Aqui poderá encontrar reflexão permeada de emoção e racionalidade mescladas, a cerca dos relacionamentos interpessoais, do existencial e da sociedade em geral, em forma de crônicas cotidianas, comportamentais ou poetisadas e poemas voltados ao mundo atual real, assim como sem deixar o lirico no sentimental. emocional e no romântico, muitas vezes.
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CAROS AMIGOS VISITANTES, DEVIDO AO GRANDE NUMERO DE POSTAGENS DE TEXTOS QUE SE VAI FAZENDO, CASO QUEIRAM VISUALIZAR AS POSTAGENS MAIS ANTIGAS, DEVEM SE DIRECIONAR AO FINAL DESTA PÁGINA E CLICAR EM " POSTAGENS MAIS ANTIGAS". OU IR NO LADO DIREITO DO BLOG, VER ARQUIVO DE POSTAGENS MÊS A MÊS DO ANO E CLICAR NO TÍTULO POSTADO E ASSIM PODE-SE VER DIRETAMENTE - DESDE A PRIMEIRA POSTAGEM OU AS QUE EM SEQUENCIA FORAM POSTADAS - EX. OUTUBRO 2010, " AMORES OS MELHORES POSSIVEIS " ( A 1ª ) CLICA EM CIMA E VAI DIRETAMENTE A ELA. AGRADEÇO A QUEM QUEIRA SER "SEGUIDOR" DESTE BLOG E DE MIM E ADMIRAREI QUEM FIZER UM COMENTÁRIO QUE SERÁ SEMPRE DE BOM GRADO. GRATO A QUEM O FIZER, RAZÃO MAIOR DESSE ESPAÇO POÉTICO E REFLEXIVO.
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UM ABRAÇO AFETUOSO DO TAMANHO DO MUNDO PARA TODOS!
Quantas
e quantas vezes pessoas que vem e tem uma desdita hora em que é dita a frase:
- NÃO
QUERO MAIS NADA, MAIS NINGUÉM!
E resolvem ou não conseguem mais sentir como
antes? Depois de decepções ou frustrações nas desilusões e desgostos da vida.
Parece que um sabão em pó lavou tudo até o ponto que enxuto não há um fluxo sequer
de sentir. Tudo virá pó de cinza no vento que leva. As portas de nosso querer são
trancadas, o sentir trancafiado numa cela nas profundezas de nosso ser. Muitas
vezes proclamamos que não queremos mais as querelas tristes dessas pálidas aquarelas.
Parece
que tudo esfria, impávido se ressente ao ponto que nada se sente querente. Uma
dureza inflexível de momento sem ter alento. Um sol que se põe, uma vontade que
nada mais se repõe. Buscamos o só ou o coletivo sem envolvimento. Mas no fundo,
no fundo sabemos que está lá tudo intacto, submerso, apenas não nos jogamos
mais ao sabor dos fatos. Mas tem uma hora que não resistimos: insistimos em
buscar restaurar, ter um novo conquistar, se seduzir.
Pedimos
“HELP” a nós mesmo ou a quem nos faça de novo readmitir. Os cadeados
descerrados, desencadeando o universo sentimental em retorno. Mas quão é duro
sair desse viés obscuro. A gente sempre vai querer sim e no fim das contas
lutamos contra o desanimo ou a descrença: - Socorro, não tô sentindo nada!!!
COMO DIZ A CANÇÃO DE ARNALDO ANTUNES.
Quando a gente brada dentro de si contra isso, é hora do que isso
revigora.
Ainda que sem saber em quem confiar, em qual
sentido ir, de que forma vir? Claro, ainda que pareça que disso pereça, de não
sentirmos nada, mas a emoção está lá contida a ser servido num cálice de fogo
do prazer desmedido. Abrir a concha do
medo, vencer o trauma,deixar a onda do que supostamente agora menospreza, e ir de encontro do
que preza, vai se abrindo a represa.
A se voltar para algum sentimento que nos
sirva. E se fazer viva de novo a renovada chama...
Um dia por conta de demanda pendenga de filho,
ex-esposa falando de alguma atual eventual nova mulher, logo eu que faço do
filho minha vida, sempre presente, atuante:
- Vê se preocupa mais com ele, em vez desses
casos que tem!
Papo de ex dá nisso deletério e destoante – e ela,
inflexível, sabe que não é bem assim quanto ao filho, que sempre faço paternal
dentro do possível e preciso.
O que
aqui destaco o que delimito a quem comento: - Não tenho “casos”, mas
relacionamentos. Sou dado a que tenha mais que atratividade, sentimentos.
