OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

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.


UM ABRAÇO AFETUOSO DO TAMANHO DO MUNDO PARA TODOS!































10 de fevereiro de 2011

VIDA-VIAGEM ( VEM MORENA - NAS VOLTAS QUE A VIDA DÁ - NO TREM DA VIDA )




VIDA-VIAGEM

( Nas voltas que a vida dá - no trem da vida )

Se vida é viagem,
corpo é passageiro,
parto é a passagem
para embarcar...
Nessa nave-Terra,
nesse azul planeta,
que gira-gira
feito carapeta!
E se cabe a cada um
                            uma missão:
        cabe a cada um
                          descobrir qual será... 

  E nas voltas
         e voltas
que esse mundo dá,
                        duas opções maiores na vida  há:
1ª) descobrir seu dom,
                   sua vocação,
     botar o pé
                 numa profissão.
2ª) descobrir seu duo,
                    sua cara-metade-inteira.
     descobrir na relação homem-mulher
                  amor em profusão.               

Só que para onde nossa vida  vá,
sentir o livre-arbítrio que será lá.
Pois de que adianta ser pássaro
                              e não voar?
De que adianta viver junto
                              e não amar?
O pássaro tem o dom
                        de voar;
se numa gaiola o prende
         estamos  a  lhe   cercear.
Se como uma cela, ficar o trabalho e o lar,
         também está a se cercar.

 Assim não seja para nós morena:
nas voltas-e-voltas que nosso mundo  e vida  dá,
queremos o que nos faça felizes, trilha de luz,
em nossos desígnios, um trilho só se siga e se vá.
Vamos
           - cada um -
           descobrir cada espaço
                              seu e meu.
Vamos
            - juntos -    
            descobrir cada regaço
                                meu e teu.                   
Vem, vem, vem...
vem morena vem:
Juntos vamos
no mesmo trem.
Vem, vem, vem...
vem morena vem:
Juntos vamos
fazer tudo zen.
Vem, vem, vem...
vem morena vem:
Juntos vamos
fazer tudo bem.

VEM...VEM... VEM...
VEM, MORENA, VEM,
DO HORIZONTE,
IR MUITO ALÉM!!!

          " Toada " com Boca Livre e 14 BIS:
          " Vem morena comigo ouvir essa cantiga,
          sair por essa vida aventureira...
          Escuta o trem de ferro alegre a cantar
          na reta da chegada, pra descansar
          no coração sereno da toada, bem-querer!"



          Roupa Nova: "
            " Seguindo no trem azul. "
                                                      
                                   Te dou o meu coração                       
                      Queria dar o mundo                                     
                       Luar do meu sertão                        
                       Seguindo no trem azul       
                       
                       Seguindo no trem azul... "      


                                
E uma linda mensagem 
falando do trem da vida,
de Lilian poesias...

             

6 de fevereiro de 2011

TER O FEIJÃO, SER O SONHO - A VIDA PRATICA E O IDEALISMO SONHADOR E SENTIMENTAL



TER O FEIJÃO, SER O SONHO

“Ainda que o mundo nos instigue a ser prático, calculista e individualista, me inspiro em ser - sonhador, idealista e romântico, pois o que me importa são os valores positivos que trago como dogma e a veia poética que tenho como dádiva”.

SABER DOSAR A VIDA ENTRE A EMOÇÃO E A RAZÃO...

Certa,
é a pessoa que desperta,
pra realidade que lhe cerca
e que não foge a luta!!!

Bela,
é a pessoa que tem quimera,
mas sabe o limite que se encerra,
entre o concreto e a fantasia...

Mas o porquê de dicotomia, contrapor,
literariamente meio o romance “ O feijão e o sonho ” :
a esposa – o feijão, o dia a dia,
o marido – o sonho, a poesia?

Entrepor nas idéias
entrementes ideais.
Saber ser o prático em ti,
caber ter o utópico em si.

E que nesta mescla de princípios e posições,
trazer o romantismo à por os pés no chão,
tramar o idealismo a apor as mãos à obra.
Ter cotidiano pão & ação + ser cota do são & convicção.

Quando me fazem comentários sobre minha pessoa que seria sonhador, seria romântico, parece como eu pudesse ter a cabeça nas nuvens e nada da vida prática. Pelo contrário: acho super necessário tentar saber ser prático, porque a vida nos obriga simplesmente a isso.

