OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

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.


UM ABRAÇO AFETUOSO DO TAMANHO DO MUNDO PARA TODOS!































16 de junho de 2013

SEJA MINHA FLOR MINHA LUA


Você é uma flor, uma lua.
No meu jardim feito  uma rosa um jasmim que colho e recolho.
Você  é flor que se cheira, que se queira, inteira.
Você é flor que se cultive, que se cative... E em mim vive.

Mas não pra por num cativeiro, mas estufa de amor verdadeiro.
A plantar e  florescer .  Do seu ser após ser meu então...
Depois me tira do chão, me leva de táxi pra estação lunar,
De quando estiver a beira-mar em qualquer lugar.

Seja minha lua, dizendo-me: sou tua!
Meio menina meio mulher, que esteja na minha colher!
Bela Flor e baita lua,
Vem, me faz enraizar em seu solo de seu colo...

Vai! E me faz levitar na gravidade zero 
ao que me diz: 
- Degusta-me, te quiero! 
E eu... también!








12 de junho de 2013

PASSEAR, NAMORAR - NOTURNO A BEIRA MAR, BEIRA AMAR



Seguir pra passear na orla, em rala e rola,
namorar sob a luz do luar.
Palco arenoso, sobre a areia fina e fria da noite
sair de mãos dadas a se enlevar.


E do corpo no entrelaço
Num forte abraço em encalço
E nos beijos ardentes, no mormaço temperado pela brisa marítima.
E assim se vai noturna praia, na raia de precisão de emoção.



O sol é apenas o querer, o sal o gosto da pele,
Ao que impele ser bastante bom ao ponto de dizer:
UAU! Isso tá parecendo luau a dois e nada além.
De uma musicalidade de vozes que se fazem bem.

Sereia e elfo, em espumante colocar de pés n’água.
E ao que ouvindo o barulho das ondas ao quebra-mar,
O beira mar, vira beira-amar em par.
E o horizonte se encaixa de um casal a se apaixonar.

E uma fotografia eterniza esse momento crepuscular.






SAUDADES NAMORADEIRAS - AS PRACINHAS PALCOS DOS IDÍLIOS - LEMBRANDO NO DIA DOS NAMORADOS



            É no silêncio e na pasmaceira,
            da solidão em sequidão, uma vida sem nexo,       
            que vejo que a falta maior não é de sexo,
            que é só seqüência e conseqüência que vem conexo.      

           É a saudade namoradeira, do namoro, de namorar,
não propriamente de uma específica namorada.
De a cada toque de telefone, a espera ansiosa da voz,
que maviosa clamava a falta de mais-e-mais se ver-e-ter.

De mãos dadas, era um entrelaçar da união repartida,
do abraço feito laço selado na soalheira afeição.
Os beijinhos carinhosos e os beijões calorosos,
eram as puras expressões dos bons-quereres-bem.

            Os carinhos buscando as delícias sensoriais,
            para as sensações de êxtase e aproximação.
            No pontual encontro marcado, o ritual de enlevo:
            o portão virava portal pra outra dimensão,
            ao quintal que era o universo galáctico de nós dois.
            Só dos dois, ao fundo o mundo que ficava em segundo plano.  

E a pracinha era palco simplório do idílio,
e testemunha do pactual, dos projetos de futuro a dois.
Na entrega de cartões e poemas, declarações explícitas,
que éramos importantes, parte integrante da vida conjunta,
de alguém especial e essencial para nossas felicidades...

Medíocres? Insignificantes? Bah!  Danava-se nos considerar!
            E assim no meneio sem rodeios de sensibilidade extrema,
            bastava um olhar pra tudo enluarar. Falar pra enternecer.

            Agora vejo tantos a busca da luxúria, do sexo sem amor...
            Ser do tempo que ficar era permanecer, faz a saudade namoradeira                      
           Como do cinema com companhia em Madureira,
           da praça que se fazia com graça... 


Em Realengo 


& Guilherme da Silveira,


  PRIMÓRDIOS DO PRIMEIRO AMOR: 

Éramos tão contentes... e não dávamos conta!!!