Em redes sociais como Facebook tem o termo
“relacionamento sério.” E daí assim, prefiro que ponha , se imponha, se começa assim. Ao que se
quer envolver, se entregar.
Ser um “o maior caso que apareceu” como a letra
de Isolda dizia magistralmente cantada por Roberto Carlos. Na saudade que se
gosta de ter – mas se era tão bom tinha que terminar?
A pessoa vem e diz que foi amor, que não foi
superficial, que não foi miragem ilusão. Terá sido então apenas “um caso sério”
acontecido?
Ao que Renato Russo bem diz que se fosse amor,
não acabava. E afinal foi caso, ou relacionamento sério, mas fortuito? Mero
momento que uma dizia não gostar de ser e fez ser.
Depois que a gente recomeça a vida entre a
afetiva e sexual, quanta contradições nas contrariedades de ver que tudo é
relativo. Pouco apego, foi só um dengo
de chamego, será?
Ou não? Foi o tal “que seja infinito enquanto
dure”? Ao certo que dizer que foi caso parece um descaso. De um ao outro do que
se sentia e queria. Não sei ao certo.
As vontades estão acima das virtudes? É caso ou
relação? Enrolação não, que seria diminuir demais, simplificar a mais. Ao mesmo
tempo foi só passageiro. Ainda que parecesse inteiro.
Estranho e impressionante que muitos desses que
duram pouco dão impressão de terem sido como valesse uma vida inteira diante de
muitos longos, porém não tão intensos, nem arrebatadores.
Questão de ponto de vista: teria sido então só
conquista, cisma? Não deve ter sido. Encontramos quem tem identidade,
compatibilidade, vira só sério caso por conta do acaso que se foi?
Nos tempos de ficar, gostar e namorar, viver a vida,
celebrar em mesinha de bar, mão dadas a
beira-mar sob o luar, beijos de paixão, feito emoção como adolescente. Teria
sido só em vão, ilusão?
Caso ou relacionamento, feito canção diríamos: "Se lembra quando a gente chegou a acreditar que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre, sempre acaba" - sempre é?
E
ficamos com a sensação de sede em frente ao mar. Como dizer que foi amar? Talvez
foi só empolgação, encanto, gostar e que tudo quebrou o elo na força das
circunstâncias reais sabe lá...
Ou tudo hoje é
volúpia volátil? Fica como um período que talvez não estivesse amando apenas
apaixonado. E apaixonante. Não mera paixonite como diz amiga, mas não na
grandeza esperada.
E assim, caso sério
ou relacionamento aprofundado, bom sentir amado, querido, desejado. Isso não se
perde, não foi tempo perdido bom enquanto durou...
“Dura Lex sed Lex” –
A lei é dura, mas é a lei – só que aqui a lei da vida que diz que tudo que é
bom sempre acaba. Ou que tudo conspira mais contra que a favor. Que pena. Inesquecível
se tira do foco, desfoca.
Ao que tudo que
vivemos não nos basta só numa lembrança que volteia e volta sem ser. Não mais
ter. Caso em relacionamento sério é o sumo da importância, imponente no que se
sente. No fundo da gente!
1 + 1 = 2 no que
vem depois. Namoro de foro íntimo inestimável. Amável. Amando de verdade!
No após do pós, que a vida conjugal se foi,
nos defrontamos com a casa vazia de alegria de vida, uma solidão reclusa de
nós, quase uma recusa de se enganar de novo, decepcionar, sofrer. Os
sentimentos se embaralham, ora como não sentisse mais nada por mais ninguém e
nada além querer reviver. E aí surge algo que não se fala muito: a solitude, o
auto exílio de si mesmo para que o tempo não cure, apenas tire do foco o que já
foi e deixou de ser e de ter.
Em algum tempo, a gente olha que o tempo
passa, tanto tempo passou do que sobrou de uma realidade que reluzia do
relacionamento estável. E agora instável fica-se, com que querendo que dessa
vez não houvesse mais adeus, num adeus ao adeus. E se dando uma nova chance e
daí que novas oportunidades, e vai abrindo seus flancos. Acontece que ficamos
mais seletivos, nada que nos tenha insatisfação ou nos torne de novo infeliz.
Ao que passamos olhar ao redor e sair da
redoma que nos criamos. E acontece, quem vem e nos apetece de novo, a gente se
apaixona de novo, o que complica é querer ser amor, isso depende das circunstâncias
e de quem surge. Urge dentro de algo mais maduro, mas lá no fundo bate ainda
forte algo adolescente, carente, de se deixar entregar e alegrar de novo nas
coisinhas feitas a dois ao que vem depois.
