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.


UM ABRAÇO AFETUOSO DO TAMANHO DO MUNDO PARA TODOS!































14 de outubro de 2013

SOLITUDE - ATITUDE DE SOLIDÃO PREMEDITADA

  
A SOLITUDE DE ESTAR SÓ

Solitude é estado de atitude de privacidade 
não significa propriamente sentir estar em solidão.
Pode revelar-se ser por uma precisão de  isolamento e a reclusão,
Voluntariamente necessária para reflexão ou recuperação  
do que se passou e o que acabou e se atordoou
e que se pode passar e acontecer e de acordou.
E assim será: terá só a si em companhia
de nossa própria presença em consciência,
Auto-exílio, degredado por si decretado cônscio estado.
A paciência de esperar o melhor momento de sair do ninho
Voltar ao caminho do mundo que volteia no pergaminho
e não perdeu o sentido. e que se pode mudar consentido
 em sua meta em sua reta de chegar... restabelecido!
Ainda que a solitude de segregação nos faça tão abalado
Aí quando a solidão bater mais forte, mais fundo, emocionado
E feito a canção, dizer
"Eu quero ficar só
Mas comigo só
Eu não consigo
Eu quero ficar junto
Mas sozinho só
Não é possível...
Por querer um amor maior,
um amor maior que eu..."

Ou que impulsionada vem te chamar a vida


Para de novo o curso dela, vir a ser vivida...















13 de outubro de 2013

SOCORRO AO SENTIMENTO - NA FRIEZA TRAUMÁTICA DE NÃO SENTIR NADA

                             


Quantas e quantas vezes pessoas que vem e tem uma desdita hora em que é dita a frase: 

- NÃO QUERO MAIS NADA, MAIS NINGUÉM! 

E resolvem ou não conseguem mais sentir como antes? Depois de decepções ou frustrações nas desilusões e desgostos da vida. Parece que um sabão em pó lavou tudo até o ponto que enxuto não há um fluxo sequer de sentir. Tudo virá pó de cinza no vento que leva. As portas de nosso querer são trancadas, o sentir trancafiado numa cela nas profundezas de nosso ser. Muitas vezes proclamamos que não queremos mais as querelas tristes dessas pálidas aquarelas. 

Parece que tudo esfria, impávido se ressente ao ponto que nada se sente querente. Uma dureza inflexível de momento sem ter alento. Um sol que se põe, uma vontade que nada mais se repõe. Buscamos o só ou o coletivo sem envolvimento. Mas no fundo, no fundo sabemos que está lá tudo intacto, submerso, apenas não nos jogamos mais ao sabor dos fatos. Mas tem uma hora que não resistimos: insistimos em buscar restaurar, ter um novo conquistar, se seduzir.

Pedimos “HELP” a nós mesmo ou a quem nos faça de novo readmitir. Os cadeados descerrados, desencadeando o universo sentimental em retorno. Mas quão é duro sair desse viés obscuro. A gente sempre vai querer sim e no fim das contas lutamos contra o desanimo ou a descrença: - Socorro, não tô sentindo nada!!! COMO DIZ A CANÇÃO DE ARNALDO ANTUNES.  Quando a gente brada dentro de si contra isso, é hora do que isso revigora.

Ainda que sem saber em quem confiar, em qual sentido ir, de que forma vir? Claro, ainda que pareça que disso pereça, de não sentirmos nada, mas a emoção está lá contida a ser servido num cálice de fogo do prazer desmedido.  Abrir a concha do medo, vencer o trauma,deixar a onda do que supostamente agora menospreza, e ir de encontro do que preza, vai se abrindo a represa. 

A se voltar para algum sentimento que nos sirva. E se fazer viva de novo a renovada chama...

"SOCORRO" - EM TRÊS VERSÕES...







CASO EM RELACIONAMENTO SÉRIO SER O CASO




Um dia por conta de demanda pendenga de filho, ex-esposa falando de alguma atual eventual nova mulher, logo eu que faço do filho minha vida, sempre presente, atuante:

- Vê se preocupa mais com ele, em vez desses casos que tem!

Papo de ex dá nisso deletério e destoante – e ela, inflexível, sabe que não é bem assim quanto ao filho, que sempre faço paternal dentro do possível e preciso.

