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UM ABRAÇO AFETUOSO DO TAMANHO DO MUNDO PARA TODOS!































12 de julho de 2013

AMOR MAL RESOLVIDO, ORGULHO FERIDO


Sétimo instante de crise de casal:
Acirramento dos ânimos, ao ponto que
de mágoa e ressentimento, bate fundo no orgulho ferido,
de um ou outro ou de dois. União em decomposição.

AMOR MAL RESOLVIDO, 

ORGULHO FERIDO


Quando temos o orgulho ferido,
por um amor mal-resolvido,
parece uma praga que não se aplaca
e recrudesce no ressentimento!

E dói e dói demais
e corrói assaz,
parece uma chaga que não se apaga
e recrudesce no ressentimento!

É quando precisamos de um ombro amigo,
para não perdemos o juízo:
e até atentarmos a nós mesmos,
a outros ou a quem nos fez tão mal...

Tem que fazer das tripas coração.
Renascer de uma Fênix das cinzas.
Virar a página da história,
abaixar a poeira do que passou.

E se cantássemos “Travessia”:
se identificar que vamos querer amar de novo,
e se não der não vamos sofrer
trazer aos nossos braços o nosso viver...







11 de julho de 2013

AMORESSENTIDO - MAGOADO



Sexto instante de crise de casal:
as mágoas vão criando ressentimentos...

AMORESSENTIDO - MAGOADO


O amor é algo para ser querido,
o amor é algo  para ser  vivido.
É preciso o bom sentimento na busca da confluência,
a se entrelaçarem numa fecunda e firme relação.


A mágoa é algo para ser afastado,
a mágoa é  algo para ser   evitado.
É prejudicial e mau ressentimento que mina a convivência,
a se emaranharem numa funesta e férrea dissolução.

Amor e mágoa são inconciliáveis, desestruturam apenas;
amor e mágoa juntos incomodam, desassossegam demais;
amor e mágoa juntos são incongruentes, 
desagregam enfim!

Assim, o que o amor nos atrai, a mágoa só nos afasta...
Assim como o amor parece nos adornar, a mágoa vem nos afear...
Assim, só adultera, atordoa e atormenta a mais pura afeição, 
Desatrelam até seu fim...


MAGOAR-NOS



Quinto instante de crise de casal:
começam a se magoar um ao outro...

MAGOAR-NOS

Magoar-me,
magoar-te,
ficamos nós;
como que presos
nas teias da aranha-agressão.
Com letais venenos a uma relação:
ainda que em doses homeopáticas...

E quando o melhor é a mútua consideração,
fica-se nessa estéril recíproca agressão.
E basta o mundo lá fora ser assim:
quase sem quietude e benevolência.
Pois quando temos a mais íntima ligação,
queremos certo equilíbrio,
                          sabendo-o sem perfeição.


Quando então cada calma alma amará,
              sem acintes,
              sem amarras;
             sem turras,
             sem surras:
             tão absurdas...
    
 Por sufocar
     de respirar
     do mesmo ar...

Por sufocar
     de respirar
     do mesmo ar...



                



10 de julho de 2013

COMO DE VOLTA AO COMEÇO – DELÍRIO EM ILUSÃO.


COMO

  Quarto instante de crise de casal:
aquela vontade delirante de voltar tudo de novo!

COMO DE VOLTA AO COMEÇO – DELÍRIO EM ILUSÃO.

Não temos máquina do tempo que nos faça retornar ao começo.
Nem vara de condão que restabeleça o encanto do inicio.
O principio que parecia feito de um enlevo inquebrantável
O primórdio de extasia, fase de um empolgamento então irremediável.
Aquele de sentir falta incomum, de querer como dois em um.
E de se perde por pequenas coisas e circunstâncias e se reencontrar!
Do que era tão cara correlação. Pura emoção.
Mas se o elo é rompido, pode sê-lo restabelecido?
Ao que se perder um do outro é perder muito de si mesmo
De tudo de tão bom, de se ter, do melhor que pôde ser
Do que foi no durante. Poder podar o que fez equidistante.
E a vontade de ser como antes,
Se reexaminar, reencontrar, 
retomar no que teve de melhor acontecido.
Do que nunca deveria deixar de ter sido. 
Mas ao que se inquire:  como fazer sem todo desgaste, 
e o seu arremate?
O enlace entrelaçado, amado de novo,
Para ser o atado enlace em laço entrelaçado, 
apaixonado de novo:
O resgate e assim ser como um bom filme dejavu:
“DE VOLTA AO COMEÇO”
( Oh! Ilusão de delírio!)