E a gente gosta e desgosta, vai tentando.
Como é incrível como fica mais complicado
voltar a acontecer pleno: há muitos irrealizados pousos após o pouso, ainda
mais criar um ninho nesse caminho de idas e voltas, muitas vezes com pessoas
instáveis que deixam e não deixam acontecer. Outras deixam e dão pra trás, até
quem sabe um dia dar uma nova chance de relação séria e saudável. E claro
estável. Enquanto não acontece ficamos nas saudades em solidão do que parecia
possível e não deu.
A figura de ex conjugue, soma as de ex de namoros.
Tentativas de manter, entre desencontros. Quanto que nos chateamos com quem nos
busca deixando fresta de luz e depois se fecha em copas. Até que quem sabe um
que restabeleça a conexão e daí em conteúdo, concebido nesse obscuro objeto do
desejo que muitas vezes nos trai ou mera ilusão. Até que um vem e se consagra:
o que demorou pra chegar e veio pra permanecer.
O ser querente que estava guardado a nós
que chega. E alcança. Que haja amor pra recomeçar!
Um dia se sucede a frase “Eu quero o divórcio” –
um dos lados de um casal um dia chega assim e peremptório e incisivo diz isso
na lata, não importa as conseqüências e sim as causas, se é que se venha saber
quais foram.
E foi assim que inicia o filme “Crazy, Stupid, Love.”, aqui no Brasil com o
título “Amor a toda prova” . A personagemEmily
(Julianne
Moore)diz assim na chincha pra Cal
Weaver (Steve
Carell). O ator, aquele do homem virgem de 40 anos, aqui é
o homem de uma mulher só. Ao que o atordoa de se ver a si mesmo só e no caso
traído. Ela o confessa. Na verdade da vida em geral, não é a traição que mais
separa quando parte da mulher, mas pra evitar essa traição, homens têm mais
esse tipo de atitude, mas isso varia nos
dias de hoje. Muitas alegam incompatibilidades de gênios, mas a verdade o que
há são incompatibilidades circunstanciais emocionais de vida a dois.
Percebe-se que em algum momento o que foi
um dia um despertar de vida a dois, desaponta ao ponto de declinar e daí
terminar. Seria um The End se como no filme não houvesse mais vida após. Eis
que tem: no pós do após separação temos que recomeçar, mas como se nos
prendemos ao que se passou? Onde nos perdemos a dois não adianta mais, se
alguém chega e se desencantou ou mesmo decepcionou. Não se segue em frente?
Vida que continua depois da morte da relação na separação.
Para muitos é voltar a ter liberdade de
viver a vida – mas como o personagem como fazê-lo, se não tem jeito pra ser
caçador, pegador, que muitos cobram só porque é homem. Mas quando se é alguém que
gosta de gostar, até amar, fica um descompasso, uma dissintonia. Carnais apenas ou além? E a quem
buscar? Encontros fortuitos ou um novo encontro definitivo? Ser ativo quando se
tinha um casamento que parecia na medida do possível certo, sendo um certinho que
não percebia que estava desencaminhando.
Ao lamuriar no bar no filme, aparece o
garanhão de plantão que joga na cara que ele deve ter perdido o seu ponto de
masculinidade e de ser amante, fora de homem da casa como ser e o faz aprendiz
de Casanova, Don Juan. Um eixo que se desfez, que se desloca. Homens e mulheres
que seguem em sentidos contrários estando juntos. E agora tem que recomeçar –
mas como cai um vazio nisso. Como a comédia é romântica, há uma tendência do
recomeço dos dois, pois ele ao final afirma ter encontrado sua alma gêmea
quando novo e ainda no fundo o é - a ex-esposa.
Na realidade daqui nem sempre. Procuramos
novos pares. Novos seres. Tateamos no imponderável do desconhecido. Algumas
vezes nos decepcionamos de novo. Noutras nos frustramos ao não alcançar ou
alcançando não seguir como devia. Lá atrás teve um que foi bom, a sua lembrança
vaga, entre os acertos, mas acima de tudo os desacertos. Por isso muitas vezes
até nos fechamos em si não querendo mais, até que a força de nossa natureza
humana nos faça querer de novo, acontecer, florescer no novo se no antigo não
dá mais.
