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.


UM ABRAÇO AFETUOSO DO TAMANHO DO MUNDO PARA TODOS!































19 de fevereiro de 2011

POETA SAIA DA GAVETA - "SOCIEDADE DOS POETAS VIVOS"


  
RJ, 09/11/2010  –  ANIVERSÁRIO DO PSG
  
Caros amigos literatos do PSG,

Eu que vivia com tudo que escrevia como que confinados num soturno sótão, fiquei matutando essa idéia impar de arejar a nós, nem tão consagrados escritores, mas que  sabem do valor de tocar uma, duas, se não milhares de pessoas. Mas de que vale se fica numa pastinha escondida na estante da sala ou do escritório? É como se amar e se calar, existirão os poetas platônicos?

E assim, como um sarau moderno do século XXI, ficou-me parecendo uma versão do slogan socialista: - Poetas do mundo: uni-vos! Afinal teremos valor, nossa obra não é menor só pq somos pessoas comuns diante à mídia. Sair do gueto que nos impingimos.

Ainda que estejamos num mundo hoje sem poesia, que fazê-la fica parecendo aos olhos de alguns até uma heresia, que a gente ainda assim segue, prossegue e faz, e agora mostra, demonstra.. Aqui ficamos nós em reunião numa revolução sem armas, em paz e em palavras e cantorias: entre canções celebradas de MPB,  réstias de versos, rosas de prosas.

Vir declamar como tirar a palavra presa na garganta, do fundo de nossas almas e mentes privilegiadas na sensibilidade com mais espontaneidade. Um baluarte da arte escrita,  da emoção conjugada com a razão, confraria de sabedoria, nossas poesias e prosas não mais subterrâneas, mas que emergem. 

Poetas saindo da gaveta são como gametas fecundando o útero de uma alternativa literatura e que toma a forma de um filho que se cria para o mundo....

Sergio Matos de Souza

Assim escrevi, ao ir nos 17 anos de PSG - que desde 2009 tenho participado ativamente declamando. Tirando do fundo da alma e da garganta, meus versos - pela primeira vez realmente os tirei da gaveta, da pastinha que os guardava recônditos. Lá sinto como como na postagem anterior - só que numa sociedade de poetas vivos!!!

Uma homenagem a esse projeto que tanto prezo participar, espero uma união de muitos anos - esse casamento deu certo: lá encontro poesia e prosa, MPB e música em geral e amigos - e que legal, que gostam dessa véia literária. Abaixo algumas das personas mais importantes que encontrei lá. Que me acolheram como um irmão de fé poético.

E aqui convido a quem escreve ou aprecia a ir lá e fazer parte dessa congregação . O endereço e o local tá na imagem do impresso acima desse evento que tem a poesia em intento ( além de música de qualidade), em todas segundas terças-feiras dos meses do ano, exceto janeiro e fevereiro - a próxima dia 15/03/2011 ( por conta do carnaval dia 08/03 ). A todos poetas: saiam da gaveta!!!



Olha eu declamando ai gente!!! Quem
diria que um dia eu falaria na frente
de tanta gente?


                                        


Eu e Lea Araripe - ela foi a "culpada" - rsrs - de ter
                                          entrado nesse projeto - valeu querida, ganhei uma amiga
                                          e uma familia literária de amigos do poesia...


                                           

Eu & Neudemar Santanna, uma das organizadoras do
                                           evento - tão animada é, aqui num momento aconchego só!



Eu com Teresa Drummond, mentora organizadora
do evento que mudou minha vida - ao lado um outro
amigo poeta de lá, cujo nome não lembro - sorry!

                                     

 Vilmar Torres - o poeta figuraça!!!
                                          O poeta do inusitado,que é capaz de declamar de improviso em cima 
                                          da mesa. Dá pra lembrar a imagem de Robin Williams da postagem
                                          anterior!!! É a poesia em pulsação do improviso e do altivo.

                                        
                                           

Eu, mana mia Denise e o poeta Vilmar
                                           fazendo pose...



PSG - Poeta Saia da Gaveta - não é só poesia e
prosa - mas também é música, em especial MPB
- digam lá, tem combinação melhor que a poética-musical?

Dois vídeos no YOUTUBE: um de recitar verso e outro de cantata no PSG...



                                  

17 de fevereiro de 2011

“ CINEMA, POESIA E REALIDADE ” - VENDO "SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS"




  


“ CINEMA, POESIA E REALIDADE ”
  
DIA 30 DE JUNHO DE 1990:
Cinza era minha alma turva,
não só a tarde acabrunhada.
Choveu torrencialmente em gotas céleres,
granizo também caia um tanto difuso.
E o compromisso que tinha,
num dia desses se adiava,
tanta lida com esforço de inútil fardo!
 