O que aqui destaco o que delimito a quem comento: - Não tenho “casos”, mas relacionamentos. Sou dado a que tenha mais que atratividade, sentimentos.

Em redes sociais como Facebook tem o termo “relacionamento sério.” E daí assim, prefiro que  ponha , se imponha, se começa assim. Ao que se quer envolver, se entregar.

Ser um “o maior caso que apareceu” como a letra de Isolda dizia magistralmente cantada por Roberto Carlos. Na saudade que se gosta de ter – mas se era tão bom tinha que terminar?

A pessoa vem e diz que foi amor, que não foi superficial, que não foi miragem ilusão. Terá sido então apenas “um caso sério” acontecido?

Ao que Renato Russo bem diz que se fosse amor, não acabava. E afinal foi caso, ou relacionamento sério, mas fortuito? Mero momento que uma dizia não gostar de ser e fez ser.

Depois que a gente recomeça a vida entre a afetiva e sexual, quanta contradições nas contrariedades de ver que tudo é relativo. Pouco apego, foi só um dengo  de chamego, será?

Ou não? Foi o tal “que seja infinito enquanto dure”? Ao certo que dizer que foi caso parece um descaso. De um ao outro do que se sentia e queria. Não sei ao certo.

As vontades estão acima das virtudes? É caso ou relação? Enrolação não, que seria diminuir demais, simplificar a mais. Ao mesmo tempo foi só passageiro. Ainda que parecesse inteiro.

Estranho e impressionante que muitos desses que duram pouco dão impressão de terem sido como valesse uma vida inteira diante de muitos longos, porém não tão intensos, nem arrebatadores.

Questão de ponto de vista: teria sido então só conquista, cisma? Não deve ter sido. Encontramos quem tem identidade, compatibilidade, vira só sério caso por conta do acaso que se foi?

Nos tempos de ficar, gostar e namorar, viver a vida, celebrar em mesinha de bar,  mão dadas a beira-mar sob o luar, beijos de paixão, feito emoção como adolescente. Teria sido só em vão, ilusão?

Caso ou relacionamento, feito canção diríamos: "Se lembra quando a gente chegou a acreditar que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre, sempre acaba" - sempre é?

E ficamos com a sensação de sede em frente ao mar. Como dizer que foi amar? Talvez foi só empolgação, encanto, gostar e que tudo quebrou o elo na força das circunstâncias reais  sabe lá...

Ou tudo hoje é volúpia volátil? Fica como um período que talvez não estivesse amando apenas apaixonado. E apaixonante. Não mera paixonite como diz amiga, mas não na grandeza esperada.

E assim, caso sério ou relacionamento aprofundado, bom sentir amado, querido, desejado. Isso não se perde, não foi tempo perdido bom enquanto durou...

“Dura Lex sed Lex” – A lei é dura, mas é a lei – só que aqui a lei da vida que diz que tudo que é bom sempre acaba. Ou que tudo conspira mais contra que a favor. Que pena. Inesquecível se tira do foco, desfoca.

Ao que tudo que vivemos não nos basta só numa lembrança que volteia e volta sem ser. Não mais ter. Caso em relacionamento sério é o sumo da importância, imponente no que se sente. No fundo da gente!

1 + 1 = 2 no que vem depois. Namoro de foro íntimo inestimável. Amável. Amando de verdade!






11 de outubro de 2013

NO PÓS DO APÓS DO FIM - UM AMOR PRA RECOMEÇAR




No após do pós, que a vida conjugal se foi, nos defrontamos com a casa vazia de alegria de vida, uma solidão reclusa de nós, quase uma recusa de se enganar de novo, decepcionar, sofrer. Os sentimentos se embaralham, ora como não sentisse mais nada por mais ninguém e nada além querer reviver. E aí surge algo que não se fala muito: a solitude, o auto exílio de si mesmo para que o tempo não cure, apenas tire do foco o que já foi e deixou de ser e de ter.