Comédias românticas trazem soluções
simplistas ao final restabelecendo o elo ou dando entender que o será como
nesse filme, cujo enredo mais completo está abaixo. Quanto a nós, é refletir e
depois partir a luta pelo nosso bem estar. Não basta ser qualquer um, pode ser
alguém bom, mas não nos faz feliz nem satisfeito. Pior quando encaramos alguns piores
ainda e vemos que quem separa achando que vai encontrar situações e seres
melhores muitas vezes dão nos burros n’água, desilusão da tentativa. Ao que não
importa: é porta que se abre pra termos vida de novo e sermos novamente felizes,
com quem almejamos e conquistamos. E restabelecemos uma união, fazendo não dois
em um só, mas um a um em dois. Mesmo que seja um “Crazy, Stupid, Love.”.
Enredo - FONTE: WIHIKIPÉDIA
Quando Cal Weaver (Steve Carell) descobre que sua esposa, Emily (Julianne Moore) o traiu com David Lindhagen (Kevin Bacon), decidem se divorciar. Após tomar a decisão e se mudar para o seu próprio apartamento, começa a frequentar um bar diariamente, falando sobre seu divórcio, até que chama a atenção de Jacob Palmer (Ryan Gosling). Este, por sua vez, é um mulherengo que dia após dia dorme com uma mulher diferente, até que um dia Hannah (Emma Stone) o rejeita. Então, Jacob começa a dar dicas para atrair mulheres a Cal.
Na sua primeira tentativa de ficar com alguém, Cal conhece a professora Kate (Marisa Tomei). Apesar de no início rejeitá-lo pelo seu jeito estranho, dorme com ele. Nas semanas seguintes, Cal consegue seduzir várias mulheres, ainda que continue desestabilizado emocionalmente por causa de seu divórcio. Ele então reencontra Emily em uma reunião de pais na escola de seu filho, Robbie, e eles se reaproximam. Contudo, quando Emily descobre que Cal ficou com Kate, a professora de Robbie, ela volta para David.
Enquanto isso, Hannah espera de seu namorado uma proposta de casamento, Richard (Josh Groban). Sua melhor amiga, no entanto, lhe diz que ela não é feliz com seu relacionamento com Richard, e que deveria ter saído com Jacob aquela noite. Após passar no seu exame de advocacia (bar exam)Richard não a propõe em casamento, a decepcionando. Então, ela encontra Jacob no bar e o beija. Eles planejam fazer sexo naquela noite, mas acabam passando a noite toda conversando sobre si mesmos. Durante a conversa, fica implícito que o motivo pelo qual Jacob ajudou Cal foi porque seu pai estava passando pela mesma situação. Jacob começa um relacionamento com Hannah, e consequentemente, se distancia de Cal, que não entende o que está acontecendo e fica deprimido.
Ao mesmo tempo, Robbie tenta inúmeras vezes mostrar à sua babá, Jessica, que está a fim dela. Ela não corresponde ao seu amor, mas demonstra interesse em Cal.Jacob retorna às ligações de Cal, dizendo que está desnorteado, pois se apaixonou por uma garota (Hannah) e não sabe o que fazer, já que vai conhecer a sogra. Cal lhe dá algumas dicas, como ser ele mesmo, autêntico e fica feliz em poder ajudar o amigo.
Em uma reunião familiar, com o propósito de reconquistar Emily, Cal e seus filhos começam a criar um mini golf para relembrar Emily de seu primeiro encontro com o ex-marido. Então, Jacob e Hannah aparecem, e é então descoberto que Hannah é filha de Cal e Emily. Neste mesmo momento, o pai de Jessica também aparece, furioso por ter visto um envelope com fotos de sua filha nua (as quais foram endereçadas a Cal, que de nada sabia). Robbie fica triste ao saber que Jessica tem atração por seu pai. David aparece para devolver a Emily sua jaqueta; Jacob começa então a brigar com David, acusando-o de ter roubado Emily de Cal. A cena acaba com Cal, Jacob, David e Bernie (pai de Jessica) brigando, com a polícia sendo chamada.
Cal volta a frequentar o bar, e é quando Jacob o visita. Já mais próximo da família, Jacob vai à formatura de Robbie; ele também confessa seu amor por Hannah. Cal desaprova do relacionamento, pois Jacob anteriormente vivera uma fase de muita farra. Jacob, contudo, diz não ter nenhum sentimento ruim quanto a Cal e o parabeniza por ser um bom pai.
Durante sua formatura, Robbie faz um discurso pessimista dizendo que não acredita mais em almas gêmeas e amor verdadeiro. Cal o interrompe, dizendo que não se importava se daria ou não certo, mas que nunca desistiria de Emily. Já mais otimista quanto aos seus sentimentos, Robbie confessa seu amor por Jessica. Ela então lhe dá o envelope com suas fotos nua e diz para carregá-las com ele durante o seu high school. Cal aprova o relacionamento entre Hannah e Jacob. Por fim, Cal e Emily conversam sobre o que aconteceu no último ano. Robbie os olha e sorri.