O AMOR QUE DÁ CERTO - E POEMAS E MÚSICAS QUE EXALTEM ISSO





Músicas com letras de fossa e poesias de amores dilacerados fazem sucesso desde tempos.

Mas fico matutando: não é bom cantar e ler o que foi sucesso?

Escrever e compor o que faz o bem?

Muitas histórias lendárias e fictícias de amor acabaram trágicas, como Romeu & Julieta, Abelardo & Heloísa, Tristão & Isolda, Orfeu & Eurídice, entre outras - e daí? Na vida real pode não vir a ser.

Lembro de um dia fui numa churrascaria com música ao vivo e o cantor falando de que sendo dia dos namorados, iria cantar músicas ditas românticas, em série. Ao que cantava músicas tristes de separação. Como assim cara pálida? Acorda!

Ali haviam casais juntinhos como pombinhos, até então dando certo estando bem aparentemente. Como se identificar com casais desfeitos das canções?

E que vale ficar evocando o soneto da fidelidade dando a alguém como que dizendo: tenhamos um infinito enquanto dure. Preferi sempre o soneto do amor total do mesmo Vinicius. Afinal fala de algo e alguém que é amante e amigo numa sempre diversa realidade.

Ou seja, o que traz felicidade. E que pode persistir. Então poemas e letras podem e devem sim celebrar o que está ou pode dar certo. Ainda que haja as incertezas da vida.

Amor não tem que vir a rimar com dor sempre necessariamente. Amor com amor se paga e nisso não se apaga, mas se apega. Que rega com homenagens do amor dando certo ou pode vir dar.


Ser feliz - em constante enamorar, contínuo namorar.

Sempre estar por perto e que esse amor deu certo! 

Que seja até o fim com o sim.








3 de junho de 2013

QUANDO SE FAZ PRAGMÁTICO - PRAGMATISMO DE RESULTADOS



Há quem seja sonhador,
mas há quem seja  pragmático...
Prepondera a prática ação,
 para centrado no sucesso,
ou consenso  prazer da satisfação.

Nada demais assim o ser, a não ser quando:
Em vez dê ter senso de oportunidade, seja oportunista,
Em vez de atento interessado, ser interesseiro.
da prática necessidade e seu esteio. 
 
A verdade é que o mundo nos prega peças,
nos requer poder de reação,
Nos obriga a buscar posição
Solução mais simples objetiva
a mais segura possível realista.

Mais quando procuramos segurança pra sobrevivência.
Não cabe ser o único último idealista.
Sonhar é legitimo, mas não fora do ritmo.
Fazer das experiências êxito.

Trazer das consciências o bem feito.
Fazer das conseqüências o bom efeito.
E os resultados que nos convém ao leito.

Que nossos sonhos não morram nos íntimos:
E quando tenham encharcados de reais idealismos
venham impregnados em pontuais pragmatismos...





2 de junho de 2013

ENTRE SER OBJETIVO E TER OBJETIVO DE VIDA



TER OBJETIVO...

SER OBJETIVO.

Um com reticências, outro com ponto final em si.

Pois ter objetivo é um fator - a ser existente.

Porém ser objetivo é um fato - já inerente.

Todas na vida temos que ter objetivos. Quem não os tem? Só não tem quem já morreu em vida. Alguns se prendem, se perdem no caminho a obter eles. Mas quem não tem algo ou alguém e vive querendo o melhor para si ou a quem quer dividir no que vem, ao construir, a conquistar? Ai encasqueta o sonhar querendo objetivando! Planejando certinho ou indo aos trancos e barrancos.

Mas nem todos na lida sabem ser objetivos. Esse tem determinação, e determina a ação, cria sua diretriz, traça seus planos como um cozinheiro frio consumindo de seu prato quente, um costureiro costurando seus tecidos criando a forma, o formato. Por mais complexo seja a mais. Muitas vezes depara-se com o difícil e a dificuldade, mas tem a mentalidade a traçar, não travar.