Em algum tempo, a gente olha que o tempo passa, tanto tempo passou do que sobrou de uma realidade que reluzia do relacionamento estável. E agora instável fica-se, com que querendo que dessa vez não houvesse mais adeus, num adeus ao adeus. E se dando uma nova chance e daí que novas oportunidades, e vai abrindo seus flancos. Acontece que ficamos mais seletivos, nada que nos tenha insatisfação ou nos torne de novo infeliz.

Ao que passamos olhar ao redor e sair da redoma que nos criamos. E acontece, quem vem e nos apetece de novo, a gente se apaixona de novo, o que complica é querer ser amor, isso depende das circunstâncias e de quem surge. Urge dentro de algo mais maduro, mas lá no fundo bate ainda forte algo adolescente, carente, de se deixar entregar e alegrar de novo nas coisinhas  feitas a dois ao que vem depois. E a gente gosta e desgosta, vai tentando.

Como é incrível como fica mais complicado voltar a acontecer pleno: há muitos irrealizados pousos após o pouso, ainda mais criar um ninho nesse caminho de idas e voltas, muitas vezes com pessoas instáveis que deixam e não deixam acontecer. Outras deixam e dão pra trás, até quem sabe um dia dar uma nova chance de relação séria e saudável. E claro estável. Enquanto não acontece ficamos nas saudades em solidão do que parecia possível e não deu.

A figura de ex conjugue, soma as de ex de namoros. Tentativas de manter, entre desencontros. Quanto que nos chateamos com quem nos busca deixando fresta de luz e depois se fecha em copas. Até que quem sabe um que restabeleça a conexão e daí em conteúdo, concebido nesse obscuro objeto do desejo que muitas vezes nos trai ou mera ilusão. Até que um vem e se consagra: o que demorou pra chegar e veio pra permanecer.

O ser querente que estava guardado a nós que chega. E alcança. Que haja amor pra recomeçar!



Tanto tempo faz, tudo que se vai, 
de um passado que se esvai, desfaz...

E depois de tudo, o que melhor 
que se desejar um amor pra recomeçar!


6 de outubro de 2013

VIDA AMOROSA OU SEXUAL PÓS DO APÓS SEPARAÇÃO - COMO NO FILME "CRAZY, STUPID, LOVE " ( " AMOR À TODA PROVA")


Um dia se sucede a frase “Eu quero o divórcio” – um dos lados de um casal um dia chega assim e peremptório e incisivo diz isso na lata, não importa as conseqüências e sim as causas, se é que se venha saber quais foram.

E foi assim que inicia o filme “Crazy, Stupid, Love.”, aqui no Brasil com o título “Amor a toda prova” . A personagem  Emily (Julianne Moore) diz assim na chincha pra Cal Weaver (Steve Carell). O ator, aquele do homem virgem de 40 anos, aqui é o homem de uma mulher só. Ao que o atordoa de se ver a si mesmo só e no caso traído. Ela o confessa. Na verdade da vida em geral, não é a traição que mais separa quando parte da mulher, mas pra evitar essa traição, homens têm mais esse tipo de  atitude, mas isso varia nos dias de hoje. Muitas alegam incompatibilidades de gênios, mas a verdade o que há são incompatibilidades circunstanciais emocionais de vida a dois.

Percebe-se que em algum momento o que foi um dia um despertar de vida a dois, desaponta ao ponto de declinar e daí terminar. Seria um The End se como no filme não houvesse mais vida após. Eis que tem: no pós do após separação temos que recomeçar, mas como se nos prendemos ao que se passou? Onde nos perdemos a dois não adianta mais, se alguém chega e se desencantou ou mesmo decepcionou. Não se segue em frente? Vida que continua depois da morte da relação na separação.

Para muitos é voltar a ter liberdade de viver a vida – mas como o personagem como fazê-lo, se não tem jeito pra ser caçador, pegador, que muitos cobram só porque é homem. Mas quando se é alguém que gosta de gostar, até amar, fica um descompasso, uma dissintonia. Carnais apenas ou além? E a quem buscar? Encontros fortuitos ou um novo encontro definitivo? Ser ativo quando se tinha um casamento que parecia na medida do possível certo, sendo um certinho que não percebia que estava desencaminhando.

