OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

CAROS AMIGOS VISITANTES, DEVIDO AO GRANDE NUMERO DE POSTAGENS DE TEXTOS QUE SE VAI FAZENDO, CASO QUEIRAM VISUALIZAR AS POSTAGENS MAIS ANTIGAS, DEVEM SE DIRECIONAR AO FINAL DESTA PÁGINA E CLICAR EM " POSTAGENS MAIS ANTIGAS". OU IR NO LADO DIREITO DO BLOG, VER ARQUIVO DE POSTAGENS MÊS A MÊS DO ANO E CLICAR NO TÍTULO POSTADO E ASSIM PODE-SE VER DIRETAMENTE - DESDE A PRIMEIRA POSTAGEM OU AS QUE EM SEQUENCIA FORAM POSTADAS - EX. OUTUBRO 2010, " AMORES OS MELHORES POSSIVEIS " ( A 1ª ) CLICA EM CIMA E VAI DIRETAMENTE A ELA. AGRADEÇO A QUEM QUEIRA SER "SEGUIDOR" DESTE BLOG E DE MIM E ADMIRAREI QUEM FIZER UM COMENTÁRIO QUE SERÁ SEMPRE DE BOM GRADO. GRATO A QUEM O FIZER, RAZÃO MAIOR DESSE ESPAÇO POÉTICO E REFLEXIVO.

OBS. AUTORAL: QUE NÃO SE ESQUEÇA QUE HÁ UMA LEI DE DIREITOS AUTORAIS. CASO QUEIRAM REPRODUZIR, GUARDAR E OFERTAR A ALGUÉM ALGO QUE ESCREVI, ESTEJAM A VONTADE, PORÉM PEÇO DAR O CRÉDITO DE AUTORIA A MIM. NADA MAIS JUSTO, EVITANDO PENDENGAS JUDICIAIS. NÃO ESTOU DESCONFIANDO GENERALIZADO DAS PESSOAS, MAS SABEMOS QUE HÁ QUEM UTILIZA ATÉ INDEVIDAMENTE O QUE NÃO É SEU, SEM DAR O DEVIDO CRÉDITO CONCORDAM?

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- Lei n° 9.610-98 sobre os Direitos Autorais
.


UM ABRAÇO AFETUOSO DO TAMANHO DO MUNDO PARA TODOS!































9 de abril de 2011

A PAZ INTERIOR QUE PERDI (DESASSOSSEGO DE ESPIRITO)

 Não é só a paz exterior do mundo que precisamos.
Mas também, porque não, a nossa, individal,
que nos traz
equilibrio de ser, de viver...


                  A PAZ INTERIOR QUE PERDI

         

 ( DESASSOSSEGO DE ESPÍRITO )


As manhãs de outrora,
eram luminosas e calorosas,
após noites de lua de mel,
de maçãs de amor, doce sabor.
Havia mansidão,
       no coração...

As malsãs horas de agora,
aram turvas e tortuosas,
atroz, vaga em rua de fel,
da romã em amargor, acre dissabor.
Há uma via em turbilhão,
                     de comoção!

PAZ! PERDI A PAZ!
Que eu  tinha tempo atrás!
PAZ! PROCURO A PAZ!
Que só a ternura me faz...

  E nada melhor que ter a paz como 
  nessa célebre canção de Gil, 
  cantada aqui magistralmente
  por Zizi Possi 

                                       
         
          AS MENSAGENS A SEGUIR,
          PARA LER MELHOR BASTA
          CLICAR EM CIMA...


SEMEADURA DA PAZ


Num momento em que há sombria chance da guerra na Libia, como pode vir ser contra Coréia do Norte, Irã, entre tantas outras, como de outrora, de agora e no amanhã. 

E uma violência gratuita cruel contra indefesos adolescentes numa escola pública em Realengo, em 07/04/2011 no Rio de Janeiro.

 - Só posso pedir, rogar, aqui fazer meu apelo pela...

Acrescentando neste dia 14 de novembro de 2015 após o atentado ontem em Paris pelo que parece ser o Estado Islâmico: Religião não é guerra ainda que dita santa!



SEMEADURA DA PAZ

Querem semear a guerra,
   vamos semear a paz!
Querem semear a violência
   vamos semear a luz...

Arsenais,
armas,
brasões,
reverenciam as forças
que geram guerras e violências tão cruéis.

Pomba branca,
bandeira branca,
ramo de oliveira,
referências de símbolos
que goram guerras e violências tão cruéis.

Mais certos estarão,
quando reverenciarão,
os verdadeiros heróis:
os pelo armistício,
pela definitiva paz!
Pela derradeira luz...

Querem semear a guerra,
   vamos semear a paz!
Querem semear a violência,
   vamos semear a luz...

Refletindo em vídeo sobre a paz...

Dê-se sempre uma nova chance a paz...