O mundo no fundo é dos objetivos. Algumas vezes até ávidos, rígidos, implacáveis, inflexíveis, enxergam onde se está e aonde querem encaminhar chegar. Em concursos, em cursos, em concepções concretizadas, em empreendimentos e entendimentos. Até no amor e amizade não espere nada mais de alguém que se ocupa e preocupa com razão e resultados e nisso são até meio calculistas realistas. Quem é objetivo não sucumbe fácil na direção, redireciona se preciso.

Mas quem tem objetivos sem ser objetivo, pode buscar fazer do seu jeito, tirar do fundo de si um objetivo com objetividade, ainda que não seja de sua essência. Porque quem quer chegar a reta de chegada em concretização, não pode se estagnar achando que tudo se encaixa só por si só. Como diz a canção: “Vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Que pode parecer idealismo, mas está mais pro realismo.

Na linha de ação – consumação - ter realização.

Na rinha da reação – mentalização - ser redenção...

TER OBJETIVOS É PRECISO.

SER OBJETIVO É PRECISÃO.


“Tenha objetivos: seja objeto de sua transformação. Quem objetiva, sente e faz  enreda mais viva a vida em sua formação.” ( Sergio Matos de Souza )





UM VÍDEO FALANDO DOS OBJETIVOS NA
VIDA COTIDIANA

30 de maio de 2013

SOBRE A CLASSE MÉDIA - PESSOAS COMUNS REMANDO CONTRA A MARÉ



Recentemente o Banco Mundial diz aumentará a percentagem da população que expandirá rumo a classe média, fazendo parte dela. Sempre achei que essa devia ser a tendência e perspectiva das pessoas. Apesar das dificuldades de fazer parte dela, é mais condizente e conseqüente.

Em novelas sempre foi comum a diáspora milionários - ricos X pobres - depauperados. Como não houvesse a saída ao meio. A ambição seria ser rico e geralmente por meio de falcatruas, maldades ou golpes de baú chegavam como arrivistas alpinistas sociais.

Sempre vi pelo subúrbio moças querendo o normal: alguém que como ela estude a um nível maior, tenha bons empregos de prestigio, ambos se unindo para ser classe média, de preferência saindo da baixa, mas indo pra média média e não alta, coisa mais pra elite, sortudos e pra poucos.

Quanto mais alto querer ir pior pode ser a queda. Melhor ficar ali medianamente, se equilibrando. A grande dificuldade foi que os maiores ônus tributários, de custos, de vida, são da classe média. Que com dificuldade de orçamento e responsabilidades vivem a duras penas.

Classe média, pelo bem familiar, não deixam de colocar filhos em escola particular pra evitar gastar, compram produtos de boa qualidade pros seus, pagam as contas em dia, muitas vezes se privam do prazer perdulário. Nem 8 ou 80: os que saem  desse equilíbrio em inadimplência sucumbem em dívidas e dúvidas.

Mas também podem de se manter em seu patamar sem entrar na depressão das grandes perdas caindo em desnível incompatível a sua rotina e cotidiano. Desde que me vi como gente, fomos classe média em casa e assim prefiro continuar, ainda que difícil de subsistir. 

Classe média quer ter carro, casa própria com conforto, bons produtos, viajar, ter lazer e passear dentro de seus limites. Isso ajuda e complica: complicado conseguir, difícil manter. No entanto como é dentro de um patamar e padrão  médio, não entra naquela fissura e estresse dos grandes.

Poucos da classe média entram na bandidagem recorrente dos mais pobres e nem da ganância e corrupção dos grandes que fazem estressantes e de grandes quedas que muitas vezes levam até ao suicídio ou muita depressão. Classe média se angustia apenas em se estabilizar.

Dois fenômenos cresceram demais no Brasil recente: os emergentes e a nova classe C. Os primeiros mais endinheirados, aqui no Rio se entrincheiraram no que acham paraíso bairristico: a Barra da Tijuca. E houve a ascensão moderada dos pobres a uma melhor condição financeira à dita classe “C”.