Ao lamuriar no bar no filme, aparece o garanhão de plantão que joga na cara que ele deve ter perdido o seu ponto de masculinidade e de ser amante, fora de homem da casa como ser e o faz aprendiz de Casanova, Don Juan. Um eixo que se desfez, que se desloca. Homens e mulheres que seguem em sentidos contrários estando juntos. E agora tem que recomeçar – mas como cai um vazio nisso. Como a comédia é romântica, há uma tendência do recomeço dos dois, pois ele ao final afirma ter encontrado sua alma gêmea quando novo e ainda no fundo o é - a ex-esposa.

Na realidade daqui nem sempre. Procuramos novos pares. Novos seres. Tateamos no imponderável do desconhecido. Algumas vezes nos decepcionamos de novo. Noutras nos frustramos ao não alcançar ou alcançando não seguir como devia. Lá atrás teve um que foi bom, a sua lembrança vaga, entre os acertos, mas acima de tudo os desacertos. Por isso muitas vezes até nos fechamos em si não querendo mais, até que a força de nossa natureza humana nos faça querer de novo, acontecer, florescer no novo se no antigo não dá mais.

Comédias românticas trazem soluções simplistas ao final restabelecendo o elo ou dando entender que o será como nesse filme, cujo enredo mais completo está abaixo. Quanto a nós, é refletir e depois partir a luta pelo nosso bem estar. Não basta ser qualquer um, pode ser alguém bom, mas não nos faz feliz nem satisfeito. Pior quando encaramos alguns piores ainda e vemos que quem separa achando que vai encontrar situações e seres melhores muitas vezes dão nos burros n’água, desilusão da tentativa. Ao que não importa: é porta que se abre pra termos vida de novo e sermos novamente felizes, com quem almejamos e conquistamos. E restabelecemos uma união, fazendo não dois em um só, mas um a um em dois. Mesmo que seja um Crazy, Stupid, Love.”.


Enredo - FONTE: WIHIKIPÉDIA

Quando Cal Weaver (Steve Carell) descobre que sua esposa, Emily (Julianne Moore) o traiu com David Lindhagen (Kevin Bacon), decidem se divorciar. Após tomar a decisão e se mudar para o seu próprio apartamento, começa a frequentar um bar diariamente, falando sobre seu divórcio, até que chama a atenção de Jacob Palmer (Ryan Gosling). Este, por sua vez, é um mulherengo que dia após dia dorme com uma mulher diferente, até que um dia Hannah (Emma Stone) o rejeita. Então, Jacob começa a dar dicas para atrair mulheres a Cal.
Na sua primeira tentativa de ficar com alguém, Cal conhece a professora Kate (Marisa Tomei). Apesar de no início rejeitá-lo pelo seu jeito estranho, dorme com ele. Nas semanas seguintes, Cal consegue seduzir várias mulheres, ainda que continue desestabilizado emocionalmente por causa de seu divórcio. Ele então reencontra Emily em uma reunião de pais na escola de seu filho, Robbie, e eles se reaproximam. Contudo, quando Emily descobre que Cal ficou com Kate, a professora de Robbie, ela volta para David.
Enquanto isso, Hannah espera de seu namorado uma proposta de casamento, Richard (Josh Groban). Sua melhor amiga, no entanto, lhe diz que ela não é feliz com seu relacionamento com Richard, e que deveria ter saído com Jacob aquela noite. Após passar no seu exame de advocacia (bar exam)Richard não a propõe em casamento, a decepcionando. Então, ela encontra Jacob no bar e o beija. Eles planejam fazer sexo naquela noite, mas acabam passando a noite toda conversando sobre si mesmos. Durante a conversa, fica implícito que o motivo pelo qual Jacob ajudou Cal foi porque seu pai estava passando pela mesma situação. Jacob começa um relacionamento com Hannah, e consequentemente, se distancia de Cal, que não entende o que está acontecendo e fica deprimido.
Ao mesmo tempo, Robbie tenta inúmeras vezes mostrar à sua babá, Jessica, que está a fim dela. Ela não corresponde ao seu amor, mas demonstra interesse em Cal.Jacob retorna às ligações de Cal, dizendo que está desnorteado, pois se apaixonou por uma garota (Hannah) e não sabe o que fazer, já que vai conhecer a sogra. Cal lhe dá algumas dicas, como ser ele mesmo, autêntico e fica feliz em poder ajudar o amigo.
Em uma reunião familiar, com o propósito de reconquistar Emily, Cal e seus filhos começam a criar um mini golf para relembrar Emily de seu primeiro encontro com o ex-marido. Então, Jacob e Hannah aparecem, e é então descoberto que Hannah é filha de Cal e Emily. Neste mesmo momento, o pai de Jessica também aparece, furioso por ter visto um envelope com fotos de sua filha nua (as quais foram endereçadas a Cal, que de nada sabia). Robbie fica triste ao saber que Jessica tem atração por seu pai. David aparece para devolver a Emily sua jaqueta; Jacob começa então a brigar com David, acusando-o de ter roubado Emily de Cal. A cena acaba com Cal, Jacob, David e Bernie (pai de Jessica) brigando, com a polícia sendo chamada.
Cal volta a frequentar o bar, e é quando Jacob o visita. Já mais próximo da família, Jacob vai à formatura de Robbie; ele também confessa seu amor por Hannah. Cal desaprova do relacionamento, pois Jacob anteriormente vivera uma fase de muita farra. Jacob, contudo, diz não ter nenhum sentimento ruim quanto a Cal e o parabeniza por ser um bom pai.
Durante sua formatura, Robbie faz um discurso pessimista dizendo que não acredita mais em almas gêmeas e amor verdadeiro. Cal o interrompe, dizendo que não se importava se daria ou não certo, mas que nunca desistiria de Emily. Já mais otimista quanto aos seus sentimentos, Robbie confessa seu amor por Jessica. Ela então lhe dá o envelope com suas fotos nua e diz para carregá-las com ele durante o seu high school. Cal aprova o relacionamento entre Hannah e Jacob. Por fim, Cal e Emily conversam sobre o que aconteceu no último ano. Robbie os olha e sorri.

