e não ser, sem querer.

Que não lê...
Mal saber e conhecer tem no agora e sempre.

Quem não lê...
Mal progride, se limita ao se fazer limitado, bitolado.

Quem não lê...
Mal compreende e é enganado pelos espertos ladinos.

Quem não lê...
Mal mentaliza para além da mentalidade tacanha retrograda.

Quem não lê...
Mal coopta apreende, fica a mercê da ignorância ignara.

Quem não lê...
Mal conjuga, fica aquém na conjuntura, na cultura.

Quem não lê...
Mal interage, e interpreta os significados significantes, atrofia o intelecto.

Quem mal lê...
Mal posiciona no sistema, no jogo do poder governamental e posicionar social conjuntural.

No dia do leitor aqui se fala só do anti leitor? Digamos: quem é leitor é ao contrário do que diz Monteiro Lobato e o verso crônica acima,  MUDE PRA "QUEM LÊ" E TIRE O "MAL" DE CADA ESTROFE E SE TERÁ A VISÃO DO LEITOR PLENO. Viva pois o leitor, que alça a mente, abraça o intelecto, areja a alma, aumenta o saber e abrange o perceber!













31 de dezembro de 2015

ENTRE SIM OU NÃO - DECISÃO!



ENTRE O SIM E O NÃO

É difícil dizer não? 
Quantos nãos têm a sensação que deveriam caberiam ser sim?
Quantos nãos vêm e não deixam o sim ser e é o que se deve, é afim?

É difícil dizer sim?
Quantos sins têm a propensão a te deixarem  bem se não insistisse no não?
Quantos sins vêm em inversão só porque não sabe dizer não e fica mal assim?

Entre o sim e o não,
têm que ver e saber entre a convicção e a intuição
No campo da atitude da escolha em ação, a decisão
que o sim e o não te expõe e se propõe.

O importante é ter todos sins que nos satisfazem
É imperativo é ver todos nãos que nos contrafazem.
Diga sim ao que quer e não ao que nem quer saber...
Mas com certeza categórica do sim ou não MESMO!



"Entre o sim e o não" - Simone


26 de dezembro de 2015

SOMOS FRUTOS DE CIRCUNSTÂNCIAS E ESCOLHAS - ANO A ANO ATÉ O FIM


Somos frutos de escolhas e circunstâncias.
Não de destinos mal fadados ou abençoados pré-estabelecidos.
Não há sorte grande em geral, mas brilharecos de sorte.
Uma aqui e acolá, algumas maiores ou menores, mas há.

Para pra pensar no que passou e tem, obtém
E tem quem tanto quer esse mínimo que seja.
Não devemos é sentir a morte em vida pelas lidas.
Em idas e vindas na vida constantes.

A sobrevida consciente, nem mal dizer a sina
Isso assassina a paz do que é capaz e do que lhe serve,
do que a tanto custo conseguiu, obteve.
Sempre há motivo pra bem dizer algo...

Do que conquistou um dia ou preserva ate hoje.
Nada cai do céu, nem vem ao léu.
Não seja incréu que assim já desacredita na saída.
E seja como for, não é por que tinha que ser – é porque foi e só.

Coisas da vida, das seqüências e conseqüências dela
que nos acometem ao nascer e crescer.
Deus nos dá o traçado: o projeto nós construímos, contribuímos.
Com nossas próprias mãos fazemos e nossas pernas seguimos!

Entre circunstâncias e escolhas que se sobrepõem no dia a dia
 até enfim o dia de nosso fim!







10 de dezembro de 2015

DE 5 EM 5 ANOS MINHA HISTÓRIA EM RESUMO - ATÉ 55 ANOS E ALÉM - ANIVERSÁRIOS DE VIDA EM MÚLTIPLOS DE 5


Cada 5 anos parece que valem por 1 - ter o viço de 25 anos,


 com o vigor da maturidade inserida nos 50 - pleno como 


sempre, maravilhoso como nunca – 


ao se fazer idade ser como motor 5.0 -


 e Victor Hugo falou que 50 é o jardim de infância da terceira idade - 


se assim  for... 


 Somos criancinhas redescobrindo novas facetas do mundo


 que nos rodeia do  ponto que estamos e estabelecemos - 


quase metade do ainda viver e crescer 


dentro de si - se Deus quiser.


Um sopro de vida além do bolo com o 5 e o zero!