Classe média quer dar um bom futuro ao filho sem cobrar grandes passos o que ajuda na psicologia dos mesmos que não enfrentam tamanhos desafios já desde jovens. Mas os que se destacam passam de patamar e ser classe média alta é sua conseqüência natural.

Mas passar disso é o dilema: classe media convive próximo do poder econômico e social e pode sucumbir no excesso. E nada pior que o novo rico: perde a noção de onde veio e de  limites do patamar que está. Classe média alta pode dar falso poder que se faz perder.

Mas pior mesmo é classe media menor querendo ser maior que é. Ao que se e endivida no cartão de crédito, no cheque especial, nas prestações, nos negócios incondizentes a sua condição sócio-econômica. Ai é extrapolar aonde quer chegar e como vai ficar. Sem equilíbrio e parcimônia.

Mas se sustentar na classe média é um caminho e não um fim. Dizer sim ao possível ao plausível. Ter boas condições de vida sem se perder na lida e a linha. Saber ser classe média é ter o equilíbrio  ao que mais deve caber no mundo capitalista com bom senso e bem estar!

Há uma brincadeira recorrente: quem sofre mais com uma separação conjugal? Ricos têm muito a dividir, muito pobre nada... A classe média! Pois até têm, mas pouco e no remediado, comedido,  como abrir mão do pouco que possui na tal divisão parcial dos bens? 

Um filme italiano dizia em seu título: “A classe operária vai ao paraíso”. A média queria um filme da vida real que se não desse o nirvana da classe da pirâmide sócio-econômica que não fosse de purgatório, nervos à flor da pele na sobrevivência, dificuldades na vivência.

Classe média do mundo: uni-vos! Por essa notável causa de se manter bem...

Ela que como Rita Lee canta em canção, é pessoa comum filho de Deus, 

Não quer nem luxo nem lixo.

Vai nessa canoa furada remando contar a maré,

Mas no fundo não quer duvidar até perder a fé!



25 de maio de 2013

MADUREIRA 400 ANOS - UM POUCO DE LÁ EM MIM




Houve um tempo que Madureira teve sua importância como bairro para nós do subúrbio. E a mim em especial: foi lá que fiz o curso pré-vestibular Miguel Couto Bahiense e fiz curso de informática que na época era nos primórdios com a linguagem COBOL. Quem lembra?



Foi lá que os cinemas de rua Madureira 1, 2 e 3 eram ponto de encontro pra namorar e ver filmes. E suas escolas de samba, Portela e Império Serrano eram marcantes como grandes campeãs.  Já o time Madureira, só era um simpático clube tricolor.



Na Av. Edgard Romero, em especial com seu Mercadão de Madureira era ponto Cult de compras popular. E sempre era bom lanchar por lá, no Shopping Tem Tudo perto do viaduto o momento de entrenimento. A churrascaria dali foi das primeiras que fomos em família.





Havia um outro lado - era Meca de comércio para nós: na Estrada do Portela as compras na Lojas Americanas e outras ou num dos Shoppings existentes lá, em especial o maior, simplesmente batizado Madureira Shopping, um dos primeiros do Rio.

  

Chegar pelo Viaduto de carro ou descendo da estação de trem ou vindo de condução. Vários ônibus de minha Zona Oeste passam por lá em caminho. Mas nem sempre foi só ponto da passagem, mas de destino. Faz parte de um passado ido, mas que ficou em recordações em mim.


Não sei dizer se perderam força significativa em tudo isso, mesmo assim nos seus 400 anos, como não dar as congratulações  a essa parte do Zona Norte que é um pedaço de bairro bom? Madureirenses e transeuntes visitantes dele, ficam aqui a todos nosso parabéns.

P.S. A quem queira saber, o nome Madureira veio de sobrenome de família de proprietários arredantários rural de fazenda em tempos dos séculos XIX até chegar ao século XX que emprestou o nome pro local que se fez no entorno de estação de trem e começo de comércio na região e que aos poucos se transformou em bairro que atraiu moradores e comerciantes, boa parte de classe média.

DUAS MÚSICAS INTERESSANTES
COM MADUREIRA...