HORA: 14:30m, CENTRO DA CIDADE:
Havia feito parco lanche ( enganando estômago )
pois para casa iria e poderia lauto almoço comer;
não tarde teria que voltar,
pois no odontólogo  um canal havia de começar a fazer!
Fome, dor e tempestade,
açoitam qualquer paciência,
não tem noção de clemência...

Eis que uma tentação santa eu senti,
diante do cinema somado a poesia :
no filme “SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS”
não havia dor ou fome a ser relevada!
 
Eis que uma sensação mansa eu senti,
diante a temática passada na tela:
“CARPEM DIE”( "APROVEITEM O DIA” ),
como lá em latim falava, eu lá também mais vivia, aí sim o dia aproveitava...
 
Eu também já fui o rapaz inibido em que na frente pouco falava,
quando diante de uma turma escolar, ruborizado ou lívido ficava.
Eu declamava poesias internamente e quanto eu me desesperava em silêncio,
e esperava que um bom mestre me incentivasse a fazer o que mais gostava.
( Declamaria também “Captain, oh, captain! ” ?) , do jeito que fosse, com uma visão própria
( subindo na mesa? ), contra os rigorismos, o tolhimento, impulsionando o contestar,
e dar estreladas poesias para a musa  querida, amada em enluarado enamorar.

Pão foi a poesia, lenitivo “analgésico” foi o cinema...
Assim foi aquele dia com/sem fome e dor
e que parecia fadado a irremediável enfado e conturbação.
Agora celestial era minha alma translúcida
e só a tarde ainda era acabrunhada.
Agora eu era como membro daquela clã,  a declamar poesias na gruta em voz alta, mas...
a realidade ainda era a mesma: dura, nua e crua!...é tudo fantasia de vate cinéfilo!

(Eis-me a querer das amarras da vida desatrelar,
viver mais e mais a vida a cada dia
e fazer poesia ainda que num mundo sem poesia,
ao ponto que heresia até soa, algo a toa, feito garoa no chão árido.
MAS, como na escuridão da noite: É céu a se fazer estrelado! )

Cinema e poesia se uniram, vendo o filme que em vídeos abaixo se dá vaga idéia, fiz o verso assim que sai do cine, tive que remarcar dentista, o que fui fazer não deu certo, mas eis que apareceu a fita, "SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS" e ai, aquele que tanto amava cinema, tbm passou mais que nunca a querer soltar as amarras dos poemas, crônicas e letras que fazia. Passei a escrever mais, desabafar em versos para depois os mostrar, demonstrar. E fazer as coisas que tornam mais prazeirosa a vida enquanto somos vivos, nós humanos mortais... . Se puderem vejam o filme... De qualquer forma que seja:



( APROVEITEM O DIA!!! ).

                                                  TRAILLERES DO FILME...



                                                                                               

14 de fevereiro de 2011

QUISERA - NÃO TER ESSA MELANCOLIA


QUISERA - NÃO TER ESSA MELANCOLIA


                    Quisera não ter

                       esse traço:
                         de uma melancolia.
                         No samba-canção
                      só uma triste melodia...

Quisera não ver
                      esse travo:
                      de uma dissintonia.
                      No samba-dor-de-cotovelo,
                      só um chiste a cada dia!

          Quisera...Quisera...          Quisera...Quisera...
          Estar bem!                             Estar bem!

Quisera sim ter
                        esse laço:
                       de uma doce alegria.
                       De um amor que enlaçaria,
                       se em riste, nos arrebatasse.

Quisera sim ver
                         esse compasso:
                         de uma leve fantasia.
                         De um amor que encantaria,
                         se em mister nos almejasse.

               Quisera... Quisera...   Quisera... Quisera...
                Querer bem!                   Querer bem!

Quisera não ter
                      essa densa nuvem,
                       anuviando o espírito.
Quisera sim ter
                        esse manso lúmen,
                    alumiando o sentido.

              Quisera... Quisera...    Quisera... Quisera...
              Estar bem!                 Querer bem!
          
        Um lindo vídeo falando poeticamente de
                              melancolia...

ENSIMESMADO

                               Escultura "Ensimesmado"
                                                              De ELENA LAVERÓN - 
                               Escultora espanhola

ENSIMESMADO 

Ainda seguir como que no mundo da lua,
apesar da rua, que escorre aos ralos, aleivosa,
em sucção, meus sonhos de seiva.
Ainda sentir como que no fundo vai nua,
adensar em ab-reação que ocorre raivosa,
meus desejos subtraídos em delta.