MOMENTOS DE AMOR, DE ARDOR






"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade em que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
(Fernando pessoa)



“ MOMENTOS DE AMOR, DE ARDOR ”

( eternizados )

Amar-me-ás,
 amar-te-ei,
- dirão os amantes –
na imensidão amorosa
na intensidade ardorosa,
que traz um envolvimento,
que vem num dado momento,
na interação e integração
 de corpos & almas,
         de desejos & afetos.
E de um forte impulso atrativo,
     que traz e faz uma sensação,
      que mexe na nossa emoção.

Mas que pode virar, no entanto,
                            tênue encanto:
visto que é frágil cristal
( de um momento cristalino )
que brilha intenso nestas escassas horas
e que é de grande estima e valia,
mas que pode se romper:
sem a concentração dos sentidos...
sem a privacidade  da comunhão...
com a interrupção do estímulo...
com a desconfiança na relação...
sem  o desejo total  de  atração...
com o desconforto da localização...

Importante que seja um momento que se eterniza...
Mas nada melhor que fossem eternos momentos...

(Ou  como um quadro, 
um retrato colorido, que rememora no futuro ) 

(Ou  como um seriado, um filme,
 quadrantes que os remetem rumo ao futuro ) 


4 de abril de 2011

O PODER DA TRANSFORMAÇÃO - RESISTIR, INSISTIR




O PODER DA TRANSFORMAÇÃO
Impotência diante a vida:
esse sentimento me assalta e assola.
Antes que as hienas de plantão riam ao vento,
não é a conotação da sexual disfunção erétil,
sim é a conexão vil da sensorial disjunção existencial
( ou filosófica caso queiram ).

Tantas fortalezas e barreiras foram criadas,
para defrontar e até debelar,
fraquezas e fracassos.
Mas elas trincaram,
trouxeram vulnerabilidade,
filetes de insegurança do porvir que refluem.

Espectros ocultos de inquietude campeiam,
vestígios esquecidos são trazidos à tona.
Mas não posso, jamais, ser títere,
de um destino dominador em desdita.
Mas como fazer as mudanças em minhas mãos,
sem ter o instrumental de poder da  transformação?

Eu que queria ser mensageiro da fé férrea.
E não me entrego - lembro outrora ter ouvido:
“ Sou junco que verga, mas não se dobra”;
serei assim por pior que sejam os ventos repugnantes...
O mundo está armado? Ainda o queria amado,
ainda que o pesar pese sobre meus ombros!

Cansei-me de terremotos, das falhas de placas tectônicas.
Queria um solo de firmeza de propósitos e proposituras.
Querer retomar as rédeas precisas do rumo e rota,
de como e  onde chegar, com couraça de coragem intacta.
Resistir, insistir, para não desistir:
E de ter a tal sentença que – PODER É QUERER!!!

Canção RESISTIREI - espanhola, que
se destacou ao mundo no filme "Ate-me",
de Pedro Almodovar, com Antonio Bandeiras,
em cuja letra diz " Ser como junco que verga,
mas não se dobra, mas se mantém de pé"
  
“Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para distinguir uma da outra –
- vivendo um dia de cada vez, desfrutando um momento de cada vez, aceitando as dificuldades como um caminho para alcançar a paz, considerando o mundo pecador como ele é, e não como gostaria que ele fosse, confiando em Deus para endireitar todas as coisas para que eu possa ser moderadamente feliz nesta vida e sumamente feliz contigo na eternidade.”
Oração da Serenidade foi escrita pelo teólogo protestante Reinhold Niebuhr que viveu de 1892 até 1971 e trabalhava no Union Theological Seminary, nos Estados Unidos da América.

3 de abril de 2011

DIA DAS COISAS IMPOSSÍVEIS

 Dia 01/04 foi dia da mentira. E se houvesse...

 DIA DAS COISAS IMPOSSÍVEIS


-         Todos políticos e governantes não são mais corruptos!
-         Os Governos baixarão os impostos e taxas!
-         Os preços só caem e nossos salários sobem!
-         O salário mínimo do Brasil é igual ao dos States
-         A violência passou a inexistir!

Como? Que noticias inacreditáveis!
Claro! Milagres assim não acontecem...
Se esses acontecimentos incríveis,
poderiam de fato ocorrer,
podem velhinhas de Taubaté e Cândidos de Voltaire, os otimistas,
comprarem guardas-chuva de aço:
que nesse dia vai chover canivete!
E fevereiro terá 30 dias!
O santo de devoção será São Nunca!
E esperem Papai Noel na janela,
boitatá na estrada da mata escura!
Dirão que é difícil, mas não impossível de vir a ser...
Tratando-se de terra não mais de oportunidades, mas de oportunistas...
É mais crível o pote de ouro dos duendes após o arco-íris!

TUDO QUE SE QUER A DOIS


Pergunta-se muito o que se tem de esperar encontrar em um relacionamento... Quem sabe a resposta cabe muito na letra da canção acima, porque É...