A ONDA PELA VIDA NA BARRA DA TIJUCA - E O INSTINTO SOBRE A VIVÊNCIA





Um dia uma onda atrás de outra  enormes, cerca de 3 a 4 metros caiam na cabeça, batiam no corpo e ao tentar sair, um fluxo de maré e do mar  puxava de volta. Já cansado, parecia que era o fim, ia se afogar tão perto da areia. Foi aí a perspicácia de se jogar ao fundo de mais uma onda em escaldo e como se diz: tomar um caldo. E em meio ao borbulho e areia sair por baixo da espumante no quebra-mar. O que acontecia ali era simplesmente o quê? A luta pelo instinto de sobrevivência  da existência. A verdade é essa, no momento do aperto, quando o acidente, a tragédia, a morte aponta, se debate em busca de nossa salvação e preservação.

O que mais a acrescentar era que era um época de desilusões e desalentos na vida cotidiana a conspirar contra e mesmo assim se correu atrás de continuar vivo. E a sede de outro instinto: de vivência. Sim, no fundo somos anti-suicidas por algo que buscar em viver a vida. O que ela tem a nos oferecer. Não é apenas o medo do fim ou da dor que nos debatemos contra ao se defrontar nesses momentos limites. Cada vida é uma dádiva concebida. Não é demérito ou descrédito que faça com que nos deixe levar fácil pela onda ao fundo do oceano de nós, um vitorioso e não perdedor.

A quem está se perguntando: mas quem é e quando foi isso. Esse aqui vos escreve, em plena Barra da Tijuca nos anos 80. A mãe, irmã e amiga sem saber onde estava e eu sendo deslocado para o lado onde estavam saíram da mira do olhar. Mas eu cascudo de enfrentar onda, em ímpeto e impetuoso que era,  mergulhava direto. Quebrando onda ao meio. Sem se cansar, coisa de jovem. Mas o que precisava era na onda da vida encontrar meu lugar. Mas na hora do pior não importa: queremos a areia, a praia firme. Ficar seguro, seguir, viver.


E assim foi naquela luta me debatendo pela vida.

Onda que se segue no fluxo das marés do destino!


E como diz a canção: 

“ A vida vem em ondas como um mar num indo e vindo infinito”


19 de maio de 2013

SEREMOS SEMPRE TÃO JOVENS - UMA RESENHA VENDO O FILME SOBRE RENATO RUSSO E SUA LEGIÃO URBANA



Fui ver o tão falado “Somos tão jovens” sobre o início da carreira de Renato Russo e sua Legião Urbana. Alguns senti que questionaram o porquê terminar o filme na hora H do sucesso após apresentação no Circo Voador na Lapa, mas gente, tanto o roteirista, diretor e produtor queriam falar apenas da origem, o ponto de partida em Brasília. Claro a gente fica curioso da parte mais madura, mais adulta, do pós-sucesso quando ele se encaminhou ao panteão da fama. Mas isso, creio, é outra história a ser contada ou nem precisa tanto assim: muito já se conhece. Confesso como tantos que só esboçava desse iniciozinho, os dilemas de um jovem apenas promissor.

Como ele, vivi os anos 80, como jovem em meio a Ditadura. Recém formado em Economia, também tinha essa verve poética dentro de certo isolamento com uma inquietude na introspecção e que buscava em parcas mas sólidas amizades contra a solidão cósmica e mais que tudo tédio. Também tinha minhas revoltas sociais dentro de um país que se fazia sórdido muitas vezes. E queria ser compositor e letrista e quem sabe até tocar e cantar. Mas não tinha desenvoltura nem o talento que ele descobriu em si. E eu era da praia da MPB – e era radical. Confesso quando a Blitz fez sucesso e veio uma leva de roqueiros pop brasileiros, fiquei chateado. Mais que nunca aquele meteórico sucesso da volta da MPB no final dos anos 70 para os anos 80, do resgate foi desbastado por certo desbunde de que som de jovem tem que ser rock.