COMO NO COMEÇO ( DE NAMORO ) - NEM A CIÊNCIA EXPLICA



Terceiro instante de crise de casal:
já não é como no começo e como se queria que fosse ainda!

COMO NO COMEÇO 

Tem começos que parecem eternos,
Com alguém adorável afável,
Dando-se nosso melhor, dando  valor.
O entendimento naquele momento
E o se conhecer a fundo,
De segredos e sapiências.
Gestos e gostos,
jeitos e intentos.

Passado e futuro não mais escuro
 incipiente se vai vivendo o presente.
Toda conjugação perfeita, por tudo a par, em parceria.
E a  afinidade e estar afim,  de estar lado a lado e não de lado.
E agora? Se o sonho não acabou...   Querendo outro filme...
Um “De volta ao passado” ou “De volta ao começo”
E não esse  cada um por si e vida que se segue.
Como assim se não é fácil se soltar o que se queria para sempre.

Difícil, há a falta, a saudade de nós,
 do estar a sós, do que fomos.
Do principio que nos tirou do precipício.
          E não há ciência que explique isso.                                                       
De quem se quer tanto igual, como no começo
Coeso, coerente, o que a gente sente e precisa.
E o reencontro no silencio quebrado
Ainda com o encanto a ser posto em prova.

Quantas vezes deu vontade de ser como no começo, de principio de namoro!


9 de julho de 2013

RECONCILIAÇÃO - COM AMOR DA MINHA VIDA




Segundo instante de crise de casal:
tentando fazer a reconciliação com quem se ama...


RECONCILIAÇÃO - 

COM AMOR DA MINHA VIDA


Amor da minha vida,
te amarei pela eternidade:
sem nenhuma falsidade,
sem ti sou como um louco fora de si!
Contigo sigo ao caminho,
que vai dar no sol...
captando luz e energia,
que em si emana do bom de ti!

Até que de uma tola desavença,
pode fazer tudo se perder...
mas como não arrefecer,
se pode tudo fazer pender,
que aos sinais que sinto um desamparo,
é um ante passo do destempero,
de  quase um desespero,
da vida sem você...

E é escutando uma canção de amor,
sua voz embargada,
após a lágrima sentida:
que todo arcabouço orgulhoso vem desmoronar...
Reconciliação é só o que precisamos,
que se quer amar-e-amar, sempre-e-sempre.
Chega de queda-de-braço,
quero o abraço que é um laço,
que não sei desatar... JAMAIS!

Amor da minha vida,
te amarei pela eternidade:
sem nenhuma falsidade,
sem ti sou como um louco fora de si!
Contigo sigo ao caminho,
que vai dar no sol...
captando luz e energia,
que em si emana do bom de ti!


Caminhos de sol junto a quem se ama
- em bela canção com Zizi Possi...


LOVE OF MY LIFE - AMOR DA MINHA VIDA...


8 de julho de 2013

DISTANCIADOS AMORES


Primeiro instante de crise de casal:
 um distanciamento de sentimento e querer um ao outro...

DISTANCIADOS AMORES

Mais que a distância, o distanciamento desagrega pessoas afins no afeto:
desmagnetiza a junção dos corpos que se atavam,
descaracteriza a união de almas  que se  amavam,
desnorteia toda relação em que há fulgurantes e nobres sentimentos,
desabona da correlação, que desconexa, desvia-se até desvirtuadamente.

Quem casa quer casa, mas quer união consolidada;
quem ama quer amor, quer essa união concretizada.
Que seria do atacante de futebol com bola sem traves para fazer o gol?
Que seria do amante com seu ardor, sem ambas as partes para fazer amor?
Querenças quebradas em que se questiona o que se quer e o que quer fazer!

Que o amante vai poder fazer para se consolar, conformar, contrabalançar,
que satisfaçam seu âmago necessitado de dar e ter afago e afeto, a até bolinar.
Que esteja disponível, disposto, pronto, portentoso.
Que o que ele almeja com anseio é o dificultoso ou inalcançável  universo,
que envolve o ente amado e querido distante ou distanciado!

Quando na busca sôfrega do amor mais profícuo e profundo,
a distância ou o distanciamento distam da correta correlação.
Pois castram  e frustram o frenético desejo bem premente,
levando-se assim  até a carência, comoção, inquietude, martirização.
Que trazem até um travo que trava o prazer maior de viver e existir.