 Nosso cotidiano de responsabilidades e compromissos nos faz ser realistas sempre, mas sem contudo que se perda o idealismo, o romantismo, e nossos sonhos de vida mais desligados desse mundo frio de praticidades e de calculismos. E sim, sei ser calculista, me orgulho de nunca ter ficado inadimplente,  de ter precisado fazer empréstimos para sobreviver. sempre com contas em dia, de estar sempre a frente na solução dos problemas cotidianos, de casa, de familia, de trabalho, de dinheiro. 

Por isso escrevi a letra acima exposta. Por que acho que se tem procurar dosar tudo, o equilibrio que talvez faltou ao personagem principal do livro "O feijão e o sonho" de Origines Lessa e que tempos depois foi tema da novela  de igual nome da TV GLOBO, com Claudio Cavalcante e Nívea Maria. Bem, segue o resumo dessa história literária e novelistica.  Interessante tentar ser objetivo como a personagem que se preocupava com o feijão nosso de todo dia e ser o poético sonhador em seu ideal puro. Assim sigo, entre o prático e sentimental....



RESUMO DO LIVRO " O FEIJÃO E O SONHO " - ORÍGINES LESSA - PELO WIKIPÉDIA
O Feijão e o Sonho é um romance do escritor brasileiro Orígenes Lessa, publicado em 1938.
A obra caiu no agrado da crítica e do público exatamente por desenvolver uma temática à gosto do caráter romântico do brasileiromédio e foi distinguido na Academia Brasileira de Letras com uma láurea de grande prestígio nos meios literários: o Prêmio Alcântara Machado.
Enredo
A trama gira em torno de Campos Lara, poeta que vive a embalar o sonho da criação literária, alheio aos aspectos práticos da luta pela sobrevivência. Casado com Maria Rosa, a relação é um desajuste só. Campos Lara sonhando, escrevendo, poetando; Maria Rosa batalhando, preocupando-se e, principalmente, azucrinando a vida do irresponsável marido.
Os rendimentos conseguidos pelo poeta, dando aulas ou escrevendo para os jornais são extremamente escassos e insuficientes para fazer frente às despesas da família. Os credores não dão sossego; o senhorio cobra os aluguéis atrasados; o dono da farmácia deixa de fornecer medicamentos para a filharada adoentada; a alimentação é parca e de má qualidade: a vida é um inferno.
A todo esse desacerto, Campos Lara não dá a mínima atenção. Sua cabeça, povoada de versos e de orgulho intelectual não desce dolimbo em que se encontra para encarar problemas triviais de manutenção familiar. Seus mirabolantes projetos literários enchem sua vida e seu tempo. Pula de emprego em emprego, vê seus alunos escaparem, e os que permanecem são os que não podem pagar. Maria Rosa luta desesperadamente contra a miséria e o infortúnio.
Ao final, com a situação financeira mitigada, mas não de todo regularizada, Campos Lara e Maria Rosa ajustam-se e sonham com o futuro do filho caçula. Será advogado... engenheiro... Até que Campos Lara descobre que seu filho será, como ele, poeta... E isso o enche de orgulho, esquecendo todo o drama e o sofrimento que palmilhou durante toda uma existência, exatamente por dedicar-se à poesia, uma atividade sem qualquer compensação financeira, num país de analfabetos.


DINHEIRO



“ DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE “
 ( DITO POPULAR )

Passa o tempo, o mundo é movido por dinheiro, muitas das pessoas estão na sua cobiça ou precisão, e sempre se mantém conveniente se dizer o dito popular. Só que ao contrário que dizem, todos vivem a sua busca, se não desenfreada, mas sistematicamente.

 Mas é claro, o dinheiro por si só não traz felicidade. Mas vem a reboque, se não vejamos. Viabiliza digamos. Veja-se só...

- Eu te amo! Vamos casar?
  ( pra casar é preciso ter casa e conforto,  concretizar o amoroso colóquio o que precisa??? )

  MONEY, MONEY!!!

- Meu ideal de vida é montar um escritório de arquitetura...
  ( para o nobre laborioso profissional o que se precisa para montar seu negócio e gerar empregos ? )

 MONEY, MONEY!!!