Aí veio aquela coisa de mída: um grupo, um cantor por semana praticamente. Qualquer som de garagem chegava lá. Mas eis que como tudo na vida, teve a seleção natural das coisas: muitas se diluíram com o tempo, mas um quarteto se percebia que veio mais consistente: Paralamas do Sucesso ( que hoje vejo que Herbert foi o alicerce ), Titãs, o visceral Cazuza do Barão Vermelho e claro, ele, Renato Manfredini Junior, que após flerte com o punk e seu grupo Aborto Elétrico, veio com algo mais melódico ou pulsante com doses poéticas e virou Renato Russo com seu grupo definitivo Legião Urbana. Fazendo letras que falassem contra o desamparo e o desgosto que às vezes a vida perpassa.

Ele tinha certas angústias, solidões que me vi ali. E essa vontade de fazer algo que transpasse o vazio interior que na verdade é rico de vertentes em suas manifestações críticas e conceituais. E criativas. Não havia em mim o que foi nele, o ambíguo sexual que ele se fez sem saber como se portar nisso, me vi apenas hetero, nesta época até tive relacionamento de 3 anos e 10 meses que se desfez um noivado pelas mesmas coisas mesquinhazinhas gananciosas pequeno-burguês que tanto o compositor-poeta de letra desprezava. Nesse ponto não há convergência de conflitos do desejo ao sexo oposto ou comum em mim, mas no que tange a essa coisa existencial de querer preencher com algo que dê sentido e que possa transformar de alguma forma a mesmice, mazelas e miudezas do mundo.

A mim coube tentar escrever apenas apesar do músico latente em mim. E sentir bem que têm  gente como ele que transpôs isso com condições e capacidade. Mas vendo seu sucesso e depois suas dores que continuaram feridas, vejo que quem nasce assim tem essa marca interior: nada debela essa febre do incontido, do mal-resolvido. Somos partes e estamos a parte do mundo. Não estou me comparando num todo a ele. Cada um tem sua história. Tem seu cabedal cultural.

Sua forma de pensar, de agir. De reagir. Mas com certeza essa coisa inata de insatisfação e nele propulsor ao criar nos identificamos. A doença o venceu, tantos poetas foram vencidos por ela a invisível mão  da morte,  como os poetas do século XIX com a tuberculose. Nestes dias foi a AIDS e o câncer, o AVC e as mazelas do coração que postam gênios. Mas pior mesmo é a auto-destruição, ou pelas drogas, bebidas, fumo, falta de cuidado e a violência. Nesse ponto não fui nessa decadência. Como disse cada um é cada um e nem sucesso tenho reconheço.

Apenas digo: um dia fomos tão jovens e continuamos sendo – não aceitando, não acatando o que querem nos ditar como o certo e comum....


 ABAIXO O VERDADEIRO RENATO RUSSO
E SUA PERSONIFICAÇÃO ARTÍSTICA THIAGO MENDONÇA

E O THRILLER DO FILME...

E uma canção símbolo em que não
se deve haver tempo perdido...


P.S. DEDICO EM ESPECIAL ESTE TEXTO A DUAS PESSOAS
PRA LÁ DE ESPECIAIS:

Minha sobrinha Renata Manfredini, que pelo sobrenome já se pode distinguir
ser da família do músico como prima sei lá de que grau de parentesco- rs. 


E a minha inesquecível
Rosaine Fátima Fernandes de Souza, 
no face como Renata Fernandes,


 que era
fã nº 1, desde a época do começo anos 80, e que recente falecida, 
senti como que com ela tivesse visto ao lado no cinema, vale pela
intenção esteja onde estiveres,  my darling forever -
 quem sabe o esteja vendo em shows noutra dimensão...

 E em 23/05/2013:
30 dias sem vc. Definitivo. E como diz a canção do seu cantor predileto "(A)onde está vc que não dentro de mim" - e o plano éramos ficar bem. Sei que assim o quer pra mim onde esteja. A vida continua pra mim - mas olhando o horizonte não estamos mais na mesma direção - que pena, não deu...
 Senhor do céu cuida do meu bem-querer!