Olha nos meus olhos!
Esquece o que passou.
Aqui neste momento,
Silêncio e sentimento.


Fazer tudo que se passou jogado para os recônditos do ( mal ) passado, fazer de cada momento mágico e maravilhoso, no silêncio de um olhar um ao outro o sentimento que salta aos olhos...
Sou o teu poeta;
Eu sou o teu cantor;
Teu rei e teu escravo;
Teu rio e tua estrada.
Para quem gosta de fazer versos, como não querer fazer da amada musa, ninfa, a inspiração para escrever os poemas dos temas dos dois em exaltação. A cada canção que fazer valer aos dois, ofertar, cantarolar. Ser soberano e súdito, mas rei apenas no sentido de se coroar não como principe encantado que ninguém é, mas o encontrado, no reino do querer e escravo dessa vontade sem fim. Um rio que irriga as terras áridas da vida seca e a estrada que leva a um destino unificado.
Vem comigo meu amado amigo
Nessa noite clara de verão!
Seja sempre o meu melhor presente.
Seja tudo sempre como é.
É tudo que se quer.
Saber que seremos amados até como amigos, porque o companheirismo está na base de tudo e a nossa presença, atenção é o melhor presente que houver, do jeito que somos, sempre sabendo que não será um castelo de areia frágil que qualquer onda carregará.
Leve como o vento,
Quente como o sol
Em paz na claridade,
Sem medo e sem saudade.
Traz a leveza das asas imperceptíveis  a nos levar, nos aquece do frio do descampado do desamor dos tempos mercuriais, traz a paz que nos refaz e tira os temores e nossos ais e da sensação de falta.
Livre como o sonho,
Alegre como a luz;
Desejo e fantasia
Em plena harmônia.
Em liberdade, saber que o outro se prende apenas no sonho acordado e viver como parecesse um sonho. Traz a alegria incontida num sorriso matinal, o desejo está alem do corpóreo, como que etereo além do telúrico, mas que na física dos corpos eleva-se no deleite sem limites.
Eu sou teu homem,
Sou teu pai, teu filho,
Sou aquele que te tem amor.
Sou teu par, o teu melhor amigo.
Vou contigo, seja aonde for
E onde estiver estou.
Entrar no imaginário masculino do alvo feminino, de querer como homem, nada mais bacana ser alvo do desejo com fundo amoroso de uma mulher,  mas por que não como um pai que ampara e um filho que precisa de cuidados? Saber que se tem amor sempre ajuda, e ser par em parceria de vida compartilhada, esteja onde estiver, até na linha do pensamento fica - um tal " Não esqueça que aqui tem alguém que nunca te esquece". Nunca mesmo.
Vem comigo meu amado amigo;
Sou teu barco neste mar de amor.
Sou a vela que te leva longe.
Da tristeza, eu sei, eu vou!
Onde estiver estou
E onde estiver estou.
Ambos quererem ser amantes amigos no convivio da cumplicidade, da compreensão e da confiança. Não deixar mais que a tristeza se instale, porque conta-se um com o outro - sempre que puder por que quer porque quer.


É TUDO QUE SE QUER A DOIS!!! MESMO!!!
N.R. Mas a letra acima é versão e não tradução da original e para quem sabe ou para quem não sabe, embaixo vai em vídeo da forma como foi na versão de " O fantasma da ópera" ( " The Phanton of Opera" )- titulo musical " All I Ask of you" - para o cinema,  de peça teatral da Brodway em New York. Prefiro pessoalmente a  letra nacional, mas que ficou bela na original, ah! isso ficou...

27 de março de 2011

APAGANDO AS IDÉIAS RUINS E APAGANDO VESTIGIOS DE UM AMOR PERDIDO

APAGANDO AS IDÉIAS RUINS


A CAMPANHA APAGANDO AS LUZES POR UM MUNDO MELHOR, SÓ enfatiza o meio-ambiente, não as conciências, quando se tinha também é que acender as luzes nos lados obscuros das pessoas... Apagam-se as luzes, mas quem as apagou continuam fazendo tudo igual depois... Como na campanha contra os cigarros - "CIGARRO - APAGUE ESSA IDÉIA" apaguem-se assim também " IDÉIAS RUINS - APAGUE ESSA IDÉIA...."

Contra as pessoas, contra o mundo...

Como os preconceitos, a discriminação, o egocentrismo, a inveja, entre outras mazelas que partem de iniciativas nossas procurar extirpar de nossa vidas....

E para quem sofre por alguém que não lhe considera apague ela de sua cabeça, de seus sentimentos... E nesse ponto que escrevi que temos que...



APAGANDO VESTIGIOS DE UM AMOR PERDIDO



Apagar vestígios de quem ficamos amando sozinhos ao se perder, não é necessariamente rasgar ou deletar fotos e mensagens. 

É tirar dos seus pensamentos constantes, do seu sentimento continuo. É tirar a vivacidade da lembrança dos bons momentos para uma pálido rememorar mais distante.