Parabéns pois...


pra mim na data de hoje:


Meu aniversário!

·


Dos 5 aos 5.5 anos – múltiplos quinquenais, idades pontuais.

Diversos ideais, gênios, jeitos e histórias, mas era a mesma pessoa.

Com 5 era só um menininho, acho que só devia no pai e na mãe espelhar, num olhar ainda inocente, pingo de gente a se esbaldar. Menino retraído e ao mesmo tempo leve, ainda com vó materna Maria Pereira em São Cristóvão, a gente a sair dos cafundós do Murundu pra Estrada do Realengo em Padre Miguel . Era tempo lúdico, não havia ainda a escola, só brincadeirinha de criança e a esperança da mãe Lucia de bem cuidar. O menino homem que ela tanto queria havia sido gerado, agora gerido ao novo ser a ser criado. Bem criado – no sentido dos bons valores em meio ao mundo iniquo. Era tempo de brincar e ver TV. E naqueles idos boa parte em P & B e quem se importava. Não existia games, tinha que ser criativo e as brincadeiras de rua de criança ajudava e dentro de casa a imaginar modos de se entreter.

Com 1.5 havia o adolescer que se achegava. Alguns confundiam o arredio com timidez e era mais inibição ao inóspito desumano. Diante do que depois se chamaria bulyng.  Até que se soltava com coleguinhas de rua nos bate bolas do futebol na calçada da Estrada do Realengo em Padre Miguel. A jogar totó e futebol de botão. E no futebol de verdade se esbaldar com o Zico em começo de carreira a fazer golaço no Maracanã – como torcia pelo Mengo naqueles tempos, com meu pai era cheio de graça da euforia! A ouvir os sons das paradas com os coleguinhas de rua. Fugi do colégio agressivo aos 14, repeti ano aos 15 mas me enquadrei num meio mais afeito ao centro de Bangu. Nessa fase a gente começa a se definir como pessoa humana e alí começou o rapaz que sonhava com a namorada amiga enquanto a rapaziada de lá queria eram os bailes suburbanos do Bangu clube e do cassino Bangu e eu começando adorar era MPB. E cinema e teatro de qualidade, não era elite mas gostava do mais apurado e não do massificado. Sou o que sou e sempre seria não diferente – mas diferenciado, e muito obrigado viu?

Com 2.5 chegando fui deixando de lado a juventude de arrabalde e já era bacharel em economia da Universidade Gama Filho que hoje é só lembrança fechada. E que se fazia fomento na ramificação pelas ações da Bolsa de valores do Rio de Janeiro a pleno vapor nos idos anos 80 ainda que em meio a maior crise brasileira entre planos cruzados que não deu certo, qual futuro a essa geração era dado? Saindo da ditadura, estive no “Diretas já” na Av. Presidente Vargas na Candelária em meio a multidão. E por esses tempos incertos a primeira ilusão amorosa: alguém surgia, me aprazia de relacionamento estável e achava que era pra sempre, quando eterno era só o momento.  Era época de conhecer mais a fundo a poesia e a crônica, primeiros escritos pra desabafar. Ao fim a quebra da corrente entre o profissional e pessoal a primeira crise existencial e só a família que me valia – pai Donário e mãe Lucia doutores de ouro, já canta Djavan, é ouro de mina. Fora a mana Denise. Os colegas de rua não são amigos, se foram já Av. Santa Cruz. Tinha a mim mesmo isso sim pra dar a volta por cima...

Com 3.5 acontecendo, a contenda de um bom embate se fez em combate, achava que vivia nova era. Solidificando estruturando em vida. Já na estabilidade ainda que simples de funcionário público do Estado, já estava casado em humilde, mas digna residência, as ações serviram ao menos pra casa própria. E logo a seguir a responsabilidade maior: o filho que chegava Eduardo, que se achega. Eu que renegava no passado ter paternidade, nas dificuldades e dissabores do mundo e do país, tinha que me acertar nesse novo ser que era nossa guarda. Confesso que cantava tolices líricas ao filho. Levava e trazia pra creche, pros avós. Pai de primeira viagem meio que me comportei como paternidade presente, sendo do marujo a capitão do navio chamado lar. Em conjunto com alguém que apoiei e acolhi, a mãe de meu filho numa escolha que se hoje parece equivocada, foi a que fiz e de certo modo aconteceu e virou manchete de mim mesmo. Não sei dizer se foi um segundo amor, mas com certeza criava uma estabilidade emocional. E um sentido de responsabilidade como nunca antes em minha vida, aquele menino e rapaz meio que assustado de outrora se fazia homem em pleno poder de decisões em meio a desafios.