1983. Exatos 30 anos cometi um equívoco,
mas quem mais falhou foi o profissional da entrada do cine Tijuca ( que eram 1,
2 e 3 ), na época um chamado cine de rua, apesar de ficar numa galeria na Rua
Saens Peña. Entrei pra ver o filme "Furyo - em nome da honra" (
título em português ), dirigido por Nagisa Oshima e que tinha o chamado que era
estrelado pelo astro famoso na época cantor de rock David Bowie. O porteiro me deixou
entrar na sala errada. Ao que entrei vejam só: vi um filme pornô! Chega a ser
hilário lembrar.
Sai com a convicção
que veria pouco depois, ou lá mesmo ou na TV. Porém saiu de cartaz, nunca
passou em canal aberto ou assinatura. Eis que agora filhote espertinho baixou
na internet! Resgatei-me da frustração da época de não ver. Constato que não é
nenhuma maravilha, mas um bom embate sobre duas civilizações - oriental e
ocidental - e que como se dizem basta dar poder a um homem para ver seu
caráter. Da pior forma ali sendo bélico enum campo de
concentração de prisioneiros de guerra na ilha de Java.
E descubro, pelo título original - Merry Christmas
Mr. lawrence - interpretado por Tom Conti - que este era o centro da trama, não
Bowie, uma espécie de coadjuvante especial, junto com os comandantes delirantes
agressivos japoneses, em especial o interpretado pelo grande ator japonês
Ryuichi Sakamoto. Sempre na ofensiva de humilhar, japoneses longe da forma
cordial que hoje tratam os estrangeiros. Claro que é um cenário de guerra, mas
acima de tudo, um acirrar dos ânimos, que teve seu clímax com seu desconcertante
final que deixo em aberto para surpresa de quem queira ver. Bowie fez de seu personagem incisivo ao quebrar o clima pesado de uma execução.
Recomendo, ainda que com restrições de não ser
obra-prima, mas bem filmado e interpretado. Valeu esperar de certa forma, pude
ver de forma mais crítica aos olhos maduros. E ver que de fato a humanidade
perde esta sob a influência da guerra. Uma pena, lição jamais aprendida por
tantas nações, e por grupos e pessoas.
Um dia, ainda tão jovem, vivi um grande
amor e nem por isso fazia grandes poesias e letras, acho que a poesia e a
melodia era o amor em vida que extasiava. Vez ou outra fazia, o mais importante
não são versos, crônicas, letras, palavras escritas, Mas sentidas, vivenciadas.
Um dia o perdi ou ele se perdeu sei lá, e quantos e quantos versos e letras tive
que fazer, naquela historia de amor
rimar com dor e eu querendo que fosse com cor. Era só o exílio do amor para
mim... E sua exaltação que ficou só em uma idealização.
Um novo chegou, porque ao contrario do que
dizem, pode-se amar mais de uma vez na vida sim!!! E ai, eu exaltei em prosa e
verso, fiz dele o reverso, a poesia estava no dia a dia e no que escrevia ou
compunha. Mais um amor se foi, conspiração das circunstâncias, e lá foi eu de
novo rimando amor com dor e não com cor, colorindo meus dias, o meu ser, o meu
viver. Mas nunca se perde em mim, a vontade de cantar, declamar, o que vier um
amor em papel, em computador, na boca que fala coisinhas doces para a enamorada
amada. Não importa se disso desdenham, detratam, desabonam. E haja tantos desencontros, desestímulos e desistências.
E sabe sinceramente? Apesar de achar o sumo
amar e ele exaltar por escrito, em verso e em prosa, em cartões, em musica, e
abaixo assinar, seja por mim ou outros autores, e ver que o outro lado
corresponde, sente, se emociona, se
tiver que optar em escrever mil versos maravilhosos de amor e amar, compor ou
achar melodias e letras de outras autorias a se haver e não ser a minha
realidade amorosa a porejar, preferiria nada, nada escrever, se tocar, se
compor, mas de fato realizar e sentir
(con)vivendo a poesia e a melodia no amor com alento e alegria que contagia no
dia a dia.
Queria a crônica poética do amor real - e não descompassado.
Até porque como diz um autor que adoro que
se chama Luis Goulart...
“ O mais belo poema da Terra é o mais curto de todos – EU TE AMO! ”