É tirar o que acha de bom que usufruia ou se encanntava com ela.É se acostumar a ouvir o telefone ou ver e-mail e não esperar mais quem estava lá sempre, pegar o carro e não parecer que vai na mesma direção que parecia automática.

É olhar o fim de semana como dias pra estar com qualquer pessoa menos aquela que era tão cara e valiosa. È querer beijar uma nova pessoa que entra em sua vida e não fazer como Quintana diz, que é pra esquecer a anterior e acaba pensando mais ainda, sem mais comparar e ou sentir que bom seria com aquela boca tão querida.

Aliás apagar vestígios não é esquecer pq grandes amores não se esquecem, apenas ficam a margem, diluidos até dissipar tanta falta.

É por acaso ver a pessoa de alguma forma e não sentir a sensação que queria ir na direção dela e e falar de amor e dar abraços e beijos que eram tão intensos. De não ficar falando dela. De ouvir a “nossa canção” e achar que ela não tem mais nada haver que faça ressentir.

Apagar vestígios é apagar também vontades, do corpo, da alma, da voz, de jeito, de se ver, sem falta de tudo que era tão importante, se nós não somos mais de grande significado na vida de quem se foi de nossa vida e vive tão bem sem nós. 

Pode parecer fácil para alguns, basta querer, e no fundo é isso, só que complicado de imediato, é com tempo e pré-disposição até dizer basta, cansei. Ter a convicção que não valeria mais a pena voltar e tentar e procurar argumentar, como estivsse suplicando o que já não será mais como antes e como diz Saint’ Exupery – “ O argumento do amor é amar.

E assim seja, o processo de apagar vestígios tem que começar imediato, não deixando pra depois porque a vida nos espera para não termos vestigios, mas os prodigios da vida que se vive agora e adiante...

AINDA QUE TENHA QUE APAGAR TIRANDO.,SAINDO AOS POUCOS...




26 de março de 2011

APAGANDO AS LUZES POR UM MUNDO MELHOR

Mais de 1 bilhão de pessoas no mundo todo devem apagar as suas luzes, por sessenta minutos,  no sábado 26 de Março de 2011, na maior mobilização mundial contra o aquecimento global.
( TEXTO COLHIDO NA INTERENT )
O que é

A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.

Em 2011, a Hora do Planeta será realizada no sábado, dia 26 de março, das 20h30 às 21h30.
O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre a questão ambiental e os desafios impostos pelo aquecimento global.

Em 2011, o WWF-Brasil tem incentivado – além do gesto simbólico de apagar as luzes – que as cidades participantes do movimento se comprometam com a conservação da natureza e desenvolvam projetos que visem sua sustentabilidade ambiental.  Ações de promoção do uso de meios de transporte menos poluentes e da coleta de lixo seletiva, são alguns exemplos do que pode ser feito.

Exemplos de outras cidades do mundo que já anunciaram ações em favor da sustentabilidade e de uma economia de baixo carbono: Em Sydney, na Austrália, as ações incluem a substituição de todas as atuais lâmpadas de iluminação de ruas e parques por lâmpadas LED. Em Shenyang, na China, 38.000 hectares serão reflorestados.

Organização

Concebida no âmbito da Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, a Hora do Planeta é promovida no Brasil pelo WWF-Brasil, organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e de promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.
Pelo terceiro ano consecutivo, o WWF-Brasil promove a Hora do Planeta no País. Por meio do site www.horadoplaneta.org.br cidadãos, empresas e organizações brasileiras podem fazer seu cadastro e obter mais informações sobre o movimento e registrar como vai participar.

Histórico

Em 2007, ao ser realizada pela primeira vez, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália.
Já em 2008 o movimento reuniu 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais.

Em 2009, o WWF-Brasil realizou pela primeira vez a Hora do Planeta no País. A primeira edição brasileira da Hora do Planeta superou todas expectativas de adesão e visibilidade previstas anteriormente pelo WWF-Brasil: 113 cidades, sendo 13 capitais, 1.167 empresas, 527 organizações, 58 veículos de comunicação e milhares de pessoas registraram a sua participação no site oficial do movimento.  Monumentos brasileiros como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Catedral de Brasília, a Ponte Estaiada e o Teatro Amazonas, entre muitos outros, permaneceram no escuro por uma hora, graças a articulação do WWF-Brasil com os governos locais.

Em 2010, a Hora do Planeta reuniu mais de um bilhão de pessoas em 4200 cidades, em 125 países. Todos os países do G20, assim como outras 105 nações,  apagaram as suas luzes na Hora do Planeta. Monumentos como Cristo Redentor, Torre Eiffel, London Eye, Fontana de Trevi e Empire State foram alguns dos 1383 ícones que ficaram no escuro por 60 minutos.