Sob meus olhos em vermelhidão, lacrimosos,
vão voluptuosas lágrimas, em pálpebras cansadas,
tempestades torrenciais de lamúrias que me esvai.
Mas ainda rebusco a ilusão, cíclica, dos restos lustrosos,
a beleza infinda dos jardins, e borboleta pós-crisálidas,
após o crepúsculo da madrugada que sem estrelas vai.

As noites e os fins-de-semana me caem com peso,
das lacunas como que colunas despencadas,
desaba-me com a espessura de intensa cefaléia.
Quero sentir a leveza espumante de um rio caudaloso,
quero sentir a pureza estonteante de delicias pastosas,
desarmar-me na  formosura inversa em azaléia.

Vou em meio ao real inclemente em seus chicotes
( tenho interno, marcado, machucado - o dorso );
sé santa, ainda endosso, o que me flui meio essênio:
vir querer alcançar diáfana luz de fresta, fetiche da felicidade
( aderente a algo que apetece, ad diem,  frutuoso );
fé de um Canaã em mim mesmo tão ensimesmado.


N.r. Ensimesmado - absorto, fechado dentro de si mesmo...
    
                                 E eu queria só um modo de 
                                 de esquecer: em "Meu mundo
                                 e nada mais "

13 de fevereiro de 2011

QUANDO AS NOITES E FINS-DE-SEMANA SÃO PARA VIVER

                          

As noites, em especial nos fins-de-semana, pesam em dobro no vazio do desprazer.  Estar numa noite dessas sem estar ao lado de alguém ou vivendo o que esses dias oferecem por ai, torna escuridão até onde há luz.


Quando chega sexta-feira, é pesada a falta desse viço de vida, e num sábado e domingo ainda mais, de viver no sentido amplo da palavra.  E fica na memória em ressentimento de que nas noites e mais ainda nos fins-de-semana, são dias de lazer, de prazer, de usufruir, tanto de gandaia, de passeio e de namoro.


Não tem jeito: isso é marca que trazemos desde jovem, algo cultural natural. E o sábado e domingo é o ápice disso, ainda que sexta-feira tenha crescido muito nos últimos tempos, muito por conta do Happy-hour após o trabalho. 


Porque será que esses dias pesam mais sem estar vivendo plenamente eles? Talvez porque virou algo cultural natural e  saibamos que o mundo está e trazemos em nós os tempos que vivenciamos isso também. 


Mas Vinicius de Moraes fez uma inusitada visão do sábado que aqui compartilho, para os que conhecem e para os que não...


Vinicius de Moraes



O dia da criação

 
Macho e fêmea os criou.
Gênese, 1, 27
 

Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar.
 

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.


Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.
 

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.
 
II

Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado
Hoje há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado
Há um rico que se mata
Porque hoje é sábado
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado
Há um grande espírito-de-porco
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado
Há criançinhas que não comem
Porque hoje é sábado
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado
Há uma tensão inusitada
Porque hoje é sábado
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado
Há uma comemoração fantástica
Porque hoje é sábado
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado
 

III
 
Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens,
ó Sexto Dia da Criação.
De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas
E depois, da separação das águas, e depois, da fecundação da terra
E depois, da gênese dos peixes e das aves e dos animais da terra
Melhor fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado.
Na verdade, o homem não era necessário
Nem tu, mulher, ser vegetal, dona do abismo, que queres como
as plantas, imovelmente e nunca saciada
Tu que carregas no meio de ti o vórtice supremo da paixão.
Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias
Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa
Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos
Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas
em queda invisível na
terra.
Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes
Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia
Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo
Não teríamos escola, serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda
e missa de
sétimo dia.
Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das
águas em núpcias
A
paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio
A
pureza maior do instinto dos peixes, das aves e dos animais em [cópula.
Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos
Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade
Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e [sim no Sétimo
E para não ficar com as vastas mãos abanando
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança
Possivelmente, isto é, muito provavelmente
Porque era sábado.
Estar em noite de sábado é meio como na 
canção de Lulu Santos aqui cantada tbm 
pelo grupo "Cidade negra"...

                                       Mas tem coisa melhor que um
                                       amor numa tarde de domingo???
  


12 de fevereiro de 2011

ENTRE JORNADAS E TRAJETÓRIAS

                                                                              
                                                                                &


ENTRE JORNADAS E TRAJETÓRIAS

              - O PORVIR DO QUE SE PROVÉM

Sob o comando de Julius César, imperial caminhada,
triunfal jornada épica, epopéia de legiões romanas.
Sob o julgo de um ideal, a idiossincrasia do instante,
no rio Rubicão, foi  dita  célebre frase determinante:
- ALEA JACTA EST “
( A SORTE ESTÁ LANÇADA ).