Eis que os 4.5 adveio e veio cheio de desconfortos. A separação de corpos e almas. O divórcio. Tudo de novo de novo – estava só comigo mesmo. Como prosseguir e voltar a ser o cara solitário ainda que esteja na multidão. Só me restava a mais o filho que precisava dar um futuro. E assim tomei as rédeas dele e ser um dono de casa, eu cuidando mais de mim mesmo. E pra não entrar na crise existencial dos 40, o jeito foi mais escrever. Pena que as letras que um dia fiz com melodias deixei de lado, mas as crônicas e poemas que lá na juventude apenas alinhavava, agora se desenhava em contornos definitivos. Espécie de catarse. E o trabalho em ferramenta de ser criativo ainda que na rotina burocrática de . Lembro que uma canção escutada nos 2.5 ecoava nos 4.5: Legião Urbana – olho no espelho e não tenho mais o tempo que passou. Sim, não tinha mais, com algum a frente a passar. E tudo que passei está no que fui e no que sou. E que tal voltar a tentar encontrar alguém especial? Nas redes sociais e nos meios sociais. A internet entrou de sola nesta fase. Não é bengala, mas forma de extrapolar e interelacioanar com gente de tanto lugares diferentes e distantes, ao ponto de aproximar morando distante. Ou a quem estava próxima mas desconhecia. Entre encontros e desencontros vai se levando a vida.

Ano passado 5.5 cravou. Crise dos 50 haveria? Uma vitória: entre trancos e barrancos, fazer filho acabar segundo grau de informática e agora ingressar na faculdade. Olha só, fazendo o destino do rebento, um tento a favor, gol de placa. E o gosto por ter criado o Blog que repasso tudo isso que aqui descrevo. Não sendo escritor, mas alguém que escreve, é forma de me expressar, de contar minha história, minhas opiniões, repassar sentimentos e sentidos do meu mundo e do que passa no fundo da essência do meu ser. A vida segue aparente rotineira. Voltou o gosto por ver filmes junto do filhão através de downloads de internet. Quanto ao amoroso, algo moroso, após mais algumas digressões. Melhor seguir por si mesmo quem sabe. Já não tenho meus pais, ó que falta eles fazem, os únicos que amaram de verdade, ainda que paizão sem perfeição como humanos que foi e mama mia virou a amada imortal no céu que a acolheu. E Mana Denise virou meio que mãe a saber e acontecer, irmão tem que ser assim unidos ainda que haja discórdia em meio a concórdias.

E agora? Os anteriores 5 a 5 se foram. Hoje faço 5.6, mas chegarão os 6.5, 7.5, 8.5 se Deus e o destino assim o permitir. Quem sabe possam continuar a ser dignos. Alguns dizem ser a melhor idade, alguns detratam ser a terceira idade só mais desconfortável fisicamente perto do fim. Mário Quintana já dizia que a melhor idade é o agora que você vive. Não importa: a porta está aberta, a vida que segue, prossegue, não descarto o que passou, foi experiência, é lembrança, herança que trago em mim para até o último suspiro. Não sei se serei esquecido por completo ainda que repassando tudo isso que aqui registro nos anais de minha história pregressa. Não regressa mais nada, não tenho como mudar os erros do passado, mea culpa, nem tem como ficar atrelado aos acertos numa vida certinha mas enfadonha. Quem sabe ainda possa editar um livro ainda que não tenha sucesso. Registar musicalmente o que era letra se fazendo de poesia. Continuar a fazer observações no dia a dia cotidiano pelo PC ou pessoalmente. Somos frutos de nosso tempo. Volta de novo a ecoar a canção que diante do espelho não temos mais o tempo que passou, mas o que dele ficou e do que se fará nos seus dias restantes que está diante de meu ( e do seu ) nariz caro leitor que teve paciência de saber desse ser comum sem fama, com restrita grana, mas que se vale da rica sapiência da experiência...

Etários cronológicos estágios de vida.  Etapas em resumo, em suprassumo.

A se espelhar na imagem com idêntica imagem e identidade. Em cada idade.

OUTROS

Minha história - com Chico Buarque de Holanda