Sobre o WWF-Brasil

O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Sobre a Hora do Planeta

A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF sobre mudanças climáticas.  No sábado, dia 26 de março de 2011, às 20h30, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global. Na primeira edição, realizada em 2007 na Austrália, 2 milhões de pessoas desligaram suas luzes. Em 2008, mais de 50 milhões de pessoas de todas as partes do mundo aderiram à ação. Em 2009, quando o WWF-Brasil realizou pela primeira vez a Hora do Planeta no Brasil, quase 1 bilhão de pessoas em todo o mundo apagaram suas luzes. Em 2010, o movimento atingiu 4.200 cidades em 125 países.








20 de março de 2011

O SIDARTA QUE HÁ EM MIM - LENDO O LIVRO DE HERMANN HESSE




O SIDARTA QUE HÁ EM MIM

- LENDO O LIVRO SIDARTA DE HERMANN HESSE

Não serei jamais um Gautama, andarilho, esotérico,
que em luz de êxtase e de transe transcendental,
vai até um nirvana, os nervos relaxados, os neurônios em espiral.

Mas ainda assim nas linhas de Sidarta, de Hesse,
me identifiquei em minhas interpretações (i)lógicas,
interações leitor-leitura em correlações de tentações e provações.
 
Quantas vezes um frenético desejo incontido,
foi em busca do carnal como a da cortesã Kamala, 
                                  prazer como no kama-sutra.
Mas se o corpo clama, o que a alma não chama,
dispersa a paixão, por mais bela seja a dama,
                             por mais boa  seja a cama.
  
E na busca da riqueza material,
dos Kamasvami comerciais,
trazendo a voragem de palácios e ouros,
a possível pobreza de espírito,
espinho que espezinha, sangra
e despeja o vil de muitos de nós.
  
É na busca da riqueza espiritual,
que o Sidarta se aparta!
Quisera ter o despojamento que deixasse
- também - a hierarquia bramanista, os palácios,
pela placidez de um rio,
abrir mão de tudo e de todos...
  
É nas desilusões e desgosto,
o desejo -  intento -  incontido,
de viver ao largo do mundo mundano,
na rotina das balsas de ir e vir e voltar e volver,
do rio em suas margens, e da vida suas mínguas,
um entregar de se libertar total...
 
E o domínio ou rejeição do desejo,
que traz carência e intolerância,
sair em meditação transcendental,
de procurar o atman, rejeitar maya,
rebuscar o ascético, reencontrar sincera amizade,
ao rever um amigo como Govinda.
  
E ir, seguir, meditando, jejuando,
sublimando aos sofrimentos e tormentos,
na transparência do Alaska ( o éter ).
Na simplicidade de balseiro,
a complexidade do não-eu,
em direção a luz...
 
Mas eis que aqui está o verdadeiro-eu:
ao fechar o livro,
na ânsia do corpóreo, da cupidez, do cosmopolita.
Serei Sidarta ,
        só ao revelar e relevar
       com o bem o mal que há além de mim?

 Foi ao ler o livro de Hermann Hesse, autor conceituado alemão, cuja capa está acima, igualzinha que eu li, que escrevi esse não sei se confuso verso, não sei se bem entendido me faço nele e do livro ser, de qualquer forma assim (d)escrevi, não por ter virado budista não, mas esse livro teve entrelinhas do qual me identifiquei e convido a todos que o façam, mas se libertem das pequenezas desse mundo, é um livro  que do confronto do mundano terrestre com o sublime de luz interior libertadora, que esse livro ímpar nos traz, nos faz. Um lufar de sabedoria oriental... Na visão de um escritor ocidental...








Sidarta (romance)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Siddharta é um romance escrito por Hermann Hesse, um dos maiores escritores alemães. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1946. A sua primeira publicação foi em 1922 e conta passagem da sua vida e pensamento durante a sua estadia na Índia em 1910, inspirado na tradição contada de Siddhartha Gautama, o Buda. O livro trata basicamente a busca pela plenitude espiritual, e o alcance de estados em que a mente humana se encontra absolutamente completa e plena. Em 1972, o grupo inglês de rock progressivo Yes inspirou-se no livro para escrever as letras da música Close to the Edge.