5 de outubro de 2013

FURYO - RESGATE DA FRUSTRAÇÃO DE NÃO VER O FILME EM 1983 - 30 ANOS DEPOIS





1983. Exatos 30 anos cometi um equívoco, mas quem mais falhou foi o profissional da entrada do cine Tijuca ( que eram 1, 2 e 3 ), na época um chamado cine de rua, apesar de ficar numa galeria na Rua Saens Peña. Entrei pra ver o filme "Furyo - em nome da honra" ( título em português ), dirigido por Nagisa Oshima e que tinha o chamado que era estrelado pelo astro famoso na época cantor de rock David Bowie. O porteiro me deixou entrar na sala errada. Ao que entrei vejam só: vi um filme pornô! Chega a ser hilário lembrar. 



Sai com a convicção que veria pouco depois, ou lá mesmo ou na TV. Porém saiu de cartaz, nunca passou em canal aberto ou assinatura. Eis que agora filhote espertinho baixou na internet! Resgatei-me da frustração da época de não ver. Constato que não é nenhuma maravilha, mas um bom embate sobre duas civilizações - oriental e ocidental - e que como se dizem basta dar poder a um homem para ver seu caráter. Da pior forma ali sendo bélico e num campo de concentração de prisioneiros de guerra na ilha de Java. 



E descubro, pelo título original - Merry Christmas Mr. lawrence - interpretado por Tom Conti - que este era o centro da trama, não Bowie, uma espécie de coadjuvante especial, junto com os comandantes delirantes agressivos japoneses, em especial o interpretado pelo grande ator japonês Ryuichi Sakamoto. Sempre na ofensiva de humilhar, japoneses longe da forma cordial que hoje tratam os estrangeiros.

Claro que é um cenário de guerra, mas acima de tudo, um acirrar dos ânimos, que teve seu clímax com seu desconcertante final que deixo em aberto para surpresa de quem queira ver. Bowie fez de seu personagem incisivo ao quebrar o clima pesado de uma execução. 



Recomendo, ainda que com restrições de não ser obra-prima, mas bem filmado e interpretado. Valeu esperar de certa forma, pude ver de forma mais crítica aos olhos maduros. E ver que de fato a humanidade perde esta sob a influência da guerra. Uma pena, lição jamais aprendida por tantas nações, e por grupos e pessoas.