O que buscar e fazer então?
Em outros pratos comer?
Em outras fontes beber?
Em outras frontes e frentes obter?
Como Werther de Goethe ficou e fez é que não é aceitável acontecer...

É um impasse, é um infortúnio.
è um incomodo, é uma inarmonia,
a se confrontar e enfrentar com resolução pela solução:
seja a continência, a conformação, a continuação a tolerar;
seja o desmembramento, a secessão, a cessação a corroborar.


Mas o que é melhor? De novo a antiga confluência de corpos &almas:
que se reúnem, reunificando os destinos comuns;
que se reintegram, restabelecendo uma firme união;
que se reconstituem, restaurando nato relacionar íntimo;
Que se revive , renascendo sim de fato todo o amor recíproco.

Mas como fazer? De novo a antiga influência que faz convergir o amor:
que se refaz , recombinando a química do querer mútuo;
que se revigora, reanimando os sentidos e os âmagos no viver;
que se renova, reformando as impróprias formas de um certo conviver;
que se reestrutura, reforçando mais os modos de subsistir e sobreviver.

Eis posto o dilema: que atos e atitudes tomar que o amor está em pauta.

Eis posto o dilema: que fatos  e vicissitudes podem trazer a infelicidade.

      Como dizia Drummond, é preciso amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar,                        [amar?

Amar a quem? 

Amar é preciso...

Mas que seja o amor presente, 

inerente a nós, um mar de amar!

                                                                                                                                  














A FASE DO AMOR A DOIS QUE TERMINA


Como foi demonstrado em postagem, sobre o filme “Namorados para sempre” e em postagem “Processo amoroso – o amor não começa nem termina da noite para o dia”, aos poucos vai se apagando ou magoando um relacionamento que era tão bonito e bom. Daqui até algumas a mais colocarei alguns versos e letras que advém disso em percepção minha.

Quando segue em distanciamento em meio a discussões e divergências, ainda há vontade de reconciliação. Ou de ser de novo como no começou e uma delirante volta ao passado querido. Mas não sendo, começam as estocadas que magoam. Daí o orgulho ferido. E a certeza depois que o amor se foi, como veio. E daí cria o clima de desilusão de um novo negando querer mais e a solidão com a falta de alguém.

Até o recomeçar de novo vai se tempo de conformação e disposição de novo. Em versos e letras a seguir retratam isso. Não fecho em si tudo que se pode dizer sobre. E como superar. Apenas constatações e considerações a cerca. Apenas isso.

Seja de namoro, seja de casamento, o sentimento se fere. Mas como já se diz: o problema não é amor, mas as pessoas envolvidas que o fizeram se perder, desde pequenas coisas diante da grandeza dele, até as realmente pujantes que o ferem de morte.


É vida que segue, prossegue, mas com a marca da separação do que um dia foi conciliação. 


6 de julho de 2013

NAMORADOS PARA SEMPRE, CASADOS NUNCA MAIS - VENDO O FILME PENSANDO NA VIDA A DOIS


Namorados para sempre é um daqueles filmes medianos, sem grande repercussão, mas que faz mexer em fantasmas de quem passou a situação extremada -  e grande parte das pessoas já passou por isso – do final de um casamento e seu título retrata o que acontece: a gente não reconhece quem está ali, implacável, sem tolerar mais nada, sem mais sentimento e lá atrás teve um inicio de conhecimento, convencimento e depois muita (boa) vontade de viver a dois e uma aliança a dois chamada casamento.

E como se eternizasse, esses momentos bons, em que se gostou demais da presença física e existencial do outro em sua vida. O namoro que parece perdurar depois do sim em cartório ou igreja. E aquela coisa de querer muito um ao outro, uma sede e fome infinda e a suas múltiplas formas de se dar. E se doar. Fazendo-se par. Pacto em impacto emocional. Contar-se um ao outro e ter a volúpia da vontade do ser (bem ) querido. Como se isso fosse se perpetuar até o fim e no findo isso acontece: fica como algo inquebrantável pelo que foi bom e durou, bem representou.

Uma escolha que se desfaz, um gosto que se cativa e perde, tantos planos a dois se conquista e sepulta e pior, um filho ( lá uma filha ) envolvido que ama ambos juntos e uma casa em lar desfeito. De que adianta apelar ao que representou, o que tão bem foi? Como que voltando ao começo e ínterim, do que foi bom e nesse ponto feito fotografia de momento pra sempre, em tempos de concórdia e querências.  Namorados para sempre apenas na (boa) intenção e na interação que se foi aliando duas vidas em comum.