Índice

Resumo do Livro
Capítulo 1- O Filho do brâmane
Sidarta é um jovem promissor que vive num povoado brâmane. Talentoso, esbelto, ávido pelo saber, Sidarta era adorado por todos. Estava avançado nos ensinamentos brâmanes e todos viam nele um futuro brilhante. Pressentia-se nele um sábio, um sacerdote, um príncipe entre os brâmanes. E quem mais o adorava era seu amigo Govinda. Mas para si mesmo, Sidarta não tinha alegria. Para si mesmo não era fonte de prazer. Abrigava em suas entranhas o descontentamento. Sentia que o amor que recebia de todos nem sempre teria força para alegrá-lo. Também sentia que já tinha absorvido os principais ensinamentos brâmanes, mas não eram suficientes. Questionava a validade dos rituais: “As abluções, por proveitosas que fossem, eram apenas água; não tiravam dele o pecado; não curavam a sede do espírito; não aliviavam a angústia do coração. Excelentes eram os sacrifícios e as invocações dos deuses- mas que lhe adiantava tudo isso? Propiciavam os sacrifícios a felicidade? E quanto aos deuses: foi realmente Prajapati quem criou o mundo? E não o Átman? Ele, o único, o indivisível?”...”Quem merecia imolações e reverência, senão Ele, o único, o Átman? E onde se podia encontrar o Átman, onde morava ele... a não ser no próprio eu, naquele âmago indestrutível que cada um trazia em si?” Insatisfeito com isso, resolveu unir-se a um grupo de samanas (sábios mendigos nômades) que passavam pela cidade, para encontrar sua felicidade e o seu caminho. Depois de receber a permissão de seu pai (que tristemente a concedeu), partiu para os samanas junto com Govinda.
Capítulo 2- Com os samanas
Com os samanas, Sidarta aprendeu a jejuar. “A carne sumia-lhe das pernas e da face”. Passando pelas cidades, olhava a vida nela com desprezo. “... nada disso era digno de ser olhado. Tudo era mentira, tudo fedor; tudo recendia a falsidade, tudo criava a ilusão de significado, felicidade, beleza e, todavia, não passava de putrefação oculta. Amargo era o sabor do mundo. A vida era um tormento”. O objetivo de Sidarta era tornar-se vazio, vazio de sede, vazio de desejos, vazio de alegria e de pesar. “Exterminar-se, distanciando-se de si mesmo; cessar de ser um eu”.
Esse era o objetivo e a filosofia de vida dos samanas. Assim, meditavam, jejuavam, transferiam sua alma para garças e viviam a vida das garças, transferiam sua alma para chacais mortos e vivenciavam a auto-decomposição. Encarnavam pedras, troncos, folhas e árvores.
Os dois passam três anos na companhia dos Samanas. Sidarta notou que o modo de vida samana é uma forma de fugir da vida e do eu, e resolve parar de segui-los, fator catalisado pelo surgimento de Buda, que estava arrebanhando vários discípulos e que havia alcançado a Iluminação. Há um diálogo interessante entre Sidarta e Govinda em que Sidarta diz: “O que é a meditação? O que é o abandono do corpo? Que significa jejum? E a suspensão do fôlego? São modos de fugirmos de nós mesmos. São momentos durante os quais o homem escapa à tortura de seu eu. Fazem-nos esquecer, passageiramente, o sofrimento e a insensatez da vida”. Sidarta também nota que nenhuma doutrina é capaz de fazer a pessoa atingir a iluminação, apenas a vivência tem essa capacidade. E os dois vão ao encontro de Buda.
Capítulo 3- Gotama
Nesse capítulo os dois amigos encontram Buda e ouvem sua doutrina. Govinda resolve unir-se aos discípulos de Buda, enquanto, Sidarta confirma sua teoria de que nenhuma doutrina, somente a vivência, pode levar e iluminação.
Ouvindo Buda, Sidarta não manifestou muito interesse em sua doutrina, mas observou atentamente sua silhueta, seus gestos, sua voz, os ombros, os pés. “Parecia-lhe que as falanges de cada dedo eram doutrina, falavam, respiravam, exalavam aroma, derramavam o brilho da verdade”.
Em um diálogo entre Buda e Siddharta, Siddharta manifestou seu apreço pela doutrina, e disse que não seria seu discípulo, pois a iluminação não pode ser ensinada por doutrinas, só por vivência, e que Buda não contara como foi sua experiência na hora da iluminação, porque isso era impossível de ser descrito. Portanto, seguiria o seu próprio caminho sem nenhuma doutrina e nenhum mestre, até alcançar seu destino ou morrer. Buda disse que o desígnio de sua doutrina é a redenção do sofrimento, nada mais. Nesse diálogo, há um trecho muito interessante em que Sidarta diz: “... Nós, os samanas, procuramos a redenção do eu, ó Augusto. Ora, seu eu fosse um dos teus discípulos, ó Venerável, poderia acontecer-me... Assim receio... que meu eu só aparentemente, falazmente, obtivesse sossego e redenção, mas na realidade continuasse a viver e a crescer, uma vez que eu teria então a tua doutrina, teria o fato de ser teu adepto, teria meu amor a ti, teria a comunidade dos monges e faria de tudo isso meu eu”. Govinda viu nas palavras de Buda um ideal de vida. Já Siddharta viu em Buda um modelo, um exemplo a ser seguido.