28 de setembro de 2013

CRÔNICA POÉTICA DO AMOR REAL - NO EU TE AMO E NÃO DESCOMPASSADO


DO


... MAS NÃO DESCOMPASSADO!


Um dia, ainda tão jovem, vivi um grande amor e nem por isso fazia grandes poesias e letras, acho que a poesia e a melodia era o amor em vida que extasiava. Vez ou outra fazia, o mais importante não são versos, crônicas, letras, palavras escritas, Mas sentidas, vivenciadas. Um dia o perdi ou ele se perdeu sei lá, e quantos e quantos versos e letras tive que fazer,  naquela historia de amor rimar com dor e eu querendo que fosse com cor. Era só o exílio do amor para mim... E sua exaltação que ficou só em uma idealização. 

Um novo chegou, porque ao contrario do que dizem, pode-se amar mais de uma vez na vida sim!!! E ai, eu exaltei em prosa e verso, fiz dele o reverso, a poesia estava no dia a dia e no que escrevia ou compunha. Mais um amor se foi, conspiração das circunstâncias, e lá foi eu de novo rimando amor com dor e não com cor, colorindo meus dias, o meu ser, o meu viver. Mas nunca se perde em mim, a vontade de cantar, declamar, o que vier um amor em papel, em computador, na boca que fala coisinhas doces para a enamorada amada.

Não importa se disso desdenham, detratam, desabonam. 

E haja tantos desencontros, desestímulos e desistências.

E sabe sinceramente? Apesar de achar o sumo amar e ele exaltar por escrito, em verso e em prosa, em cartões, em musica, e abaixo assinar, seja por mim ou outros autores, e ver que o outro lado corresponde, sente, se emociona,  se tiver que optar em escrever mil versos maravilhosos de amor e amar, compor ou achar melodias e letras de outras autorias a se haver e não ser a minha realidade amorosa a porejar, preferiria nada, nada escrever, se tocar, se compor, mas de fato realizar e sentir (con)vivendo a poesia e a melodia no amor com alento e alegria que contagia no dia a dia.

Queria a crônica poética do amor real - e não descompassado.

Até porque como diz um autor que adoro que se chama Luis Goulart...


“ O mais belo poema da Terra é o mais curto de todos – EU TE AMO! ”





23 de setembro de 2013

MEU AMOR VEIO DE LONGE


MEU

Muitas vezes procuramos ao redor próximo, a esmo, um amor.
Só que ele se encontrava distante e em
dado instante vem até nós, bem perto dele!

Meu amor
        veio de longe...
Meu amor
        veio de longe...
veio para ficar,
        parece até que para mim!!!

   Vindo como os que migram,
veio a procura de novos (p)rumos,
viveu a loucura dessa cidade empedernida,
varou a esse tomo ao meridional.

Vindo por instâncias e instintos,
verter tudo foi preciso,
volveu mundo em destino,
vergou justamente no meu caminho!

E trouxe seus sóis em profusão,
e trouxe suas luas em magnitude.
Predestinação: atravessaria ares, mares, pedras, chão,
mas um dia estaria aqui assim: (e)ternamente em meu coração!

Meu amor
         veio de longe,
Meu amor
        veio de longe...
veio para ficar
        carece perto sempre de mim!!!

Uma cantoria lusitana justamente
sobre um amor que veio de longe
- com cenas do filme "Australia" que tem cenas e cenário de
um relacionamento de alguém que veio de outro país!



22 de setembro de 2013

CORPOS QUE ARDENTES, SE FAZEM AMANTES



Acordar e dizer e saber que queremos tanto.
Eis então que...
Corpo meu pede o seu, o seu o meu
Corpo que se encaixa se fazendo luz do céu.
Tão bom ouvir-te responder:
- Você é minha?
- Toda! Todinha...

As peles se impelem como correntes,
Bem sentes que a atração é com afeição.
Desejo em jogos sensuais
Mas sensitivos de um sol que reflete dos olhos
Que fascinados, se fazem faiscantes:
Pelo corpo a corpo colado que fica ardente, e se faz amante.
Que se entrelaçam e assim voraz ir até o fim... e zás!

Nascentes de rios que deságuam em uma enxurrada de prazer.