- Adoro viajar, no Brasil e pelo mundo...
 ( para a sedenta de lazer viajante o que precisa para
 passear por todo canto afora? )

MONEY, MONEY!!!

Na verdade dos fatos mudaria o dito popular...

“ ( SÓ ) DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE.

Afinal o que nos faz felizes mesmo são os fatores que nos engrandecem e enobrecem como seres humanos, para  a nossa realização pessoal e profissional. Apenas que o dinheiro fica ali inerente aos projetos e planos de vida, e em todos se querem saber.
   
Mas querem ver duas frases que denotaria acabar em infelicidade mesmo na busca infinita do dinheiro?

“ QUANTO MAIS SE GANHA, MAIS SE GASTA”

“ QUANTO MAIS SE TEM, MAIS SE QUER”

Isso gente, é loucura e torna a pessoa escrava dele e que vai  além de suas posses e necessidades. Sabermos o que dentro do nosso contexto nos contenta é o que é preciso, precioso, e ai fazer do dinheiro instrumento de contentamento sim. O além pode nos fazer  cair nos  abismos das ganâncias e no insensato materialismo ou ir a um consumismo insano desenfreado – e isso é doença mental sabiam? Sim, já sei que virão os que alardeiam: “ Que adianta dinheiro e não ter saúde? Ah, sim!!! E não ter dinheiro sem saúde por acaso traz??? Ir para a fila do INAMPS e dos estabelecimentos públicos desvalidos traz?

           Não gente! Não sou um capitalista calculista consumista, proclamando o apego ao dinheiro e como um objetivo maior. Mas como é bom não ter o pensamento voltado a ele por ter ele não é mesmo? Ter grana para não pensar muito em grana diria - e nas preocupações de sobrevivência por causa dele. Ele deve ser instrumento de conforto e reconforto, mas não o objeto objetivo de vida, só isso. Ele em si não traz felicidade sim, mas auxilia se soubermos o dosar em nossa vida. Leiam os trechos abaixo e é isso que se deveria levar em conta......

“Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga “Isso é meu”,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.”

( Trecho de “Desejo” de Victor Hugo )

" Meu senhor, a gente vive como pode
Toda a vida prá correr atrás de grana
Vem o mês, passa o ano e a semana
E cá dentro de meu peito quase explode
Um coração que de teimoso se sacode
Resistindo em grande teimosia
Sabe Deus quanta coisa eu mudaria
Sem a luta para conseguir dinheiro
Se o ideal é mesmo forte e verdadeiro
Tantas vidas eu tivesse que eu daria. "
( Trecho de “Claramente” – de Jorge Mello – cantor e compositor piauiense)

Duas letras, duas visões musicais distintas de dinheiro...
   
Um quase que o "desanca" : "Dinheiro" com
Arnaldo Antunes

Uma outra como deseja o dinheiro
"Mim querer tocar ( dinheiro ) "
Ultraje à Rigor

5 de fevereiro de 2011

A CONDIÇÃO HUMANA DESUMANA - OLHAI UM HOMEM NO MATAGAL...

  

CONDIÇÃO DES/H/UMANA


Condição humana:
na sua altivez, o ser humano,
se acha o centro do universo,
até criam o Zodíaco,
como se astros tão distantes nos guiassem,
apesar de sermos grãos de areias, formiguinhas,
insignificantes físicos na imensidão cósmica
( ainda que significantes como pessoas humanas ).
São os todo-poderosos da Terra,
a domar todas naturezas.
Mas eis que a qualquer hora,
nos impõe mazelas, que nos prostram,
castram nossos sonhos de poder.
Frente
à miserabilidade, à demência,
à velhice senil, à doença terminal,
à deficiência corporal.
Às  desestruturas  sociais.
À impotência às catástrofes naturais,
a dizimar ou desamparar.
Tudo pode levar a decadências sócio, psicológica ou corporal.
Tudo vira relativo,
na condição desumana.
A quem recorrer?
A um Governo que nos tem como número de um registro geral?
À família, ainda que esteja desmantelada ou desestruturada?
Condição humana
             X
condição desumana.
Assim ficamos nós,
na busca da dignidade, da humanidade.
Ainda  que nos traga a condição que se transmuta em subumano...
O poder, a grana, o prestígio podem muito minorar?
Mas nas condições acima o que pode suplantar?!