Capítulo 4- Despertar
Despertar é um capítulo curto e denso, no qual Siddharta reavalia toda sua vida passada e a abandona, sentindo-se incomparavelmente só, pois não pertenceria a mais nenhum grupo, seria apenas Sidarta. Antes fora brâname, samana... agora, apenas ele mesmo “... lhe parecia que o verdadeiro pensar consistia no reconhecimento das causas e que, desse modo, o sentir se convertia em saber, o qual, em vez de dissipar-se, criaria forma concreta e irradiaria seu teor”.
“Mas que desejaste aprender dos teus mestres e extrair dos seus preceitos? Que será aquilo que eles, que tanto te ensinaram, não conseguiram propiciar-te?”... “Era meu desejo conhecer o sentido e a essência do eu, para desprender-me dele e superá-lo. Apenas logrei iludi-lo. Consegui, sim, fugir dele e furtar-me às suas vistas. Realmente, nada neste mundo preocupou-me tanto quanto esse eu, esse mistério de estar vivo, de ser um indivíduo, de achar-me separado e isolado de todos os demais, de ser Sidarta! E de coisa alguma sei menos do que sei quanto a mim, Siddharta!”
“O fato de eu não saber nada a meu próprio respeito, o fato de Sidarta ter permanecido para mim um ser estranho, desconhecido, tem sua explicação numa única causa: tive medo de mim; fugi de mim mesmo! Procurei o Átman, procurei o Brama, sempre disposto a fraturar e a pelar o meu eu, a fim de encontrar no seu âmago ignoto o núcleo de todas as cascas. Mas, enquanto fazia isso, perdi-me a mim mesmo”.
“Olhou para o mundo a seu redor, como se o enxergasse pela primeira vez. Belo era o mundo! Era variado, era surpreendente e enigmático! Lá, o azul; acolá, o amarelo! O céu a flutuar e o rio a correr, o mato a eriçar-se e a serra também! Tudo lindo, tudo misterioso e mágico! E no centro disso tudo se achava Siddharta, a caminho de si próprio...” “Não havia mais aquela multiplicidade absurda, casual, do mundo dos fenômenos, desprezada pelos profundos pensadores brânames, que rejeitam a multiplicidade e esforçam-se por achar a unidade...” “... O sentido e a essência das coisas não se achavam em algum lugar atrás das coisas, senão no seu interior”.
“... “andei deveras surdo e insensível”...”Quem puser a decifrar um manuscrito, cujo significado lhe interessar, tampouco menosprezará os sinais e as letras, qualificando-os de ilusão... senão os lerá, estudá-los-á, amá-los-á, letra por letra. Eu, porém, que almejava ler o livro do mundo e o livro da minha própria existência, despreze os sinais e as letras, em prol de um significado que lhes atribuía de antemão. Chamei de ilusão o mundo dos fenômenos. Considerei meus olhos e minha língua apenas aparentes, casuais, desprovidas de valor. Ora, isso passou. Despertei. Despertei de fato. Nasci somente hoje.” ”
Capítulo 5- Kamala
Nesse capítulo, Siddharta observa mais atentamente o mundo ao seu redor. Observava-o ingenuamente, sem procurar nele o essencial. Refletia enquanto isso, pensando que não era importante somente pensar... e sim também sentir. Pensou que, doravante, que obedeceria unicamente sua voz íntima. Atraído pela beleza da cortesã Kamala, entra numa cidade e pede que ela lhe ensine a arte dos prazeres. Como era preciso ter riquezas para poder usufruir dos “lábios de figo recém-cortado” de Kamala, Sidarta, que sabia ler e escrever, tenta arranjar um emprego com o comerciante mais rico da cidade.
Capítulo 6- Entre os homens tolos
Siddharta emprega-se com o comerciante, consegue dinheiro e tem aulas de beijos e outras coisas com Kamala. Come somente o necessário, não toma vinho. Vê a vida dos “homens tolos” como engraçada, zomba da vida deles. Acha engraçado quando o comerciante fica irritado quando perde dinheiro. Fazia amizades e viajava. Torna-se sócio do comerciante. Contudo, às vezes sente que tudo que fazia não passava de uma brincadeira, que a verdadeira vida estava longe disso.
Capítulo 7- Sansara
Siddharta enriquecera. Lentamente, começou a adquirir asco e rancor pela vida. Comia mais que o necessário, tomava vinho. Adquiriu o hábito de jogar jogos valendo dinheiro. Como gostava de apostar quantias bastante altas, para provar que nada daquilo lhe importava, tornou-se mais severo com seus devedores para poder apostar mais vezes. Irritava-se quando perdia dinheiro. Notou que faltava alguma coisa a ele em relação aos demais, nunca poderia apegar-se às pessoas e as coisas como os demais, era incapaz de amar.
Recém estava na casa dos quarenta, mas já notava alguns fios de cabelo branco. Também não ouvia mais sua voz interior.