Que foi feito do desejo um do outro? Dos projetos de ficar até o fim? A separação é feito câncer, que de pouco a pouco acaba com o sistema imunológico de um ser. Corrói sem perceber direito. Os problemas, as atitudes, a rotina e as divergências. E mata ao final. Ainda que se separar não seja o fim da vida como faz a doença letal, algo morre em nós, que é a capacidade de confiar de novo. E na hora do fim há um desamparo e até desespero. E destempero acontece como mostra o filme, um pelo inconformismo e até orgulho ferido.

Quando não é de comum acordo, diga-se de passagem. Mas haverá outro que se faça melhor? Faz-se a pergunta pertinaz. Mas que não é capaz de salvar nada. Quando há a resolução de chutar mais que o balde, a barraca inteira. É o fim e pronto. Hoje modificou o antigo “Até que a morte os separe” pelo “Até que o divórcio os separe”. Vida que segue, porém com estranhamento e inquietude e muita tristeza pelo que perdeu no caminho e o que se deixará de ser e a solidão doida da falta e desgosto pelo outro que não aceita, não acata, não ama mais. 

Um namoro que se eterniza na lembrança, um casamento que se desfaz em herança - como no filme, como na vida real a dois, cada vez mais.

E assim namorados para sempre- in memorium - casados não mais - um filho e nada mais em comum!

O THRILLER DO FILME

Sempre há uma canção de casal -
"YOU AND ME" a do filme.
 

Como canta Ana Carolina, entre os problemas
que surgem a dois, a gente se pergunta onde foi que
se fez ou falou que pôs tudo a perder o amor de sua vida.


ESTADISTAS, ESPORTES E O PACTO DE UNIÃO - VENDO NELSON MANDELA EM INVICTUS





Nas manifestações das ruas recentes nas ruas e na internet, duas coisas chamaram atenção: a insatisfação presidencial, atual de Dilma Rousseff, que respinga em Lula e FHC, os antecessores. Assim como a anti-euforia de avaliação pelo Brasil campeão na Copa das Confederações e as críticas ácidas sendo sede para a Copa do Mundo. E na revista Época o questionamento quanto a falta de estatura de estadista contra esse acirramento de ânimos.

Foi aí que lembrei do filme “INVICTUS”, tão bem interpretado por Morgan Freeman como Mandela, no qual ele faz um pacto de vitória com o personagem de Matt Damon, para que o campeonato e o título de rugby fosse considerado e conquistado pela África do Sul, não havendo mais as rusgas e rupturas do segregacionismo em dicotomia do  apartheid que outrora dividia negros, brancos e indianos que lá vivem. Ou seja, um estadista que sem ressentimentos unifica na diversidade. E diversificação das diferenças.Sem sectarismos e revanchismos históricos e sociais.

E o rugby sendo posto como forma de trazer aquele patriotismo e dignidade para uma nação que já foi tão dilacerada e dividida no passado. Isso é coisa de estadista mesmo e claro de boa vontade, o esporte veio a reboque disso. Nada de ócio do povo, pão e circo como se falam como na Roma antiga dos Césares. Ao contrário do Brasil em que falta esse carisma de governante e esse clima de união em torno, quem diria o futebol ser tão contestado e o Estado tão criticado.

Uma pena, quem viu o filme e sabe da história real, entende como é bonito isso. No Brasil talvez apenas JK teve um clima de oba-oba em torno e a esperança em Tancredo Neves em 1985 que desmoronou em lágrimas com a frustração de seu passamento em morte. Tanto se sonhou com a democracia pra ficar assim em desilusão político-social. A seleção em Copa aqui deixando de representar nossa capacidade de gerir, competir e vencer?

Não há necessidade de nacionalismo nem caudilhos pai dos pobres, tipo Getúlio Vargas e ditadores disfarçados feito Hugo Chaves e Fidel Castro. O que se precisa é feito magnânimo Mandela: que saindo da prisão veio com conciliação e bons propósitos em um país de fato para todos em progresso. Não em secção, de maioria ou minoria. Pelo bem de todos e até o esporte foi não manipulado, mas utilizado como trampolim ao orgulho que impulsiona um país que se faz com líder querido e povo bem tratado. Um estadista conciliador. 

E uma nação que em projeto e projeção se une em torno disso.