Os seres humanos podem nem parecer, mas muitos vivem bastante precariamente em sociedade, e do nada ou de sempre desde nascença, pode se perder a civilidade, como cidadão da boa condição humana. Como que perdesse a identidade em meio a grande cidade. Basta se perder do gregário tecido social. Muitas vezes é uma condição que perde até pelo fator mental,  mas no geral é devastador os efeitos de crises sucessivas sócio-econômicas, num mundo egoista do não amor ao próximo, indo em desencontro as normas normais, numa  não dignidade humana. A maior que vi foi ter visto um...



UM HOMEM NO MATAGAL



Ao olhar da plataforma de trem,
na estação de Padre Miguel,
via-se uma pessoa – um homem –
deitado no chão de terra
em meio de ao mais cerrado matagal;
o outro usuário no banco da plataforma,
alertava-me o perigo de ratos o morderem.
E eu, incauto: - mendigo não tem essa consciência...
E ele retrucou: - Ele não é mendigo, ele vende coisas no outro lado!...
E era isso, ele simplesmente entrou em miserabilidade,
diante  tantas crises nacionais
e caiu ao nível mais indigno de um ser humano,
sem ao menos um teto para habitar.
E é de pensar quanta indiferença
a tantos semelhantes ditos humanos
e principalmente  das autoridades (in)competentes!
Assim ficou ele: sem teto, ao relento
( será que também sem documento? ).
E ao me deparar com notícias e reportagens
do que pode chegar a economia no mundo globalizado,
uma angustia ( será só minha? ) me vara
ao passar uma suposta assustadora hipótese,
que o desvalido ou desabrigado de hoje
poderia ser eu ou qualquer um de nós amanhã...
SOMBRIOS FATOS PASSADOS INVADEM O PRESENTE,
                                                                 ASSUSTAM O FUTURO :
DO CRACK DA Bolsa de Valores de New York em 29,
de Wall Street a pior RECESSÃO que se alastrou;
na República de Weimar, a HIPERINFLAÇÂO,
num caos econômico avassalador e assustador.
E cá estamos no eterno país “do futuro” de Zweig,
que tantas desestruturas nos deixam escabreados...

Mas o que dizer diante de perspectivas tenebrosas
de uma DEPRESSÃO MUNDIAL?
Os arautos do apocalipse financeiro
ficam a proclamar que vai chegar em uma década próxima...
Não, não caio na ansiedade estressante, incessante,
do que há de pior porvir.
Mas não tenho total FÉ de não me abalar:
dada minha condição frágil de estrutura social
( sem influência de poder, poder de compra cada vez menor ).
Oh! como que queria LIRI(O)CAMENTE não temer,
de não me preocupar com o que iremos comer, vestir, sobreviver.
como convicto pregou Nosso Senhor Jesus Cristo,
no “Olhai os lírios do campo”.
Queria sempre bebericar dessa fonte de FÉ INANALÁVEL.
Mas as forças econômicas-financeiras são tão poderosas...
elas regem o mundo e não os sentimentos...
- “ Cada um por si e Deus por todos ”, já diz a máxima.
Mas talvez é chegada a hora,
da real solidariedade, sem a selvática Darwiniana Lei do mais forte.
Assim Deus não deixaria de nos prover.
É questão de fé? De determinação?
Olhem o homem no mato
e em outros brutos chãos da miséria absoluta.
Quando até uma professora vai morar com seus filhos
debaixo de um viaduto
é sinal de alerta, da deterioração da vida social e humana.
Olhando o homem no mato,
não me mato, mas matuto, inquieto,
que é preciso mobilização, precaução.
Insensível aburguesamento não e não!
Não se deixar a nau desgovernada ficar...
Olhai os homens da cidade e do campo,
olhai os lírios e assim a confiança restaurar.
Em “E o vento levou”, Scarlet O’Hara dizia:
“ – Amanhã há de ser um novo dia!...”
Mas...
Olhando o homem no mato...  

        Muito bonita a parábola bíblica do olhai os
       lirios do campo, aqui narrada pelo grande Cid
         Moreira. Como seria bom que pudessemos
         confiar que o Senhor irá nos prover sempre...