Uma noite bebera bastante. Tentava dormir, mas não conseguia. “Por longas horas procurava em vão conciliar o sono, com o coração a transbordar de mágoas que lhe pareciam insuportáveis, de náuseas que o transiam como o gosto fastidioso, repugnante, do vinho...” “...mas, muito mais do que todo o resto, causavam-lhe asco a sua própria pessoa, os cabelos perfumados, o bafo de vinho que sua boca exalava, a flacidez e o mal-estar de sua pele.”
“Siddharta, nessa noite de insônia, desejava lançar para fora de si, num imenso jato de enjôo, aqueles prazeres, aqueles hábitos, aquela vida absurda e livrar-se de si mesmo...” “...foi nesse instante que teve um sonho. Numa gaiola de ouro, Kamala guardava um passarinho canoro, muito raro. O pássaro, que normalmente cantava nas primeiras horas do dia, parecia mudo. Como esse fato lhe chamasse atenção, ele aproximou-se da gaiola e viu que o passarinho jazia no chão, morto, enrijecido. Retirou-o e atirou-o na calçada da rua. Mas logo assustou-se terrivelmente. O coração doía-lhe como se ele houvesse jogado fora não só o cadáver da ave, como também tudo quanto fosse bom e tivesse valor.” Despertou bruscamente, sentindo profunda tristeza. “Atormentava-o a impressão de ter levado uma existência vil, miserável, insensata”. Sentou-se embaixo de sua mangueira no seu jardim e começou a pensar e a reavaliar sua existência. Passou todo dia refletindo, até que pensou: “ “...Aqui estou, ao pé da minha mangueira, no meu jardim”... E esboçou um leve sorriso, ao ponderar se tudo isso era necessário , importante e certo, e não apenas um brinquedo tolo, possuir uma mangueira e um jardim?” Resolutamente, resolveu dar fim a esse estado das coisas, saindo da cidade e nunca mais voltando.
Capítulo 8- A Beira do Rio
Nesse capítulo Siddharta vagueia pela floresta, triste e desiludido consigo mesmo. Sentia nojo de si próprio. Subiu no tronco de uma árvore e planejou suicidar-se, se jogando num rio. Porém, quando viu o rio, proferiu a palavra Om, e dormiu. Depois de um longo sono, acordou proferindo Om novamente. Era como tivesse rejuvenescido, renascido. Era como se sua vida passada fosse uma outra reencarnação. Encontrou Govinda vigiando o seu sono, observando-o, notou que o amava, e que “... a grave doença de que sofrerá até poucas horas antes manifestara-se precisamente na incapacidade de amar nada e ninguém.”
“ Que bom- assim pensou- provar tudo quanto se necessita conhecer! Em criança, já aprendi que a riqueza e os prazeres mundanos não nos trazem nenhum proveito. Há muito tempo sabia disso, mas somente agora cheguei a assimilar essa sabedoria. Hoje me compenetrei dela. Possuo-a não só na memória, senão nos olhos, no coração, no estômago. É uma benção ter essa certeza” “Ouviste o canto do pássaro no fundo do teu coração e obedeceste a ele!” “Sempre se pavoneara com altivez; sempre quisera ser o mais inteligente, o mais zeloso... nesse sacerdócio, nessa altivez, nessa erudição infiltrava-se o seu eu; ali se arraigara, crescera, enquanto ele, Siddharta, cria tê-lo aniquilado por meio de jejuns e mortificações”
Cap 9 – O Barqueiro
Neste capítulo, Sidarta reencontra o barqueiro que tinha feito a travessia do rio com ele no começo de sua jornada, após Sidarta ter se desgarrado de Govinda e da doutrina de Gotama. Sidarta passa a morar junto de Vasudeva e torna-se discípulo do rio, tal qual o barqueiro viúvo. Passados alguns anos, Kamala ressurge devido à peregrinação que faz em memória do Buda, quando é picada por uma serpente e vem a falecer, mas não antes de apresentar o filho de Sidarta ao pai.
Cap 10 – O Filho
Sidarta passa a viver com seu filho na casa de Vasudeva. Sidarta tenta se aproximar de seu filho, mas não obtém sucesso. Sidarta (filho) foge para a cidade e Sidarta (pai) vai em sua procura, mesmo Vasudeva o aconselhando a não fazer isso. Após muito meditar, Sidarta aceita o conselho de Vasudeva e desiste da busca por seu filho.
Cap 11 – Om
Sidarta continua a pensar no seu filho, principalmente quando faz a travessia de balsa conduzindo pais e seus filhos, já que Vasudeva já não tem idade e nem força para fazê-lo.Tomando consciência de que ele próprio tinha abandonado o pai, Sidarta acaba se conformando com a partida do filho. Ao perceber que Sidarta havia assimilado o conhecimento que o rio queria passar, Vasudeva parte em uma jornada pela selva.
Cap 12 – Govinda
No capítulo final Govinda recebe uma noticia sobre um balseiro que é considerado sábio e vai conhecê-lo pessoalmente. Após algum tempo de conversa com balseiro Govinda percebe que é seu velho amigo Sidarta e que ele havia encontrado o que ele tanto procurava, pois mostrava em seu rosto serenidade e paz.