Não teremos, jamais, em nossas trajetórias,
jornadas tão grandiosas de conquistas e vitórias.
“ALEA JACTA EST” iremos, porém, como a proclamar,
protagonizar na busca-base de cada lida com sorte,
preconizar em caso ubíquo quase de vida ou morte.
O que nos parece tão fácil no simples almejar,
é difícil no que quer alcançar -  caminho de pedra e espinho.
Mas por mais que sejam menores,
                  em seus pormenores,
  há desafios que nos lançam,
  saltam ao obscuro nos objetivos,
  em lutas e labutas, descomunais as teremos.

Mas se queremos o prosseguir em progresso,
como achar o que é passado, o que se passou,tão irrelevantes,
insignificantes em quase todos os seus quadrantes e variantes?
Marcadas, marcantes,
dos percalços entre jornadas e trajetórias,
nos permeiam de nossas vias, as histórias,
de algo ou alguém = carinho de poder em exponencial.
Mais ainda, se queremos o avante, quedamos ao adiante,
           o porvir se advém do que e onde provém:
            seja com desafetos e desfeitas, porém...
            atrás se salva o estigma da estima,
            e as marcas indeléveis, do que fomos no que seremos...

E então entre vitórias e derrotas, ganhos e perdas... prosseguiremos!!!

                                   Vivendo e aprendendo a jogar" com Elis Regina
                                   - porque pra viver é preciso saber ganhar e perder!

VIDA - QUANDO É BOA E BELA? - RAZÃO E SENTIDO PRA VIVER




QUANDO A VIDA É BOA E BELA?

Vendo por diversos ângulos...
- no que nos coube, terráqueos:
A vida é boa e bela?
Pensa no sobrevôo da libélula.
Em seu vôo helicoidal, um beija-flor.
Isso sobre um jardim florido e colorido.
As espumantes ondas no quebra-mar,
a noite estrelada e no céu seu luar.
O amanhecer a tecer o dia, o arrebol no pôr do sol.
O show da natureza, extasiar de beleza a extravasar.

Vendo por outros aspectos...
- e ao que nos cabe seres humanos:
A vida é boa e bela?
Se não caímos em vil ou vã esparrela,
não só subsistir, sobreviver, de existir - mas viver!
No lazer com prazer; a realização laboriosa e material.
Sabendo dosar o amor próprio e o doar ao próximo,
ter seus entes queridos ao lado, os amigos a contar,
e harmoniosa parceria amorosa de casal, longe do casual.
Etc, etc, etc.

A vida é boa e bela se, sãos e salvos, dádiva até onde puder ser boa e bela.
Que ela não se desperdice à toa, ao bem estar que se anseia.
Acima de tudo: sentir-se contente sob as benções do Senhor!!!

E poder cantar “ What a Wonderfoul Word”...



“RAZÃO DE VIVER”

( Homenagem ao amigo Celso Dantas - por onde andas amigo irmão de alma? -
e a quem mais aprouver... )

Eu vi!                                Eu vi!
O espanto no teu olhar...               O espanto no teu olhar..
                                         Eu vi!
                                         A dor no teu olhar,
                                         de um mártir no calvário...

Era sempre a procurar,
                uma razão para a vida,
                                  para existir.

Procurar/procurou,
até que algo encontrou:
que o amor
é o melhor remédio,
para a dor, para todo dissabor!
Se há um karma-em-destino,
amigo meu, a superação do purgar achou.
Outros em religiões, trabalhos, estudos
                 amizades, lazeres, esportes.
                 Em tantas formas mais,
                 hão de se apegar!

Sei, amigo,
 que em ti,
                              vi a redenção...

Eu vi!                                              Eu vi!
O encanto no seu olhar..                O encanto no seu olhar...
                                         Eu vi!
                                         A paz no teu olhar,
                                         de um monge no Tibet...


E a velha pergunta sobre a vida que sempre vem: Mas qual o sentido ela tem? Vc até pode achar por certos ângulos que a vida é bela e boa, uma razão pra existir, mas e o sentido amplo dela? Acho, sinceramente, que não existe sentido pra vida, apenas que a vida vai num sentido no que convier e acontecer. Se pensarmos nela em si, só nos basta aproveitar o que for possível, em momentos e no que firmar, porque há muitas perdas  e nem sempre tantos ganhos. E como no vídeo abaixo, ver qual o sentido para cada um. E nele dar um sentido com o que mais der prazer e realização - e esses dois fatores que mais dão sentido a vida... Não são os únicos, mas os mais preponderantes!

            "Uma boa pergunta a todos nesse vídeo: 
            qual o seu sentido para a sua vida? 
             Veja bem: Para a "SUA"???